Como obter um cara no trabalho para como você

É melhor você falar sobre tipo de ambiente que você gosta do que entregar logo de cara tudo o que não gosta em uma empresa. A dica vale especialmente para aqueles momentos em que você não conseguiu obter muita informação sobre a empresa. Não minta. Apesar de estar interessado na vaga, você também não pode ser desonesto. Mensagens de texto é o nosso principal modo de comunicação nos dias de hoje, então faz sentido que você esteja olhando para tentar descobrir como um cara se sente em relação a você. É incrivelmente frustrante apenas sentar e imaginar como ele se sente em relação a você. Você está pronto para aprender como fazer um site do zero? Logo abaixo temos tudo o que você precisa para começar. 1) Escolha as ferramentas certas. Vamos encarar os fatos: seu site vai ser tão bom quanto as ferramentas que você usa para construi-lo. Felizmente, você possui várias opções diferentes para escolher. Se você é um estudante ou recém formado em ciências contábeis infelizmente a faculdade não te prepara para os desafios do dia a dia, não ensina o que de fato como funciona o dia a dia de ... Aqui estão alguns parâmetros para levar em consideração para ajudar você a lutar contra o desejo de dizer sim, aprendendo como dizer não no trabalho. De fato, concentrar-se no que importa e não apenas no que está na nossa frente é a chave para se ter um volume de trabalho mais coeso e, por fim, um resultado final melhor. Assim como a manutenção de uma consistente rotina matinal o prepara para ser produtivo e obter sucesso, é importante continuar no mesmo ritmo durante todo o dia e manter um padrão de trabalho ... E, se você está procurando conselhos ou sugestões sobre como você pode dizer se um cara gosta de você mais do que um amigo, então você também deve ser confundido no momento. Ao longo de 3 meses, os nossos estágios iniciais de amizade, que eram estritamente amigos, nada mais. Como Saber se um Colega de Trabalho está Interessado em Você. Um dos problemas mais constrangedores que uma pessoa pode precisar solucionar é descobrir se um colega de trabalho está ou não a fim dela. Talvez seu colega esteja enviando... Ao fazer isso, você pode realmente deixar a garota saber que está interessado nela, sem ter que lidar com a pressão de convidá-la para sair cara a cara. Convidando uma garota para sair - O guia do cara tímido. Em primeiro lugar, aguarde o seu tempo. Faça um joguinho de espera e, como um gato esperando os ratos saírem e brincar, espere ... Um e-mail também serve como um lembrete para você e para o gerente de contratação e é uma excelente oportunidade para reiterar seu interesse no cargo. Leia abaixo para obter mais informações sobre o envio de um e-mail de aceitação de entrevista, bem como alguns exemplos de e-mails nos quais os escritores aceitam e confirmam uma ...

A Carreira de Christian Pulisic em Números

2020.09.18 07:41 futebolstats A Carreira de Christian Pulisic em Números

Quando cita-se um dos melhores jogadores norte-americanos em destaque no futebol europeu, o nome de Christian Pulisic que atualmente joga pelo Chelsea da Inglaterra e que também joga pela seleção dos Estados Unidos, deve ser levado em conta.
Christian Mate Pulisic nasceu em 18/09/1998 em Hershey, município do estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Antes de atuar pelo Chelsea, ele jogou pelo Borussia Dortmund da Alemanha. Porém, o que mais se sabe sobre Pulisic? Quais feitos ele atingiu até aqui? Até onde ele ainda pode chegar?

Juvenil

Apesar de ter nascido em Hershey, Pensilvânia, onde passou a maior parte da sua infância. Kelley e Mark Pulisic – pais de Christian Pulisic – jogavam futebol pela universidade de George Mason. Além disso, o pai de Pulisic também jogou futebol de salão profissional no Harrisburg Heat na década de 1990 e, posteriormente, tornou-se treinador em níveis juvenil e profissional.
Aos 7 anos de idade, Pulisic e a família mudaram-se para a Inglaterra, onde viveram por 1 ano. Quando esteve na Inglaterra, Pulisic jogou pela equipe juvenil do Brackley Town. No ano seguinte, a família Pulisic voltou para os Estados Unidos e assim sendo, o pai de Christian se tornou técnico de um clube de futebol de salão, o Detroit Ignition. Enquanto isso, Christian Pulisic passou a viver em Michigan e com isso, jogou pelo Michigan Rush.
Depois disso, a família voltou para a cidade de Hershey e assim sendo, Pulisic cresceu jogando pelo PA Classics clube local da Academia de Desenvolvimento de Futebol dos EUA (Estados Unidos), e ocasionalmente treinando com o clube profissional local Harrisburg City Islanders, agora conhecido como Penn FC, durante a sua adolescência.

A Carreira de Christian Pulisic em Números

Borussia Dortmund

Categorias de Base

O avô de Pulisic, Mate Pulišić, nasceu na Croácia, na ilha de Olib e assim sendo, Christian se fez valer disso para solicitar a cidadania croata depois de se mudar para a Alemanha, a fim de evitar a necessidade de obter um visto de trabalho alemão.
Em fevereiro de 2015, o Borussia Dortmund – equipe que joga a Bundesliga (1ª divisão do futebol alemão) – contratou Pulisic que tinha apenas 16 anos nessa época, e o clube o designou primeiro para a equipe sub-17 e, no verão do mesmo ano – entre os meses de junho e setembro – o designou para a equipe sub-19. Depois de marcar 10 gols e prover 8 assistências em apenas 15 jogos pelas equipes sub-17 e sub-19 do Borussia Dortmund, Pulisic foi integrado a equipe principal do clube auri-negro após a pausa de inverno da temporada 2015-16.

2015-16

Em janeiro de 2016, enquanto estava treinando com a equipe principal do Borussia Dortmund nas férias de inverno, Pulisic jogou o segundo tempo de 2 amistosos, marcando 1 tento em uma partida e dando passe para gol na outra.
Em 24 de janeiro de 2016, um dia depois de “estrear no banco” do time principal do clube auri-negro, Pulisic jogou os 90 minutos de um amistoso contra o Union Berlim e além disso, fez 1 gol e proveu assistência para um gol.
Em 30/01/2016, em jogo da 19ª rodada da Bundesliga, Thomas Tuchel promoveu a estreia do norte-americano quando o colocou em campo aos 23 minutos da segunda etapa no lugar de Adrián Ramos. Quanto ao jogo, a equipe de Dortmund venceu o Ingolstadt por 2-0.
Em 18/02/2016, no primeiro confronto contra o Porto de Portugal na fase de 16 avos da UEFA Europa League, Pulisic fez a sua estreia em um torneio continental ao substituir Marco Reus aos 42 minutos da segunda etapa. Quanto ao resultado da partida, vitória do Borussia Dortmund por 2-0 no Signal Iduna Park, em Dortmund na Alemanha. Três dias depois, dessa vez em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic jogou pela primeira vez como titular antes de ser substituído logo após o intervalo de um jogo no qual a equipe auri-negra venceu o Bayer Leverkusen em plena BayArena por 1-0.
Em 10/04/2016, em jogo da 29ª rodada da Bundesliga, pela segunda vez desde que subiu para o time principal do Borussia Dortmund, o norte-americano iniciou entre os titulares no Rieverderby – clássico entre Borussia Dortmund e Schalke 04 -, ficando em campo até os 28 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por İlkay Gündoğan. Quanto ao resultado da partida, empate em 2-2.
Em resposta à atuação de Pulisic contra o Schalke, Thomas Tuchel deu a seguinte declaração: _“Ele é um adolescente e em seu primeiro ano de futebol profissional. Os seus 2 primeiros jogos entre os titulares foram em Leverkusen e aqui hoje em Gelsenkirchen – não é a tarefa mais fácil. Isso mostra a nossa enorme gratidão em vê-lo como jogador em tempo integral em nosso time. Ele foi um valioso substituto contra o Werder Bremen e contra o Liverpool da Inglaterra. Ele parecia muito bem recentemente, o que foi provado hoje. É completamente normal que ele não poderia ter jogado com esse ritmo e essa intensidade por mais de 90 minutos.”_Pulisic marcou o seu primeiro gol como profissional em 17/04/2016 em jogo da 30ª rodada da Bundesliga, ao qual o Borussia Dortmund venceu o Hamburgo por 3-0 e com isso, se tornou o jogador estrangeiro mais jovem a marcar um tento na Bundesliga e além disso, também passou a ser o 4º jogador mais jovem a marcar um gol nessa competição; com apenas 17 anos e 212 dias de idade. Na rodada seguinte do Campeonato Alemão, marcou 1 dos gols do triunfo por 3-0 sobre o Stuttgart fora de casa e com isso, o jovem norte-americano bateu mais um recorde, tornando-se o jogador mais jovem a marcar 2 tentos na Bundesliga. Ainda convém lembrar que na vitória sobre o Stuttgart, ele também recebeu o seu primeiro cartão amarelo como profissional.
Em suma, na sua 1ª temporada como jogador profissional do clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 12 partidas e fez 2 gols. Quanto ao Borussia Dortmund, foi o vice-campeão da Bundesliga, terminou em 3º lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões e em seguida, chegou até as quartas-de-finais da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2015-16
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Pd* – Partidas disputadas, Gm – Gols marcados, A – Assistências, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj – Minutos jogados

2016-17

No primeiro jogo de Pulisic como titular nessa temporada em 14 de setembro de 2016, o camisa 22 da equipe auri-negra deu o passe para Gonzalo Castro marcar o seu único gol na goleada por 6-0 sobre o Legia Varsóvia da Polônia fora de casa e com isso, se tornou o jogador mais jovem da equipe de Dortmund a jogar uma partida de UEFA Champions League (Liga dos Campeões). Três dias depois, em jogo da 3ª rodada da Bundesliga, Pulisic foi escalado entre os titulares novamente e além de marcar o terceiro gol da goleada por 6-0 sobre o Darmstadt, também proveu assistências para 1 dos 2 gols de Gonzalo Castro e para o gol de Emre Mor.
Em 27/09/2016, em partida válida pela 2ª rodada da fase de grupos da UEFA Champions League, o jovem norte-americano de 18 anos entrou em campo aos 28 minutos do segundo tempo no lugar de Ousmane Dembélé e 14 minutos depois, deu o passe para o gol de André Schürrle evitar a derrota do Borussia Dortmund ante o Real Madrid da Espanha no Signal Iduna Park e assim sendo, as duas equipes ficaram no empate (2-2).
Em 22/10/2016, em jogo da 8ª rodada da Bundesliga, Pulisic entrou em campo no lugar de Ju-ho Park logo após o intervalo e além de marcar 1 dos gols da equipe de Dortmund no empate em 3-3 com o Ingolstadt, também contribuiu com assistência para o gol de Adrián Ramos.
Em 23 de janeiro de 2017, Pulisic assinou um novo contrato com o Borussia Dortmund no qual ele estendeu o seu vínculo com o clube até o ano de 2020.
Em 04/03/2017, em jogo da 23ª rodada da Bundesliga, o camisa 22 da equipe auri-negra marcou o quarto gol da goleada por 6-2 sobre o Bayer Leverkusen e além de ter feito 1 gol, deu o passe para Raphäel Guerreiro fazer o dele nessa partida. Quatro dias depois, o jovem norte-americano marcou o seu primeiro tento em um jogo de Liga dos Campeões, ao qual o Borussia Dortmund venceu o Benfica de Portugal no Signal Iduna Park por 4-0 em partida válida pelas oitavas-de-finais desse torneio e além do gol marcado, deu o passe para 1 dos 3 gols de Pierre-Emerick Aubameyang. Como a equipe de Dortmund havia perdido o primeiro confronto fora de casa por 1-0, o time alemão se classificou para a fase seguinte. Posteriormente, o BVB – Borussia Dortmund – foi eliminado pelo Monaco nas quartas-de-finais.
Em 14/03/2017, em confronto válido pelas quartas-de-finais da Copa da Alemanha, Pulisic marcou o seu 5º e último tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Sportfreunde Lotte e com isso, o Borussia Dortmund seguiu adiante nessa competição.
Em 27/05/2017, em partida válida pela final da Copa da Alemanha, o camisa 22 entrou em campo no lugar de Marco Reus após o intervalo e deu o passe para Aubameyang marcar o gol dele no triunfo por 2-1 sobre o Eintracht Frankfurt e com isso, pela 4ª vez na sua história, o BVB se sagrou campeão de uma edição da DFB Pokal (Copa da Alemanha).
Em suma, na sua 2ª temporada no clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 43 partidas, fez 5 gols e proveu 13 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, além de se sagrar campeão da Copa da Alemanha, terminou o Campeonato Alemão em 3º lugar e chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
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5 gols dos quais 3 foram pela Bundesliga, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Copa da Alemanha

2017-18

Após o fim da temporada 2016-17, Thomas Tuchel deixou o comando do Borussia Dortmund para ser o técnico do Paris Saint-Germain da França e para o lugar de Tuchel, o BVB apostou as suas fichas em Peter Bosz e na estreia do novo treinador em 5 de agosto de 2017, escalou Pulisic entre os titulares e mesmo com o norte-americano não decepcionou e fez 1 dos gols do Borussia Dortmund no empate em 2-2 com o Bayern de Munique na decisão da Supercopa da Alemanha, porém com a persistência desse empate, as duas equipes tiveram de decidir o título nos pênaltis onde o Bayern levou a melhor e venceu por 5-4 e com isso, o Borussia Dortmund teve de se contentar em ser o vice-campeão da Supercopa da Alemanha de 2017.
Em 19/08/2017, o Borussia Dortmund estreou nessa edição da Bundesliga com uma vitória por 3-0 sobre o Wolfsburg em plena Arena Volkswagen e um dos autores dos 3 gols foi o camisa 22 e além do gol marcado nessa partida, também contribuiu com assistência para o gol de Aubameyang.
Em 20/09/2017, em jogo da 5ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano de 19 anos recém-completados marcou o seu 3º tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Hamburgo fora de casa.
Após a derrota por 2-1 ante o Werder Bremen em pleno Signal Iduna Park, chegou-se a um consenso no clube que Peter Bosz não devia permanecer no comando e com a sua saída, em 10/12/2017, Peter Stöger foi anunciado como o novo treinador do Borussia Dortmund.
Em 16/12/2017, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic marcou o segundo gol da vitória por 2-1 sobre o Hoffenheim.
Em 8 de abril de 2018, em jogo da 29ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano marcou o seu 5º e último tento nessa temporada no triunfo por 3-0 sobre o Stuttgart.
Em suma, na sua 3ª temporada com a camisa do BVB, Christian Pulisic disputou 42 jogos, fez 5 gols e proveu 7 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, além de ser o vice-campeão da Supercopa da Alemanha de 2017, terminou o Campeonato Alemão em 4º lugar, chegou até as oitavas de final da Copa da Alemanha, terminou em 3º lugar na fase de grupos da UEFA Champions League e posteriormente, foi eliminado nas oitavas de final da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2017-18
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5 gols dos quais 4 foram pela Bundesliga e 1 pela Supercopa da Alemanha

2018-19

Após o término da temporada 2017-18, Peter Stöger deixou o comando dos Schwarzgelben – Borussia Dortmund – e para o seu lugar, o clube resolveu apostar as suas fichas em Lucien Favre e sob o comando do novo treinador, em 26 de agosto de 2018, na estreia do Borussia Dortmund na Bundesliga 2018-19, Pulisic iniciou a partida entre os titulares. Quanto ao resultado do jogo, vitória por 4-1 sobre o RB Leipzig.
Em 18/09/2018, na estreia do Borussia Dortmund na fase de grupos da UEFA Champions League 2018-19, o camisa 22 celebrou o seu 20º aniversário marcando o único gol da vitória sobre o Club Brugge da Bélgica fora de casa. Quatro dias depois, mas desta vez em partida válida pela 4ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano marcou o gol da equipe de Dortmund no empate em 1-1 com o Hoffenheim fora de casa.
Após o gol diante do Hoffenheim na 4ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic só voltou a balançar as redes em 31/10/2018 na vitória por 3-2 na prorrogação sobre o Union Berlin na 2ª fase da Copa da Alemanha.
Devido à preferência de Favre por Jadon Sancho, o camisa 22 passou a ficar mais no banco, apesar de ter sido o titular do time em 5 partidas do time na Liga dos Campeões e assim sendo, começou a circular rumores na mídia de que Pulisic queria se transferir para um outro clube e ainda é importante lembrar que o próprio jogador norte-americano expressou publicamente o seu desejo de “jogar em um clube da Premier League (Campeonato Inglês)”.
No início do mês de janeiro de 2019, o Chelsea da Inglaterra fez uma oferta de 64 milhões de euros (o equivalente a 288,3 milhões de reais) por ele e adquiriu os direitos de transferência do jovem jogador norte-americano, que permaneceu até o final da temporada emprestado ao time do Borussia Dortmund.
Em 4 de maio de 2019, em jogo da 32ª rodada da Bundesliga, o camisa 22 da equipe de Dortmund jogou como titular e marcou o primeiro gol do seu time no empate em 2-2 com o Werder Bremen fora de casa. Na rodada seguinte, em 11/05/2019, o norte-americano marcou o seu último tento com a camisa do Borussia Dortmund na vitória por 3-2 sobre o Fortuna Dusseldörf no Signal Iduna Park.
Em suma, na sua última temporada com a camisa do clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 30 partidas, fez 7 gols e proveu 6 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, foi o vice-campeão da Bundesliga 2018-19 e chegou até as oitavas-de-finais da Copa da Alemanha e da UEFA Champions League.
PdGmACACVMj na temporada 2018-19
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7 gols dos quais 4 foram pela Bundesliga, 2 pela Copa da Alemanha e 1 pela UEFA Champions League
Títulos que conquistou no Borussia Dortmund - Copa da Alemanha2016-17
- O vídeo abaixo mostra todos os gols que Pulisic marcou com a camisa do Borussia Dortmund - Este vídeo foi publicado no YouTube há 4 meses atrás por CDNC22

Chelsea

2019-20

Christian Pulisic sendo apresentado como o mais novo reforço do ChelseaEm 2 de janeiro de 2019, Pulisic assinou com o Chelsea da Inglaterra por uma taxa de 64 milhões de euros, em um acordo que o levou a ficar no Borussia Dortmund até o fim da temporada 2018-19. Essa transferência fez de Pulisic o jogador estadunidense mais caro e além disso, a segunda venda mais cara de todos os tempos do clube alemão, atrás apenas de Ousmane Dembélé. Após a sua chegada em julho desse ano (2019), ele falou de seu desejo de repetir as atuações de Eden Hazard e descreveu o atacante belga como um ídolo do futebol. Ainda convém lembrar que Pulisic “abriu mão das férias” após o término da temporada para impressionar Frank Lampard, o atual treinador dos Blues (Chelsea).
Em 11/08/2019, na estreia do Chelsea na atual edição da Premier League, Lampard colocou o norte-americano em campo aos 13 minutos do segundo tempo no lugar de Ross Barkley, mas mesmo com esta e mais outras alterações, os Blues estrearam com uma derrota por 4-0 ante o Manchester United no Old Trafford (estádio do Manchester United). Três dias depois, o Chelsea decidiu o título da Supercopa da UEFA de 2019 contra o Liverpool e diferentemente do jogo anterior, desta vez Pulisic iniciou entre os titulares e deu o passe para Olivier Giroud marcar o primeiro gol dos Blues no empate em 2-2 com os Reds (Liverpool) e com a persistência do empate, o campeão foi conhecido nos pênaltis; vitória dos Reds por 5-4 na disputa por pênaltis.
Pela 10ª rodada do Campeonato Inglês, em 26/10/2019, Pulisic marcou seus primeiros gols com a camisa do Chelsea na vitória por 4-2 sobre o Burnley. O hat-trick – ocorre quando um jogador faz 3 ou mais gols numa mesma partida – foi o primeiro de sua carreira e ele se tornou o segundo jogador estadunidense a conquistar este feito na Premier League depois de Clint Dempsey pelo Fulham em 2012, além disso, também se tornou o jogador mais jovem dos Blues a marcar um hat-trick. Ele também se tornou o primeiro jogador do Chelsea a marcar 3 gols numa partida desde Didier Drogba em 2010. Pulisic marcou gols nas duas rodadas seguintes da Premier League, uma vitória por 2-1 fora de casa contra o Watford e uma vitória por 2-0 no Stamford Bridge sobre o Crystal Palace.
Em 27/11/2019, em partida válida pela 5ª rodada da fase de grupos da Champions League, o estadunidense marcou seu primeiro tento pelo clube nesse torneio no empate em 2-2 com o Valencia da Espanha fora de casa.
Após a 29ª rodada da Premier League, em 8 de março de 2020, devido à pandemia do COVID-19 (Novo Coronavírus), o Campeonato Inglês e a maioria dos campeonatos ao redor do mundo foram paralisados e já recuperado de uma lesão que sofrerá no mês de janeiro, em 21/06/2020, em jogo da 30ª rodada da Premier League, Pulisic entrou em campo aos 10 minutos da segunda etapa no lugar de Ruben Loftus-Cheek e 5 minutos depois, fez o primeiro gol da vitória por 2-1 sobre o Aston Villa. Na rodada seguinte do campeonato nacional, o camisa 22 dos Blues – Pulisic – marcou o primeiro gol da vitória por 2-1 sobre o Manchester City, um resultado que acabou de uma vez por todas com as chances do City na disputa pelo título e confirmou o Liverpool como campeão da Premier League.
Em 01/08/2020, em confronto válido pela final da Copa da Inglaterra, Pulisic inaugurou o placar do jogo, no entanto o Chelsea levou a virada e perdeu por 2-1 para o Arsenal. Apesar de ter se tornado o primeiro jogador estadunidense a marcar na final da competição, mas foi substituído no início do segundo tempo após sofrer uma lesão no tendão.
Em agosto de 2020, Pulisic foi nomeado para a lista de 8 jogadores para o Prêmio de Jogador Jovem da Temporada inaugural da Premier League, que acabou sendo concedido a Trent Alexander-Arnold do Liverpool.
Em suma, na sua 1ª temporada na Inglaterra, Christian Pulisic disputou 34 jogos, fez 11 gols e proveu 10 assistências. Quanto ao Chelsea, além de ter sido vice-campeão da Supercopa da UEFA e da Copa da Inglaterra, terminou em 4º lugar no Campeonato Inglês e foi eliminado nas oitavas-de-finais da UEFA Champions League e da Copa da Liga Inglesa.
PdGmACACVMj na temporada 2019-20
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11 gols dos quais 9 foram pela Premier League, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Copa da Inglaterra

Números de Pulisic na Seleção Norte-Americana

Estados Unidos

Seleções de Base

Assim como muitos outros grandes jogadores, Pulisic também atuou pelas seleções de base do seu país, no caso jogou pelas seleções sub-15 e sub-17 dos Estados Unidos. Ainda é importante mencionar que ele foi o capitão da seleção norte-americana na Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2015 no Chile, onde marcou 1 tento e proveu uma assistência em 3 jogos. Pulisic fez 20 gols em 34 jogos pela seleção sub-17 dos Estados Unidos durante o seu ciclo de 2 anos com o time.

Seleção Principal

Em 27 de março de 2016, Pulisic foi convocado pelo técnico Jürgen Klinsmann para um jogo de Eliminatória da Copa do Mundo FIFA de 2018 contra a Guatemala. Dois dias depois – em 29/03/2018 -, ele fez a sua estreia na seleção principal dos Estados Unidos em uma partida na qual os EUA venceram a Guatemala por 4-0 no Mapfre Stadium, em Columbus, Ohio. Pulisic entrou em campo aos 36 minutos da segunda etapa no lugar de Graham Zusi. Ainda convém lembrar que Christian Pulisic se tornou o americano mais jovem a jogar uma partida de Eliminatória de Copa do Mundo, mas antes disso, também era elegível para jogar pela seleção da Croácia, mas se recusou a fazê-lo.

Copa América Centenário 2016

Em 21/05/2016, Klinsmann anunciou a lista dos 23 jogadores que iriam disputar a Copa América Centenário e o nome de Pulisic estava nessa lista e uma semana depois – em 29/05/2016 -, em um amistoso contra a Bolívia, ele se tornou o jogador mais jovem a marcar um tento pela seleção estadunidense; entrou em campo aos 18 minutos da segunda etapa no lugar de Gyasi Zardes e 6 minutos depois, marcou o 4º e último gols dos Estados Unidos na goleada por 4-0 sobre a seleção boliviana.
Em 04/06/2016, o Estados Unidos estreou na fase de grupos dessa edição comemorativa da Copa América com uma derrota por 2-0 ante a Colômbia. Pulisic jogou os últimos 25 minutos dessa partida. Na rodada seguinte, Pulisic viu do banco a seleção estadunidense vencer a Costa Rica por 4-0 e por fim, ele viu do banco novamente o Estados Unidos vencer o Paraguai por 1-0 e com isso, os norte-americanos se classificaram para a fase de mata-mata da Copa América Centenário 2016.
Nas quartas-de-finais, o Estados Unidos enfrentou o Equador e venceu por 2-1 sem Pulisic. Na fase seguinte – semifinal -, a seleção estadunidense enfrentou a Argentina e mesmo substituindo Chris Wondolowski logo após o intervalo, a joia do Borussia Dortmund nada pôde fazer e com isso, os Estados Unidos perderam por 4-0 e com isso, teve de se contentar com a disputa do 3º lugar da Copa América Centenário 2016.
Na disputa do 3º lugar, o Estados Unidos enfrentou a Colômbia e perdeu por 1-0. Pulisic jogou os últimos 16 minutos dessa partida. Além disso, esta foi a última vez que Klinsmann comando a seleção norte-americana e com a sua saída, quem assumiu o comando dessa seleção foi Bruce Arena.
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Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018

Em 02/09/2016, em um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, Pulisic marcou 2 gols na goleada por 6-0 sobre São Vicente e Granadinas e além dos 2 tentos, deu o passe para o gol de Sacha Kljestan e com isso, Pulisic se tornou o jogador mais jovem a fazer um gol com a camisa da seleção norte-americana em uma partida das Eliminatórias de Copa do Mundo. No jogo seguinte diante de Trinidad e Tobago, Klinsmann escalou Pulisic entre os titulares e assim sendo, o jovem jogador do Borussia Dortmund se tornou o norte-americano mais jovem a ser escalado como titular em uma partida das Eliminatórias da Copa do Mundo. Quanto ao resultado desse jogo, goleada por 4-0 sobre a seleção trinitária.
Em 25 de março de 2017, em mais um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, Pulisic teve uma grande atuação na goleada por 6-0 sobre o Honduras, ao qual marcou 1 tento e proveu assistências para o gol de Sebastian Lletget e para 2 dos 3 gols de Clint Dempsey nessa partida.
Em 08/06/2017, em outro jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, Pulisic marcou os gols do triunfo por 2-0 sobre Trinidad e Tobago. Posteriormente, a seleção dos Estados Unidos disputou a Copa Ouro de 2017 e mesmo sem Christian Pulisic que estava se recuperando de uma lesão, foi a campeã desse torneio ao bater a Jamaica por 2-1 na final em 27/07/2017. Ainda convém lembrar que mesmo com a conquista do título, Bruce Arena não continuou no cargo de treinador da seleção estadunidense e a “bola da vez” era Dave Sarachan.
Nas duas últimas partidas do hexagonal final que é a última fase das Eliminatórias da Copa do Mundo da CONCACAF – Confederação de futebol responsável pelas seleções da América Central e da América do Norte -, Pulisic marcou 2 gols em cada jogo; gol e assistência na goleada por 4-0 sobre Panamá e o único gol dos Estados Unidos na derrota por 2-1 ante Trinidad e Tobago. Apesar de ter sido o artilheiro do Hexagonal Final, não houve o que comemorar, pois a seleção norte-americana terminou em 5º lugar e com isso, estava fora da Copa do Mundo FIFA de 2018 na Rússia.

Copa Ouro 2019

Em 20 de novembro de 2018, em um amistoso contra a Itália, pela primeira vez desde que passou a atuar pela seleção estadunidense, Pulisic capitaneou o time e apesar da derrota por 1-0 para os italianos, o até então camisa 22 do Borussia Dortmund se tornou o jogador mais jovem a ser o capitão dos Estados Unidos; 20 anos e 63 dias de idade.
A derrota para a seleção italiana causou a demissão de Dave Sarachan e com isso, quem assumiu o comando do time foi Gregg Berhalter e mesmo com a ausência de Pulisic nos amistosos contra Panamá e Costa Rica, a seleção estadunidense venceu os 2 jogos; por 3-0 e 2-0 respectivamente.
Em maio desse ano (2019), Berhalter anunciou a lista final de 23 jogadores convocados para a disputa da Copa Ouro 2019 que realizar-se-ia em 3 países, fase inicial da competição seria sediada na Costa Rica e na Jamaica e posteriormente, os Estados Unidos sediariam a fase final do torneio.
Em 19/06/2019, o Estados Unidos fez a sua estreia nessa edição da Copa Ouro com uma vitória por 4-0 sobre a Guiana. No jogo seguinte, o novo camisa 10 da seleção norte-americana – Christian Pulisic – foi um dos destaques da goleada por 6-0 sobre Trinidad e Tobago ao marcar 1 dos 6 tentos do time e além do gol marcado, proveu assistências para 1 dos 2 gols de Aaron Long e para 1 dos 2 gols de Gyasi Zardes. Por fim, na última rodada da fase de grupos da Copa Ouro 2019, com a vaga para a fase seguinte assegurada, Berhalter optou por descansar alguns atletas, dentre eles, Pulisic que jogou os últimos 25 minutos da vitória por 1-0 sobre o Panamá.
Nas quartas-de-finais, o Estados Unidos enfrentou a seleção de Curação e venceu por 1-0. Pulisic foi o autor da assistência para o gol de Weston McKennie.
Na semifinal, a seleção norte-americana enfrentou a Jamaica e com um doblete – ocorre quando um jogador faz 2 gols numa mesma partida – do camisa 10, venceu a Jamaica por 3-1 e com este triunfo, os Estados Unidos se classificaram para a final da Copa Ouro 2019.
Na final, o Estados Unidos enfrentou o México no Soldier Field, em Chicago e com um gol de Jonathan dos Santos, a Seleção Mexicana venceu a partida e pela 8ª vez, se sagrou campeã de uma edição da Copa Ouro.
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Liga das Nações da CONCACAF 2019-20

Na estreia dos Estados Unidos na fase de grupos desta competição recém-criada em 12 de outubro de 2019, Pulisic marcou de pênalti o último gol da goleada por 7-0 sobre Cuba. Na rodada seguinte da fase de grupos, o camisa 10 e capitão da Seleção Estadunidense jogou o primeiro tempo e parte do segundo no revés por 2-0 ante o Canadá.
Com um total de 9 pontos somados em 4 partidas – 3 vitórias e uma derrota -, os Estados Unidos terminaram na liderança do grupo A e sendo assim se classificaram para a fase de mata-mata desta competição. Devido à pandemia do Novo Coronavírus, esse torneio está momentaneamente suspenso.
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- O vídeo abaixo mostra 9 dos 14 gols de Pulisic com a camisa da Seleção Estadunidense - Este vídeo foi publicado no YouTube há 2 anos atrás por US Soccer Hub

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Prêmios individuais - 50 jovens promessas do futebol mundial de 2015 - Seleção das revelações da UEFA Champions Leagueem 2016 - 15º melhor jogador sub-21 de 2016 (FourFourTwo) - 4º melhor jovem do ano de 2017 (FourFourTwo)

Considerações Finais

Com base em todos os números apresentados até aqui pode-se concluir que Christian Pulisic é um dos “famosos camisa 10 do futuro”. O seu baixo centro de gravidade permite-lhe driblar em alta velocidade e devido a isso, é capaz de chegar a área para concluir a gol e/ou para deixar os companheiros em condições de fazer gols.
E para vocês? Pulisic irá se adaptar ao Chelsea? Ele será um dos melhores meio-campistas em breve?
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2020.09.11 16:17 ssantorini Basicão de investimentos para dummies

O que é o mercado? Mercado são todos os agentes que participam da produção e troca de bens ou serviços. São as pessoas físicas (trabalhadores, consumidores, rentistas, empresários) ou jurídicas (empresas de produção, de comércio, de serviços ou financeiras).
O que é o mercado financeiro? É a parte do mercado restrita à circulação de dinheiro. É o "comércio de dinheiro" (empréstimos e investimentos).
O que é investimento? É quando um portador de dinheiro coloca seu dinheiro em alguma atividade, esperando tê-lo de volta em maior quantidade.
O que são investimentos financeiros? São investimentos nos quais o portador do dinheiro não participa diretamente da atividade econômica feita com o mesmo, limitando-se a colocá-lo na guarda de outros (emprestando ou investindo).
Qual a diferença entre empréstimo e investimento direto? No empréstimo, o tomador é obrigado a devolver a quantia em data futura, acrescida dos juros combinados, independente de qualquer coisa. No investimento direto, o credor assume solidariamente com o tomador os riscos da atividade na qual o dinheiro foi empregado, podendo ter lucros ou prejuízos.
TIPOS DE INVESTIMENTOS
Ações: são "pedaços" de uma empresa. Quem compra uma ação se torna proprietário de uma parte da empresa.
Ação ordinária: ação que garante ao portador participação e voto no conselho administrativo da empresa, mas caso a empresa seja liquidada, ele receberá sua parte por último, do que sobrar (se sobrar);
Ação preferencial: ação que não dá ao portador participação e voto no conselho administrativo da empresa, mas lhe dá prioridade na hora de receber sua parte, caso a empresa seja liquidada
Pra que serve investir em ações? Pra obter dividendos (parte do lucro da empresa), caso a ação seja de grande monta, ou para especular (vendê-la por um preço maior depois), Embora quem especule com ações compra "opções", não as ações em si. Opções são derivativos atrelados à cotação de ações (vide a definição de "derivativos" adiante).
Debêntures: investir em debêntures é o mesmo que "emprestar dinheiro a uma empresa". Debênture não é ação, a empresa é obrigada a pagá-lo na data acertada independente de qualquer coisa;
CDB (certificado de depósito bancário): investir em CDB é o mesmo que "emprestar dinheiro a um banco". Bancos maiores costumam pagar juros menores, bancos menores costumam pagar juros maiores.
LTN (letras do tesouro nacional): investir em LTN é o mesmo que "emprestar dinheiro ao governo".
LCI (letras de crédito imobiliário): investir em LCI é o mesmo que "emprestar dinheiro a compradores de imóveis". É intermediado por algum banco.
LCA (letras de crédito agrário): investir em LCA é o mesmo que "emprestar dinheiro a agropecuaristas". É intermediado por um banco também.
LCI, LCA e LTN são livres de impostos e possuem um seguro chamado FGC (fundo garantidor de crédito), que garante restituir 250 mil reais por CPF caso a instituição intermediadora entre em falência e não consiga pagá-las ao investidor.
CDB paga imposto regressivo (quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menos imposto paga).
Fundos de Investimento: são contratos nos quais o investidor deixa seu dinheiro em mãos de corretores profissionais, que o movimentam e investem como acharem melhor, com o objetivo de fazê-lo aumentar. Existem muitos tipos de fundos de investimento, desde os mais seguros (os corretores só investem em coisas de baixo risco, porém baixo retorno, como CDB e letras) até os mais arriscados (os corretores investem em coisas de alto risco, porém alto retorno, como ações e derivativos*), passando pelos de risco moderado (Multimercados**). Esses fundos cobram uma comissão para os corretores, uma taxa de administração e impostos. Por exigirem trabalho contínuo dos corretores (que colocam e retiram o dinheiro a depender das conjunturas do mercado), cobram essas taxas.
*Derivativos: são contratos atrelados a algum índice qualquer, como dólar, ouro, inflação, selic. É como se fosse um jogo: um cara que quer dinheiro lhe oferece pagar a quantia que o dólaouro/IPCA/selic variar, aí você aceita, podendo se dar bem ou mal.
*Multimercados**: são fundos de investimento que mexem com vários tipos de aplicação ao mesmo tempo (ações, CDB, derivativos, etc) com o intuito de equilibrar os riscos e retornos.
SELIC: de forma simples seria a taxa de juros que o banco central cobra aos demais bancos pelo dinheiro que estes últimos pegam emprestado. É a menor taxa de juros praticada em todo o mercado. Todas as demais são derivadas dela. Complicando um pouco mais, SELIC é uma meta que o BC determina para os juros interbancários (cobrados pelos bancos entre si). O BC manipula a oferta de títulos públicos (que os bancos usam como garantia de empréstimos entre si) e o depósito compulsório (fração do dinheiro depositado nos bancos que eles devem obrigatoriamente depositar no BC) para a essa meta seja atingida.
CDI (certificado de depósito interbancário): é a taxa que os bancos cobram uns aos outros quando fazem empréstimos entre si. Ela é a SELIC mais alguma coisa que no momento não lembro, mas são bem próximas em valores.
Por que a CDI é importante? A maioria dos retornos prometidos pelos bancos e financeiras são expressos em "% da CDI". O Banco Bradesco oferece LCA com 80% da CDI, já a XP Investimentos oferece LCA com até 115% do CDI de retorno.
USANDO O QUE VOCÊ APRENDEU
Aumento da SELIC é bom ou ruim? É bom para um governo endividado porque atrai mais investidor querendo emprestar dinheiro a ele. É bom pra combater a inflação, porque torna os financiamentos mais caros e portanto reduz a demanda global por bens e serviços, fazendo os preços caírem. É ruim para o PIB e o emprego, pois torna os financiamentos e empréstimos mais caros, aí as empresas terão menos capital de giro, empregarão menos, venderão menos também porque os juros estão altos, o PIB cai e o desemprego sobe.
Aumento do dólar é bom ou ruim? É bom para os exportadores, pois deixa seus produtos mais competitivos (baratos) no mercado externo, aí conseguem aumentar suas vendas, empregando mais pessoas. É ruim para empresas que dependem de insumos importados (máquinas, petróleo), pois encarece a produção. É ruim também para a inflação, pois deixa os importados mais caros.
Quando se deve investir em moeda estrangeira ou ouro? Quando se perde a confiança na moeda nacional. Isso ocorre quando o governante é inflacionista, emissor ou possivelmente caloteiro (Ex: Ciro Gomes) ou quando as exportações despencam (menos dólar entrando) ou as importações aumentam demais (mais dólar saindo).
Quando se deve investir em ações? Quando se espera que as empresas cresçam e aumentem seus lucros (mais dividendos para o investidor, mais retorno na hora de revendê-las). Isso só é possível se a economia e o emprego crescerem, o que é mais provável de ocorrer em governos que sigam melhor a ciência econômica mainstream (Ex: Meirelles, Amoedo, Alckmin, Paulo Guedes). Obviamente isso depende da empresa. Você deve correr de ações de estatais e investir em ações de empreiteiras se um governo cleptocrata assumir (Ex: PT). Você deve investir em ações de bancos privados se o governo for inflacionista (bancos lucram mais com inflação, porque tornam a especulação mais fácil, além disso a inflação força o governo a aumentar os juros pra atrair mais empréstimos, e isso é bom para os bancos). Você deve investir em ações de empresas produtivas se o governo for um seguidor da ortodoxia econômica e a economia de países compradores estiver aquecida....e por aí vai.
Quando se deve investir em LTN? Você deve procurar o país que seja o mais confiável possível (risco baixo de calote) e ofereça os maiores juros possíveis. Países emergentes são os mais arriscados, principalmente os governados por esquerdistas populistas (gostam de pedir empréstimo e depois se recusarem a pagar), países com contas públicas ruins (déficits altos) ou países que JÁ deram calote no passado (já perderam a moral, não custa nada fazer de novo). A Argentina é tão queimada que oferece LTN com juros de 45% e ainda tem dificuldade em se financiar, recorrendo ao FMI. Os EUA são tão confiáveis que quando Trump aumentou os juros para 2%, ocorreu uma fuga de capitais dos países emergentes para lá.
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2020.08.31 05:07 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 7)

O objetivo inicial de Stannis era sentar no Trono de Ferro. Minha impressão é que esse era o plano desde que ele abandonou Porto Real. Outros leitores alegam que esta intenção surgiu apenas depois da morte de Robert. Qualquer que seja o caso, todos devemos concordar que este era o objetivo ao menos desde o Prólogo de A Fúria dos Reis.
Por sua vez, Melisandre já alegava que o rei era a reencarnação de Azor Ahai. Talvez já pensasse assim antes. Mas não sabemos. Tudo que sabemos é que a mulher vermelha promoveu Stannis a herói renascido e nunca o tirou do altar.
Até Tormenta de Espadas, Stannis nunca havia se identificado com o papel de Azor Ahai. Só seguia os conselhos da feiticeira de Asshai para tentar reverter a desvantagem que Renly havia lhe imposto. Depois que conseguiu precisava para combater seus inimigos, até a colocou na geladeira. Atacou Porto Real apenas como Stannis Baratheon, não Azor Ahai, algo que Melisandre não tardou em usar isso contra ele, depois que retornou derrotado à Pedra do Dragão.
Ela voltou a afirmar que ele era um herói renascido e, derrotado e desmoralizado, Stannis começou a lhe dar ouvidos. Ela lhe mostrou uma visão no fogo, falou de uma guerra contra a escuridão, disse que poderia acordar um dragão da pedra, requisitou sangue de um rei e temperou a fábula de Azor Ahai de modo que o herói também era um rei legítimo.
O truque de Martin foi deixar Stannis e Melisandre muito tempo a sós, pensado que Davos havia falecido. Depois o truque foi Davos retornar com um plano para matar a sacerdotisa, o que o tornava mais um traidor. O rei só chama Davos porque Melisandre requisita, mas nem a feiticeira nem Baratheon poderiam prever que o cavaleiro das cebolas atiraria verdades duras a seu suserano.
Stannis fica impressionado, e provavelmente abandona a noção de que Davos era um traidor, pois pergunta por que o cavaleiro queria matar a mulher vermelha. Depois que percebe que as razões eram pessoais (e não para traí-lo), o rei de Pedra do Dragão começa a abrir o jogo, mas de modo confuso e atrapalhado. Provavelmente porque não ele não sabe do que está falando. Só está repetindo o que ouviu de Melisandre.
O objetivo de Baratheon agora é lutar na “grande batalha” e unir toda Westeros contra o Grande Outro. É um plano parecido com o anterior, mas agora Stannis precisa abandonar a ideia de simplesmente ‘tomar o trono’ para abraçar o ideal de ‘unir o reino’. À semelhança de Aegon, o papel agora é acabar com as disputas internas e consolidar a figura de um único governante. Mas tal como Aegon, precisa-se de um dragão. Para conseguir o dragão Edric Storm deve ser sacrificado.
A areia corre agora mais depressa pela ampulheta, e o tempo do homem sobre a terra está quase no fim. Temos de agir com ousadia, senão toda a esperança estará perdida. Westeros tem de se unir sob seu único rei verdadeiro, o príncipe que foi prometido, Senhor de Pedra do Dragão e escolhido de R’hllor. […] – Dê-me o garoto, Vossa Graça. É a maneira mais segura. A melhor maneira. Dê-me o garoto e acordarei o dragão de pedra.
(ASOS, Davos IV)
Mas como é possível unir o reino sem antes tomar o trono? Não são ideias que redundam no mesmo ponto? Segundo o discurso legalista de Stannis, não. Tendo Stannis a convicção de que o reino e trono já são seus, diminui-se a urgência de tomá-los.
Não é questão de desejo. O trono é meu, como herdeiro de Robert. Essa é a lei. Depois de mim, deve passar para a minha filha, a menos que Selyse finalmente me dê um filho. – Passou três dedos levemente pela mesa, sobre as camadas de verniz liso e duro, escurecido pela idade. – Eu sou rei. Os quereres não entram nisso.
(ASOS, Davos IV)
Este discurso convenientemente repetido por Baratheon é a brecha para que permite a Stannis aceitar outros rumos que não atacar Porto Real novamente. Não fosse assim, por que ele sequer daria ouvidos a um plano de Axell Florent e Salladhor Saan para atacar a Ilha da Garra? Ou então por que Stannis esperaria tanto tempo para que Melisandre comprovasse a eficácia de suas promessas?
De todo modo, o discurso de que o título lhe pertence, aconteça o que acontecer cai como uma luva em sua nova mentalidade de herói mítico. Mais tarde será este discurso que autorizará que Stannis deixe Pedra do Dragão para responder ao pedido de ajuda da Patrulha descoberto por Davos. O rei viu a visão no fogo e aquilo o fez relativizar a buscar pelo trono.
Com meus próprios olhos. Depois da batalha, quando estava perdido em desespero, a Senhora Melisandre pediu-me para fitar o fogo da lareira. […] o que vi foi real, apostaria nisso o meu reino.
E foi o que fez – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)
Mas os discursos dos personagens não veem sempre em seu auxílio. As vezes, ele são uma arma para ser usada contra ele. Esta é a razão pela qual Stannis fez de Davos sua Mão. Mas também é a razão pela qual Davos não será punido pela flagrante traição em traficar Edric Storm para Lys.
Ao condenar um eventual ataque a Ilha da Garra, Davos fez Stannis perceber que puniria homens como ele mesmo: que estavam obedecendo ordens de seu senhor contra o rei. Quando leu o pedido de ajuda da Patrulha da Noite, Davos usou a visão que Stannis e Melisandre lhe haviam contado e as profecias da grande guerra contra eles mesmos. Se Baratheon agisse diferentemente naqueles momentos, estaria virtualmente demonstrando que não era rei, herói ou sequer o Stannis que ele conhecia.
Não quero dizer com isso que Stannis não sofre transformações ao longo de A Tormenta de Espadas. Pelo contrário. O rei muda muito o seu discurso de um capítulo para o outro neste livro. O final do Davos IV e o começo de Davos V são espelhos um do outro. A situação modifica-se rapidamente quando as circunstâncias forçam o rei derrotado a admitir que Melisandre pode ter razão sobre o sangue de rei. Porém, nem todas as mudanças vieram em favor da tese de Melisandre. Ao dar alguma razão à feiticeira na mesma medida em que lhe retirava, Martin objetiva criar mais conflito interno no personagem, forçando Stannis a tomar uma decisão que refletisse sua personalidade da forma mais autêntica possível.
Primeiro, falemos das suspeitas que surgem de um capítulo para o outro.
Stannis antes achava que R’hllor deveria escolher alguém melhor, se achando inadequado para o destino que lhe era imposto. Entretanto, ao reparar que R’hllor escolhe como seus instrumentos os homens mais pífios e desonrosos, Baratheon passa a duvidar da lisura de seu deus.
O Senhor da Luz devia ter feito de Robert o seu campeão. Por que eu?
Porque é um homem reto – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)

Será que a mão de R’hllor é manchada e entrevada? – perguntou Stannis. – Isso parece mais obra de Walder Frey do que de qualquer deus.
R’hllor escolhe os instrumentos de que necessita. – O rubi na garganta de Melisandre brilhava, rubro. – Seus caminhos são misteriosos, mas nenhum homem pode resistir à sua vontade ardente.
(ASOS, Davos V)
Por outro lado, após ser persuadido por Davos a não atacar a Ilha da Garra, Stannis falava em trazer justiça para cada pessoa nos sete reinos, independente da classe. No capítulo seguinte, porém, vislumbrando a chance de angariar apoio político fácil, fala que oferecerá indultos totais aos traidores que perderam seus reis para as sanguessugas de Melisandre. Mais do que qualquer coisa, essa passagem demonstra o quanto Stannis estava ávido para se livrar do dilema moral envolvendo o sacrifício de Edric.
Eu trarei justiça a Westeros. Algo que Sor Axell compreende tão mal quanto compreende a guerra. A Ilha da Garra não me traria nada... e seria uma coisa maligna, como você disse. Celtigar tem de pagar o preço da traição pessoalmente. E quando eu subir ao trono, pagará. Cada homem colherá o que semeou, do mais alto dos senhores ao mais baixo rato de sarjeta. E alguns perderão mais do que as pontas dos dedos, garanto. Fizeram o meu reino sangrar, e não me esqueço disso.
(ADWD, Davos IV)
...
O lobo não deixa herdeiros, a lula gigante deixa muitos. Os leões vão devorá-los, a menos que... Saan, vou precisar de seus navios mais rápidos para levar enviados às Ilhas de Ferro e a Porto Branco. Oferecerei indultos. – O modo como cerrou os dentes mostrou o pouco que gostava da palavra. – Indultos totais, para todos aqueles que se arrependerem da traição e jurarem lealdade ao seu legítimo rei. Têm de compreender…
(ASOS, Davos V)
Outra dúvida que acomete Stannis tem relação com a própria credibilidade das visões no fogo. Na primeira conversa, Stannis tem uma convicção profunda sobre o significado do que viu nas chamas. A seguir, mostra-se cético. Eu diria que, aqui, o rei está desdenhando do sucesso das sanguessugas com base nas previsões ambíguas que Melisandre fez no passado. Outra tentativa de se esquivar do sacrifício do bastardo de Robert.
A convicção na voz do rei assustou Davos profundamente.
(ASOS, Davos IV)
...
Há mentiras e mentiras, mulher. Mesmo quando essas chamas falam a verdade, estão cheias de truques, parece-me.
(ASOS, Davos V)
Porém, Melisandre conseguiu incutir algumas ideias em Baratheon. Quando libertou o Cavaleiro das Cebolas, Baratheon elogiava Edric Storm e se mostrava enfurecido por pensarem que ele o faria mal. Na segunda conversa, contudo, depois que Melisandre tanto destaca quanto o bastardo era a encarnação de uma afronta (e até mesmo de uma maldição) contra o rei, ele passa a expressar uma opinião negativa sobre o garoto.
O garoto encantou-o? Tem esse dom […]. Penrose preferiu morrer a entregá-lo. – O rei rangeu os dentes. – Isso ainda me enfurece. Como ele pôde pensar que eu iria fazer mal ao garoto?
(ASOS, Davos IV)
...
Já estava farto desse maldito garoto antes mesmo de ele nascer – protestou o rei. –Até o nome dele é um rugido aos meus ouvidos e uma nuvem negra que paira sobre a minha alma.
(ASOS, Davos V)
Por fim, enquanto que primeiramente o rei insistia a Melisandre que pensar em dragões era alimentar uma esperança tola, mais tarde ele mesmo passa a fantasiar com as possibilidades.
Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres.
(ADWD, Davos IV)
...
Seria uma coisa maravilhosa vera pedra ganhar vida – admitiu de má vontade. – E montar um dragão... [...] Robert tirou os crânios das paredes quando colocou a coroa, mas não suportou a ideia de mandar destruí-los. Asas de dragão sobre Westeros... isso seria uma...
(ASOS, Davos V)
Neste momento Davos interrompe Stannis para combater os argumentos de Melisandre. Tal qual havia feito antes ao criticar o plano de Sor Axell, o cavaleiro das cebolas desempenha o papel do advogado de defesa. Tal qual havia feito anteriormente, Stannis deixa seus conselheiros debaterem livremente, como se a altercação acontecendo na corte fosse um reflexo de seu próprio conflito interno.
Os argumentos da nova Mão do Rei não são novos. São os mesmos que Stannis já havia apresentado à feiticeira e, por isso, Melisandre tem resposta para todos. No fim, porém, Davos inova argumentando que nem todos as sanguessugas haviam causado o efeito prometido.
Duvida do poder de R’hllor? [...]
Até um contrabandista de cebolas sabe distinguir duas cebolas de três. Falta-lhe um rei, senhora.
Stannis resfolegou uma risada.
Ele pegou-a, senhora. Dois não é igual a três.
(ASOS, Davos V)
Stannis mal conseguiu conter sua alegria. Davos apontou uma brecha que o livrava de ter que reconhecer que Melisandre tinha razão, algo que ele estava resistindo a fazer até aquele momento. A alegria, contudo, dura pouco. A feiticeira mostrasse confiante de que Joffrey morrerá em circunstâncias que evidenciarão o poder do sangue de Edric. Stannis fica contrariado e termina a discussão ainda insistindo no argumento de Davos.
Com certeza, Vossa Graça. Um rei pode morrer por acaso, até dois... mas três? Se Joffrey morrer, no meio de todo o seu poder, rodeado por seus exércitos e sua Guarda Real, isso não mostraria o poder do Senhor em ação?
Talvez mostre. – O rei falou como se se ressentisse de cada palavra.
Ou talvez não. – Davos fez o melhor que pôde para esconder o medo.
[…] Dois é diferente de três. Os reis sabem contar tão bem quanto os contrabandistas. Podem ir. – Stannis virou as costas a eles.
(ASOS, Davos V)
A discussão é encerrada, mas Davos sabe que o conflito interno de Stannis está longe de terminado, por isto ele fica para trás para repisar os pontos em que a opinião de Stannis não mudou:
  1. Edric é de seu sangue
  2. Edric é inocente
  3. Edric e Shireen se afeiçoaram.
Davos ainda quis repetir o nome do garoto a fim de humanizá-lo, pois Stannis teimava em não pronunciar seu nome.
Como era esperado, nada disso tem efeito. Até porque todos estes argumentos foram trazidos pelo próprio Stannis contra Melisandre. Ao voltar a eles, Martin apenas nos demonstra que Baratheon não descartava sacrificar Edric apesar daquilo tudo. O rei até pronuncia o nome de Edric, demonstrando que humanizá-lo não o faria temer mandá-lo para morte.
Martin fecha este pequeno arco de mudança de opinião com um último espelhamento. Em um capítulo, Stannis manda tirar Davos de sua cela. No seguinte, ameaça justamente jogá-lo de novo nas masmorras. Esse é o sinal de que Stannis não admite mais contestação, pois a possibilidade de entregar Edric a Melisandre já é quase uma realidade.
Vá – disse o rei por fim– antes que consiga se levar de volta à masmorra.
(ASOS, Davos V)
Entretanto, se o sacrifício não acontece depois, o que Martin quis com todo esse arco? E por que vimos Stannis se humanizar e não atacar a Ilha da Garra (um ato “maligno”, segundo ele mesmo), para que logo depois ele esteja em conflito sobre sacrificar uma criança inocente? Tanto o ataque a Ilha da Garra quanto o sacrifício de Edric não aconteceram. O que Martin quis mostrar com isso tudo?
Toda essa volta serviu para estabelecer as diferenças, dentro de um espectro de moralidade, entre os personagens em Pedra do Dragão.
Desde que fomos apresentados a Stannis em A Fúria dos Reis nos tornamos cientes que suas famosas honra e moralidade não são tão rígidas como se fala. Elas se curvam ao cumprimento dos deveres associados aos papéis sociais que ele assume e ao utilitarismo de desempenhá-los à risca. Em outras palavras, Stannis está sempre atento a desempenhar o papel que esperam dele.
Em A Tormenta de Espadas, Stannis admite isso com todas as letras. Quando lhe foi apresentado o dilema da Rebelião de Robert, entre seguir seu irmão e lorde e se tornar um rebelde ou seguir seu rei e manter-se um legalista, Stannis pensou que os laços de sangue eram mais importantes.
Escolhi Robert, não escolhi? Quando esse duro dia chegou. Escolhi o sangue em detrimento da honra.
(ASOS, Davos IV)
No dilema envolvendo Edric, entretanto, Stannis está sendo forçado a abandonar até mesmo seu sangue em prol de uma profecia que tanto salvará o mundo quanto lhe dará o reino. Diferentemente da Rebelião, Stannis agora é o rei e não o rebelde (na cabeça dele ,claro). Não é mais uma questão de lealdades ou legalidade, mas a escolha entre vidas a salvar e um reino para pacificar.
É claro que, como a única fonte de informações é Melisandre, Stannis exige evidências de que ambas as coisas realmente acontecerão, caso ele decida sacrificar o bastardo do irmão. Stannis é um homem desconfiado e orientado por evidências. Não quer fazer um movimento baseado em simples wishful thinking. Entretanto, Melisandre concede as garantias. Lhe fornece uma visão no fogo que o impressiona muito e realiza o ritual com as sanguessugas que “resulta” na morte dos outros três reis ainda vivos na Guerra dos Cinco Reis. Porém, vale mencionar, ainda assim Stannis pedia por garantias.
Jura que não há outra maneira? Jure por sua vida, porque juro que morrerá devagarinho se mentir para mim.
(ASOS, Davos VI)
Sendo assim, a conclusão óbvia é que o rei pode até ser alguém disposto a atos grotescos, mas ele somente os leva a cabo quando têm utilidade verdadeira. Inclusive, esta é a razão pela qual ele concorda com Davos de que atacar a ilha da Garra seria um expediente maligno. Ele não só iria punir as famílias inocentes de homens que lhe serviram com lealdade como não tiraria nada de realmente útil deste ataque, apenas saque.
Já com Edric Storm, o dilema que Martin impõe ao personagem se encaixa no padrão de “O que é a vida de um em comparação” e “As necessidades de muitos”, tropes normalmente associadas à busca pelo bem maior – o que não necessariamente coloca Baratheon na condição de herói, mas tampouco necessariamente o rebaixam à condição de vilão ou de antagonista.
Em verdade, mesmo depois da repentina mudança de opinião sobre Edric, o rei nunca deixou de considerar sua inocência e as consequências nefastas que viriam do ato, especialmente no que se referia a possíveis acusações de fratricídio. Stannis associa este tipo de postura a uma necessidade de cumprimento de seu dever como Azor Ahai e rei.
Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela. A noite que não tem fim. Fala de profecias... um herói renascido no mar, dragões vivos chocados a partir de pedra morta... fala de sinais e jura que apontam para mim. Nunca pedi isso, assim como não pedi ser rei. Mas vou me atrever a não lhe dar ouvidos? – rangeu os dentes. – Não escolhemos o nosso destino. Mas temos... temos de cumprir o nosso dever, não é? Grande ou pequeno, temos de cumprir o nosso dever. Melisandre jura que me viu em suas chamas, enfrentando a escuridão com a Luminífera erguida bem alto. Luminífera!
(ASOS, Davos V)
Alegar que ‘não pediu’ para estar naquela situação é um gesto clássico de Stannis quando é colocado em uma situação que exige que ele tome escolhas difíceis. Stannis é um homem que dá muita importância ao preenchimento de papéis sociais, seja como irmão mais novo, conselheiro, marido, rei ou herói mítico renascido. Por essa razão conclui não ter controle sobre o próprio destino, que apenas lhe resta agir conforme seu papel.
Afinal, a lição que tirou na infância do caso do falcão Asaltiva foi que tentar agir em desconformidade com sua condição é algo ineficaz, que somente o coloca no papel de bobo. Isso condicionou a vida do Baratheon do meio à busca de desempenhar seu papel da forma mais eficiente e em conformidade com as suas condições. Assim, sua vida foi moldada na obediência aos seus deveres.
Quando era rapaz, encontrei um açor ferido e tratei dele até que recuperasse a saúde. Chamei-o Asaltiva. Costumava se empoleirar no meu ombro, esvoaçar de sala em sala atrás de mim e comer na minha mão, mas não voava alto. Uma vez ou outra levei-o à caça, mas nunca subiu mais alto do que as copas das árvores. Robert chamou-o Asafraca. Ele tinha um falcão-gerifalte chamado Trovão que nunca errava um ataque. Um dia, nosso tio-avô, Sor Harbert, disse-me para experimentar outra ave. Disse que estava fazendo papel de idiota com Asaltiva, e tinha razão.
Assim, todo o dilema enfrentado pelo rei de Pedra do Dragão centrava-se em comprovar a eficácia do método proposto por Melisandre, a fim de não fazer papel de bobo caso fosse uma furada. Stannis estava disposto a sacrificar alguém de seu sangue se conseguisse acordar um dragão e unir o reino sob seu comando para liderar a batalha contra as trevas. O que ele não estava disposto era a ser mais um idiota nas páginas da história, que pensava ter achado a fórmula para obter um dragão, mas no fim acabava morto ou humilhado.
– Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres. Cara-Malhada é o único bobo de que precisamos neste rochedo esquecido por deus. Você temas sanguessugas. Faça o seu trabalho.
(ASOS, Davos IV)
Esta visão utilitarista é a postura de Stannis.
A postura adotada por Melisandre, Selyse e Axell é algo inteiramente distinto.
A diferença crucial entre Stannis, Selyse e Axell é que apenas o rei sente-se moralmente impedido de realizar o sacrifício, muito embora Edric também seja do sangue de todos eles. A rainha e o castelão não somente descartam completamente a humanidade e a inocência de Edric Storm, como eles fecham aos olhos ao fato de que “o bastardo de Robert” também é “o bastardo de Delena Florent”.
Edric é filho da prima de Selyse e, por força do casamento com Stannis, seu sobrinho. Já Axell é tio-avô do garoto. Figurativamente falando, o sangue Florent corre tão intenso nas veias de Edric quanto o sangue Baratheon. Este é um detalhe grandemente esquecido tanto pelo leitor quanto pelos personagens, mas que estabelece uma grande diferença de caráter entre Stannis e os Florent.
O rei não ignora o valor da vida que está tirando. A inocência e o fratricídio constituem obstáculos morais sérios para ele. Stannis tampouco deseja patrocinar um fiasco com sangue e desonra. Já Selyse acredita piamente no papo de Melisandre de que Edric conspurcou seu casamento e impôs uma maldição em seu ventre, impedindo-a de gerar filhos homens.
Robert e Delena profanaram a nossa cama e fizeram cair uma maldição sobre a nossa união. Esse garoto é o sujo fruto de sua fornicação. Levante esta sombra de meu ventre, e eu lhe darei muitos filhos legítimos, eu sei que sim.
(ASOS, Davos V)
Axell Florent é um homem ambicioso que vê traidores em todo lado, que está mais do que disposto a lançar à fogueira aqueles de seu sangue (no caso, seu irmão Alester).
Porém, é preciso ressaltar que a miopia de Axell não é condicionada apenas a sua ambição. Ele não apenas estava apoiando o sacrifício de Edric enquanto tinha chances de ser nomeado Mão. Mesmo depois que Davos passa a ocupar o cargo, Axell continua a fazer eco aos gritos de Selyse.
Assim, fica claro que a rainha e o castelão não hesitariam de entregar às chamas alguém inocente de seu próprio sangue caso Melisandre assim requisitasse.
Quanto à própria sacerdotisa de Asshai, pouco podemos inferir sobre sua moralidade. Entretanto, os argumentos que ela apresenta a Stannis parecem indicar que Edric não seria o primeiro inocente que ela sacrificaria na vida.
O Senhor da Luz aprecia os inocentes. Não há sacrifício mais precioso.
(ASOS, Davos V)
Portanto, o ponto de Martin com a “ameaça de sacrifício” era permitir que os leitores contemplassem o caráter de cada personagem envolvido para que soubéssemos “quem eles eram quando estava escuro” e, em contraste, notássemos que, por mais ambicioso, orgulhoso e estrito que Stannis fosse, não seria facilmente convencido a sacrificar o bastardo de seu irmão, mesmo quando as pessoas a seu redor estavam convencidas.
Ele está com eles, mas não é um deles, pensou Davos.
(ASOS, Davos VI)
No fim, entretanto, Edric Storm apenas sobreviveu por intervenção de Davos. A pergunta que fica com o leitor é: O que aconteceria em uma situação parecida se Davos não estivesse por perto?.
Mas isso é tema para outro texto.
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.05.16 22:51 3x35r22m4u Sugestões de comunidades e fóruns para iniciantes de experimentação e DIY (faça você mesmo) de Eletrônica, Arduino, Raspberry Pi e IoT para hobbystas no Brasil

Oi pessoal,
você poderiam sugerir fóruns e comunidades aqui brazucas para quem quer ser hobbysta em Eletrônica, Arduino, Raspberry Pi e IoT?
Sempre achei super-interessante eletrônica. Quando tinha uns 10-14 anos, devorava revistas Divirta-se Com Eletrônica, Experiências e Brincadeiras com Eletrônica e Eletrônica Total. Acho fanstástico o trabalho no Youtube do ElectroBoom, Dave do EevBlog, DiodeGoneWilde, Wagner Rambo, Newton C Braga. Recentemente, reativei minha paixão por radioescuta e já até tenho uns SDR e antenas por aqui...
Mas... nunca fiz nada prático e sinto que me que falta conhecimento do mundo real... como guri de apartamento, o máximo que consigo é ler um esquema, identificar simbolo de componentes, lembrar da função dos blocos de um rádio... mas jamais saberia explicar como funciona um transistor, calcularar sua polarização, quando se usa NPN ou MOSFET, diferença dos tipos de ferrite, ou, poxa, fazer um led piscar 😊.
Há também a questão de como obter componentes e instrumentação: Nos EUA/Canadá/Europa os caras lá vivem outra realidade... Tudo parece estar no modo easy lá: um Raspberry Pi tem preço de pizza, pedir componentes é uma questão de entrar na Farnell e digitar os códigos da lista de materais, a Adafruit tem vários módulos massa!
Não tenho a mínima ideia por onde começar, por isso peço indicação de forum onde tem uma turma legal e disposta a compartilhar dicas e dar uma força quando você tem uma dúvida ou dificuldade 😁
Todas as dicas são bem-vindas! Obrigado!
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2020.04.10 12:44 sairjean Os Quatro Erros Que Estão Levando ao “Relaxamento do Isolamento”

“É fácil persuadir o povo de algo, difícil é manter essa persuasão.” ― Niccolò dei Machiavelli
Temos visto nos últimos dias as pessoas relaxarem a observância das medidas de isolamento social nos estados e municípios onde foi implantado. Era mais do que previsível, dada a maneira titubeante com que foi implantado.
Deixemos de lado, por hora, a atuação do Presidente da República, que a maioria dos brasileiros acredita que “mais atrapalha que ajuda”, segundo recente pesquisa do Datafolha, e nos concentremos somente no que o Ministério da Saúde e os governos estaduais e distrital e as prefeituras municipais têm feito.
O timing da adoção do isolamento social foi tempestivo, na avaliação de vários especialistas, embora tenha sido já muito perto da subida acelerada da curva de contágio, deixando aos governos e à população pouca margem temporal de manobra. No momento em que os governadores e prefeitos decidiram agir, já de meados para o fim de março, não havia mais tempo para errar. E eles erraram, humanos que são. E insistem nos erros, arriscando emular outra proverbial espécie animal.
(Pode parecer injusto apontar erros dos governadores e prefeitos diante das, digamos, atitudes do presidente. Mas ele é um “ponto fora da curva”, que não deve servir de parâmetro.)
Primeiro erro: quiseram implantar as medidas de distanciamento ou isolamento social gradualmente, talvez para não dar uma parada brusca na atividade econômica, e para convencer e condicionar os cidadãos aos poucos. E também para eles próprios, os governantes, poderem aprender, na tentativa e erro, as mais eficazes estratégias de isolamento, posto que ninguém tinha fórmulas prontas, e o que funcionou em outros países nem sempre é diretamente transponível à realidade brasileira.
Para que pudesse ser assim, porém, as medidas restritivas teriam que ter começado logo depois do Carnaval, aproveitando a ressaca da primeira e última festa popular que tivemos e teremos este ano, quando todo mundo quer mais é ficar dentro de casa mesmo, e não tem a menor vontade de sair pra estudar ou trabalhar. Mas, já no último terço do mês de março, as medidas tomadas teriam que já ser mais duras que foram ― e que ainda não estão sendo agora, no final do primeiro terço de abril.
Por exemplo, de início, e até hoje em muitos lugares, restaurantes podiam servir às mesas, desde que em menor lotação, deixando metade ou mais das mesas vazias. Ora, se um salão meio vazio reduz as chances de transmissão da doença, um salão totalmente vazio zera as chances de transmissão. Atendimento “para viagem” ou entrega em casa deveriam ter sido as únicas formas permitidas desde o início, sem consumo local.
Outra coisa: recomendava‐se às pessoas sair de casa somente “em caso de necessidade”, como fazer compras de supermercado e de farmácia, mas também correr na orla, se exercitar no parque, e até passear com o cachorro! (Vai explicar isso pra uma autoridade de saúde chinesa ou sul‐coreana…) Agora, estão tendo que cercar as mesmas praças, parques e calçadões que disseram que as pessoas podiam continuar frequentando. A ordem (não apenas “recomendação”) desde o início devia ter sido sair de casa apenas em caso de extrema necessidade, entendida como algo que, se deixar de ser feito, pode ocasionar a morte de alguém! Comprar comida e remédios é extrema necessidade; correr na orla e passear com o cachorro, não.
“Ah, mas as pessoas podiam se exercitar ao ar livre, desde que evitassem aglomerações.” Mas o que é uma aglomeração? Dez pessoas num espaço fechado de 20 m² de área é uma aglomeração? E cinco pessoas? E se for em 30 m²? E se for num espaço aberto? E se for “só rapidinho”?…
Aí está o segundo erro: confiar demais no bom senso e no discernimento das pessoas para avaliar situações críticas para a eficácia do isolamento. Não é que a maioria das pessoas não tenha bom senso nem discernimento (uma parcela delas não tem mesmo); mas sim que é muito difícil abandonar velhos hábitos e adotar novos. Especialmente quando os novos hábitos são desagradáveis, contrariam nossos desejos, exigem esforço e disciplina, põem à prova nossa força de vontade e, pior ainda, se nos são impostos por alguma autoridade. Que o digam todos que já tentaram fazer dieta pra emagrecer ou iniciar a prática de atividades fisicas, sobretudo se foi por recomendação médica! Nós sempre tendemos, inconscientemente até, a buscar maneiras de burlar as imposições que nos foram feitas.
Assim é que os julgamentos inerentemente subjetivos que as pessoas fazem do que seja uma “aglomeração” são inescapavelmente enviezados: tendem a ser mais próximos do que é mais conveniente e confortável para elas, e o mais próximo possível dos seus antigos hábitos, e não do que as autoriddes de saúde consideram aceitável para minimizar a transmissão do vírus. Confie no “bom senso” dos frequentadores do parque e o parque ficará cheio; confie no “discernimento” do dono do mercado e o mercado ficará lotado; deixe para o gerente do banco decidir o tamanho “razoável” das filas junto aos caixas e as filas serão enormes. E deixe para as próprias pessoas nas filas das agências e dos supermercados avaliar a distância que precisam manter umas das outras, e elas ficarão muito próximas ― neste caso, por causa da ilusão de que, quanto mais perro elas estejam do início da fila, mais rápido vão ser atendidas.
Não! Pelo menos no início do processo de condicionamento, a disciplina tem que ser imposta e cobrada com rigor. Desvios devem ser corrigidos e punidos energicamente. Como só agora alguns governadores e prefeitos estão pensando em fazer ― e, mesmo assim só a partir da semana que vem…
Terceiro erro: dar às pessoas a ilusão de que o sacrifiício não será tão grande quanto se sabe que de fato será. Já na primeira entrevista coletiva que deu, o ministro da Saúde declarou que o pico da epidemia, fosse este de uma “montanha” ou uma “colina”, se daria entre o final de abril e o início de maio. Então, não precisa ser nenhum expert em epidemiologia pra deduzir que se o período de distanciamento ou isolamento social vai começar mais de um mês antes do pico, e sendo as curvas dos modelos epidemiológicos simétricas, o término desse período de isolamento deverá ser também mais de um mês depois desse pico. Quer dizer, se as medidas começaram em meados de março, elas terão que perdurar até meados de junho, para atingir o objetivo primário de “achatar a curva” ― e também o secundário, que não se fala muito, de “aplainar a curva” da segunda onda epidêmica que inevitavelmente virá quando as medidas de restrição forem relaxadas.
Então, por que os governadores e prefeitos já não decretaram, desde o início, que o isolamento vai ter que durar pelo menos três meses para ser efetivo? Por que ficam nessa lenga‐lenga de “quinze dias, e depois reavaliamos” a necessidade de continuar ou não com o isolamento? Para não “assustar” ou “desanimar” a população? Isso só faz as pessoas terem a expectativa de que vão ter que aguentar “só mais duas semanas”, e a cada prorrogação do prazo ficarem mais frustradas e impacientes, desacreditadas mesmo da eficácia das medidas. Afinal, se a cada duas semanas elas são continuadas, ficam cada vez mais rigorosas, e ainda assim o número de casos e mortes só aumenta, é porque não está dando certo!
(Dizer que a quantidade de mortes “seria muito maior” sem o isolamento é uma coisa muito vaga e abstrata; a variação nas quantidades de casos e de mortes de uma semana pra outra oferece um parâmetro muito mais objetivo, ainda que, por si só, enganoso, pras pessoas avaliarem a aparente eficácia das medidas de contenção adotadas. E esse parâmetro vai dar aparentar um índice mais de fracasso que de sucesso até que se chegue do “outro lado” do pico da curva.)
Esses três primeiros erros, na verdade, são variações de um mesmo equívoco maior: violar uma das mais conhecidas regras de política real do velho Niccolò:
“Faça de uma vez só todo o mal, mas o bem faça aos poucos.”
No caso em questão, implante logo de início duras regras de restrição à circulação de pessoas. Depois, quando for seguro, vá relaxando bem devagar. Coincidência ou não, é como fizeram (primeiro o “mal”) e estão fazendo (agora o “bem”) a China e a Coréia do Sul. E não estou dizendo que se devia ter feito aqui exatamente igual ao que se fez lá. Mas que os gestores devem ter coragem de fazer o que deve ser feito quando ainda pode ser feito.
“Não, você não poderá passear com seu cachorro. Não vai poder passear nem sozinho, aliás. Se insisitr, será multado em 1000 reais. Se desacatar o guarda, será preso. Você escolhe se prefere cumprir o isolamento na sua casa ou na cadeia.”
“Restaurantes, lanchonetes e padarias só vão poder atender pra viagem ou por delivery. Quem atender para consumo no local ficará duas semanas de portas fechadas. Se reincidir, perderá o alvará de funcionamento.”
“O decreto de isolamento social vai durar pelo menos até 15 de junho. Se der tudo certo, no início de junho a gente começa a abrandar o isolamento. O quê?… Se não for suficiente, a gente prolonga, ora!”
Medidas assim precisavam ter sido anunciadas no primeiro dia. Como não foram, têm que ser ditas hoje. Senão, “na terça que vem”, medidas muito piores terão que ser anunciadas.
Mas ainda tem ainda outro problema, que não é tanto dos governantes, mas mais das autoridades de saúde…
Quarto erro: números enganosos, que fazem parecer que o problema é menor do que na realidade é, que o perigo está mais distante do que na realidade está. Sabemos que, por vários motivos ― subnotificação, testagem insuficiente, atraso nos resultados dos testes, tempos de incubação do vírus, de aparecimento dos sintomas, de agravamento dos sintomas ― nós não só estamos vendo a “ponta do iceberg” como estamos olhando pra ele com o binóculo ao contrário! (Pra quem nunca olhou num binóculo ou luneta, se você olhar pelas lentes pequenas, apropriadamente chamadas de “oculares”, o objeto visto parecerá mais próximo; se você virar o instrumento ao contrário e olhar pelas lentes maiores, chamadas “objetivas”, o objeto visto parecerá mais distante.)
E não basta simplesmente os especialistas ouvidos todos os dias nos noticiários alertarem para o fato de que, devido aos problemas supracitados, a quantidade de infectados “deve ser maior” (já ouvi alguns falarem que “pode ser maior”) que o número de casos confirmados da doença. Novamente, isso fica muito vago. “Maior quanto?”, as pessoas se perguntam. E, ao imaginar a resposta, pensam sempre algo como “10% maior? 50% maior?”.
É que as pessoas em geral têm dificuldade de entender o conceito de ordem de grandeza. O mais recente e talvez mais confiável estudo cientifico sobre isso (postarei o link depois) estima que, no Brasil, pouco menos de 1% dos prováveis infectados são detectados. Isso quer dizer que o número de infectados é 100 vezes maior ― duas ordens de grandeza ― que o de casos confirmados!
E não são só pessoas com baixa instrução que têm dificuldade de entender isso. Quando eu falei desse estudo pra um amigo com grau superior de escolaridade, ele me disse, com base no número de casos confirmados ontem, 09/04, que foi 17.857, que então seriam “180 mil aproximadamente‘’ os infectados. No que eu repliquei, “É pra multiplicar por 100, não por 10.” E ele soltou um palavrão quando deduziu o número provável de perto de 1.800.000 infectados no Brasil enquanto escrevo estas intermináveis linhas. Não foi um erro de matemática dele, óbvio, mas uma resistência psicológica de encarar um cenário muito mais terrível do que ele acreditava ser. (A mesma resistência, que, estou certo, está na sua mente, leitor, neste exato momento, gritando pra você “Não, isso é um exagero, não pode ser tudo isso!”)
Este é o número que tem que ser anunciado com destaque nos telejornais: o número provável de infectados estimado por algum método razoável, nem que seja baseado em “palpites bem informados” (educated guesses). Porque, por mais grosseiro e incerto que seja ― e, no estágio atual de (des)conhecimento sobre o coronavírus, não tem como não ser ―, ele ainda será muito mais próximo da realidade que o ilusório “total de casos confirmados” que vemos pelo nosso binóculo ao contrário. Pelo menos enquanto não tivermos testado uma quantidade de pessoas que permita calcular, com métodos estatísticos confiáveis (aplicados em qualquer pesquisa de opinião ou de intenção de voto), quantos assintomáticos e paucissintomáticos há na população brasileira num dado momento.
“Ah, mas não tem como fazer esse cálculo.” Tem sim! Há pelo menos um mês que é possível fazer. Qualquer matemático que faça jus ao seu diploma ― de graduação ― é capaz de bolar um modelo baseado nos dados coletados na China e na Coréia do Sul (e, em breve, também na Alemanha), e fazendo a devida adaptação nos parâmetros para adequar à realidade brasileira, extrapolar um número que estará dentro de uma margem de erro ainda larga, mas dentro da qual é altamente improvável que o número de casos confirmados esteja. (Foi assim que os autores do estudo dos 1% fizeram, aliás, mas baseando‐se apenas nos números da China.) Para os objetivos de conhecer o real tamanho e a real distância de um iceberg, enxergar pelas oculares de um binóculo um tanto desfocado é melhor que olhar pelas objetivas de um perfeitamente ajustado.
Mas e qual seria a diferença, para o público, saber esse número estimado? Isso não vai confundi‐lo ainda mais? Não, vai esclarecê−lo mais! Porque hoje o morador da Rocinha lê no jornal que tem 11 casos confirmados numa comunidade de estimados 100 mil habitantes e pensa, “Ah, é muio pouca gente ainda!” Talvez ele leia a lista de nomes dessas pessoas e, muito provavelmente, não conhecerá nenhum. Qual a chance de qualquer um desses onze ter cruzado seu caminho no dia a dia, na ida e volta pro trabalho, ou na visita ao mercado? Não é nem preciso fazer conta pra estimar que é mínima, ínfima, praticamente nula. Conclusão: ainda dá pra encontrar os amigos no largo que dá acesso à principal subida do morro.
Mas se ele ouvir todo mundo nos jornais, na teve, na internet falando que esses 11 casos correspondem, provavelmente, a 1.100 infectados, a coisa muda completamente de figura! Já são pouco mais de 1% dos moradores. Quer dizer que, de cada cem pessoas, conhecidas ou não, que passam por ele todos os dias subindo e descendo as vielas da favela, uma já tem o coronavírus. Pode ser alguém que more no seu beco! Ou o mototaxista que o leva todo dia pro trabalho! Ou pode estar atrás dele na fila do supermercado!
Semelhantemente, numa cidade pequena, de 20 mil habitantes, enquanto não é anunciado o primeiro caso, as pessoas pensam que seu lugar ainda está “livre do vírus”. Tem prefeito de cidade do interior afrouxando as normas de fechamento do comércio e de restrição à circulação de pessoas baseando‐se justamente nessa falsa premissa. Mas se ele souber que quando o primeiro caso em sua cidade for confirmado provavelmente já haverá outros 99 ainda não notificados, e que, portanto, o vírus já pode estar circulando na sua cidade há vários dias, talvez já há semanas, e que a qualquer momento um deles vai dar entrada no único hospital da cidade e já de cara ocupar um dos dois leitos de UTI disponíveis, ele vai pensar 10 vezes antes de autorizar a reabertura do comércio!
Haverá, ainda, tempo de corrigir esses erros, antes da explosão de casos? Bom, certamente não vai se obter o mesmo benefício que se obteria se eles tivessem sido corrigidos há duas, três semanas. Muitas pessoas que não precisavam morrer vão morrer ― já estão morrendo ― porque os gestores públicos e as autoridades de saúde agiram conforme eu descrevi aqui. Mas muitas mais que não precisam morrer vão morrer se eles continuarem, se nós todos continuarmos, agindo da mesma maneira.
“Loucura é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.”
(Não, esta não é de Maquiavel; nem de Einstein, como às vezes se atribui. É de um grande sábio desconhecido mesmo…)
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2020.02.26 21:37 CommissionerTadpole Dicas em como conseguir trabalho no exterior? (Ou pelo menos como sair de uma família tóxica)

Bom dia, peço perdão em adiante pelo post extremamente longo. Esse thread é meio que uma mistura de uma pergunta com um desabafo.
Eu sou uma menina trans de 20 anos, convivendo em um ambiente não muito saudável à saúde mental; para resumir, meu pai apresenta condições bipolares e narcisistas, e morar com ele é comparável com dormir com uma bomba-relógio embaixo da cama, pois ele costuma explodir de raiva por motivos pequenos, e algumas vezes nem por minha culpa, simplesmente querendo descarregar o estresse do trabalho em cima de mim, e isso sem falar de vários casos de abuso psicológico que vêm acontecendo desde 2004. Também não ajuda que os meus pais são da moda antiga, onde a palavra deles é a Lei desde que eu esteja morando em baixo do teto deles, e falam que lívre arbítrio e independência não são um direito humano, mas sim um privilégio que eu não mereço ter.
A questão é que eles pegam isso e transformam em um catch-22; eu não tenho direito de conduzir minha própria vida pois eu ainda moro na casa deles, mas eu não posso sair da casa deles e ter meu próprio emprego pois eu não o direito de conduzir minha própria vida, já que eu ainda estou morando na casa deles... consegue ver o que isso implica? Eu já tenho qualificações para ter um trabalho que não seja de salário mínimo, pois eu fiz ensino médio em uma escola técnica federal (especificamente, um curso de informática, pois desde quando entrei já era meu sonho desenvolver meus próprios jogos), e logo sou formada como técnica de informática. Também sou fluente em inglês. Mas meu pai age como se eu não tivesse formação alguma, e sempre me ameaça a me pôr para trabalhar em um emprego de salário mínimo e péssimas condições (como pedreira, britadeira e outras do tipo) quando eu não cumpro as expectativas dele.
Basicamente, estou sendo forçada a fazer uma faculdade, queira eu ou não. Embora eu veja a faculdade como sendo algo importante, eu não consigo me ver indo bem em assuntos acadêmicos já que eu estou completamente gasta devido às pressões psicológicas que meu pai vêm pondo em mim (e o fato que minha mãe e o resto da minha família simplesmente ignoram o que acontece e dizem que eu só estou exagerando tudo), e também não ajuda o fato que fui praticamente roubada de uma oportunidade de ter ido a Portugal no fim do ano passado para meus pais conseguirem me por na faculdade, que só me fez sentir ainda mais presa e isolada. (Sem falar que meu pai simplesmente fica com muita raiva de mim quando eu menciono como fiquei triste sobre não poder ter ido para lá.)
Eu fiquei de saco cheio e cheguei ao meu auge essa semana, quando meu pai literalmente me ameaçou quando eu disse que não estava satisfeita com a faculdade e estava pensando em sair. Estive considerando pôr meu diploma de informática em uso e ver se eu conseguia algum emprego para me desgrudar da minha família (apesar de não ter gostado muito do curso, mas imagino que deve ter sido pelas mesmas condições que não estou gostando da minha faculdade: a depressão que sofro por causa da minha situação). Mas há vários problemas que me impedem de fazer isso diretamente.
Para início de conversa, eu francamente tenho que confessar que eu não faço idéia de como eu iria procurar e conseguir um emprego, ou até onde eu deveria começar à procurar, já que, em sua missão de me deixar perpetuamente dependente deles, meus pais nunca me ensinaram como fazer isso. Não é exagero; desde o ensino médio, quando tive que fazer estágio, meu pai me proibiu de fazer estágio em uma companhia - seja remunerado ou não - e me obrigou a fazer estágio dentro da minha própria escola, mesmo com os professores e conselheiros da escola avisando ele que não recomendavam fazer isso já que atrapalharia minhas oportunidades de conseguir um emprego no futuro devido a eu não ter um portifólio decente. (De fato, eu lembro que, no meu aniversário de 15 anos, quando comentei sobre a possibilidade de eu ter meu próprio trabalho e minha própria casa, meu pai riu da minha cara e disse que nunca iria deixar eu me mudar para fora da casa dele.)
Literalmente a única coisa que eu sei é que é possível agendar a carteira de trabalho online e que não custa dinheiro fazer isso (sendo que meus pais me disseram o oposto), mas também não sei direito como funciona o processo. Também ouvi falar sobre o LinkedIn, mas não conheço muito a respeito.
O outro problema é que, francamente, eu gostaria muito de conseguir uma oportunidade de emprego no exterior. (Preferencialmente em Portugal ou na Irlanda, já que gosto desses dois países.) Sei que isso torna as coisas muito mais difíceis e que eu deveria me concentrar mais em me safar da minha situação atual, mas há varios motivos por trás desse desejo meu... e dentre todos eles, dois deles se destacam:
• Salário. Não há segredo que a economia daqui está em um péssimo estado, e francamente, com eu só tendo um diploma de ensino médio e não tendo saúde mental para conseguir terminar a faculdade ou estudar para passar em um concurso público enquanto ainda estiver nessa situação, eu tenho medo se só conseguir um trabalho com salário mínimo que torne impossível eu ter dinheiro o suficiente para comprar ou alugar minha própria casa, ou que me acabe me forçando a viver perpetuamente na margem da pobreza. Claro, seria melhor que viver sofrendo de abuso doméstico, mas nessa situação, seria essencialmente trocando um mal pelo outro. Na Europa, não só o Euro está em uma situação muito melhor que o Real (que significa que até salário mínimo lá vai render mais do que o salário mínimo daqui), mas Portugal e Irlanda estão precisando muito de gente na área de informática, então seria muito mais fácil eu ter um emprego que pague bem lá comparado com aqui. (Sem falar que eu quero muito ter um Nintendo Switch e um 3DS/2DS, e ambos custam uma fortuna aqui no Brasil sendo que são muito mais baratos lá na Europa)
• Segurança. Tem o argumento óbvio de que lá tem muito menos crimes que aqui no Brasil, mas o que mais me atrai é a respeito de crimes de ódio. Como eu mencionei lá em cima, eu sou trans. Não fiz a transição ainda pois meus pais são conservadores e jamais iriam aceitar isso, mas caso eu me mudasse para fora da casa deles mas ainda continuasse morando no Brasil, eu ainda não iria poder fazer a transição pois não iria me sentir segura aqui, dentre todos os inúmeros crimes de ódio contra pessoas trans que vêm acontecendo aqui. (Sem falar que eu não arriscaria a possibilidade de acabar sendo demitida caso meu hipotético chefe seja uma pessoa preconceituosa.) Além de finalmente poder escapar dos abusos psicológicos e emocionais que meus pais vêm fazendo acima de mim, um dos maiores desejos que eu tenho à respeito de cair fora daqui é poder finalmente assumir o corpo e o nome que eu quero ter, algo que eu simplesmente não consigo me ver sendo capaz de conseguir se eu continuar aqui.
Além desses dois motivos principais, há vários outros motivos que me fazem querer me mudar para o exterior, como por exemplo, dificultar os meus pais de irem atrás de mim para ficar me importunando, e também o fato de lá ter um clima muito mais frio que o nosso (eu ODEIO o calor e sou uma masoquista em relação ao frio).
Mas enfim, o problema é que eu não sei se conseguir um trabalho nesses dois países seria fácil, ou até possível na minha situação atual. Eu não tenho passaporte, e nem um visto. (Eu ouvi falar que Portugal criou um visto específicamente para atrair brasileiros formados na área de informática, mas eu não sei como funciona o processo para obter esse visto, ou se inclui pessoas formadas no ensino médio-técnico ou apenas no nível superior.) Não sei se o processo para conseguir um emprego no exterior pode ser feito online mesmo não estando nesses países, ou se eu precisaria ir para lá primeiro. Não há muita informação à respeito disso.
Normalmente, o caminho lógico seria tentar conseguir um trabalho aqui primeiro para me livrar da minha família, e então juntar dinheiro para conseguir comprar um passaporte e pagar uma passagem de avião sem ter que depender de doações online. Mas, novamente, eu não sei se possuo uma qualificação boa o suficiente para conseguir um trabalho na área que pague o suficiente para eu conseguir sobreviver (seja aqui no Brasil, ou lá na Europa), e não muda o fato de que não sei como funciona o processo de aplicar para conseguir um emprego. (Novamente, tanto aqui quanto lá.)
Por acaso vocês poderiam me dar algumas dicas e esclarecimentos sobre o que eu devo fazer, tanto para conseguir um trabalho aqui quanto para conseguir me mudar para o exterior? (inclusive se dá para eu, por exemplo, conseguir emprego em uma empresa multinacional e depois pedir transferência para uma filial em outro país)
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2020.01.16 00:50 TheTanzanite Por que o futuro da humanidade é sombrio

EDIT: Esse post não tem o intuito de deixar ninguém depressivo, por mais que não sejam notícias boas, vejam isso como uma oportunidade de não ficar perdendo tempo com certas cobranças e amarras da sociedade que você sabe que não faz sentido com o que você realmente é ou quer ser. É também uma forma de redirecionar qualquer "raiva" que você tenha no espectro político para quem realmente está causando isso tudo.
Esta é apenas uma tradução das partes relevantes do tópico postado por logiman43 no /DarkFuturology.
10 anos atrás eu era o cara me acorrentando em árvores, 5 anos atrás eu era o cara bloqueando a rua para chamar a sua atenção sobre o consumo de carne. Eu já fui preso, ridicularizado e "linchado". Agora eu estou apenas cansado. Eu sou um Ph.D em Relações Internacionais com especialização em Conflitos Climáticos (e 2 outros diplomas em Direito e Economia).
Aqui você irá achar 30,000 papers científicos sobre esta situação fodida.
Para os amantes de áudio, aqui você tem uma conversa de 30 minutos sobre como tudo deverá colapsar. "Não há crescimento infinito".
5 anos atrás existia uma série chamada 'The Newsroom'. Era uma série série com alguma comédia sobre o mundo midiático. Existe um clipe famoso da série (04:48) sobre o colapso do clima. Era "cômico" na época, porém agora é a realidade.

Aquecimento Global:

De acordo com um report de 2018, a temperatura global já está 1ºC maior do que a era pré-industrial.
O que irá acontecer a cada incremento de 0.5ºC? O rastreador de ações climáticas mostra que chegaremos aos 3.5ºC com as políticas atuais em 2050. Climate stripes - Veja o salto em 1995
Gráfico mostrando emissões de carbono por continente. Veja a explosão na Ásia
Neste gráfico, você tem todos os níveis de CO2, CH4, N20, temperatura e nível do oceano.
As 20 piores consequências do aquecimento global
+9 Gráficos
1.5ºC - Este costumava ser o ponto em que os cientistas achavam que estávamos OK. Em 2018, o IPCC queria parar o aquecimento global neste temperatura, prevendo que a atingiríamos com 10% de chance em 2023. Nesta temperatura, ondas de calor tão quentes quanto o Deserto do Saara acontecerão no mundo todo, todo ano. Haverá destruição massiva de plantações, 70% dos corais no oceano perderão a sua cor e secas afetarão 360mi de pessoas (Fonte).
Advinhe só? De acordo com o - já antigo - report do IPCC de 2019, nós já estamos quase atingindo 1.5ºC. A quantidade de 'loss events' (Tsunamis, Tempestades, Enchentes, Queimadas) entre 1980 e 2015 QUADRUPLICOU.
Históricamente, todo summit pelo clima falhou em atingir a meta de limitar as emissões GHG, não chegando nem perto. Outro ângulo. Inclusive, estudos recentes alertam que metas do Acordo de Paris já estão fora do nosso alcance.

Biomassa e a 6ª Extinção

A Terra aparenta estar passando por um processo de "aniquilação biológica". Mais da metade do número total de animais que um dia dividiram o planeta com os humanos já se foram. Um estudo de 2017 checou as populações animais ao redor do planeta examinando 27,600 espécies de vertebrados - quase metade das espécies que sabemos que existem. Eles descobriram que mais de 30% delas estão em declínio. Algumas espécies estão enfrentando um colapso completo, enquanto populações locais de outras estão sendo extintas em áreas específicas. Além disso, humanos exterminaram 60% das populações animais desde 1970. (Fonte)
Aproximadamente 40% das espécies de insetos estão em declínio, de acordo com um estudo e eles não são as únicas criaturas sofrendo. Nos últimos 50 anos, mais de 500 espécies de anfíbios entraram em declínio - e 90 foram extintas - devido a uma doença mortal de um fungo, que corrói a carne de sapos. (Fonte)
E plantas estão sendo extintas 350x mais rápido do que o normal
De outro lado, veja a explosão de animais domésticos entre 1950 e 200. Gado é uma das causas do aquecimento global. Ex: A Amazônia está sendo desmatada não pela madeira, mas para abrir espaço para criação de gado. (Fonte).

População

A curva íngrime na população. Se nossos números crescem em média 228,000 por dia, em uma semana nós teremos adicionado 1.589.000 pessoas extras à população mundial. Para se preparar, a Humanidade precisa produzir mais comida nas próximas 4 décadas do que já produzimos nos últimos 8.000 anos (Link p/ Paper). Porém estamos desperdiçando tanta comida e perdendo tanta água com irrigação, que é possível que a sociedade colapse em 2040 devido à escassez catastrófica de alimento.

Permafrost e Metano

Solo no Ártico está liberando mais CO2 do que 189 países.

Com um aumento de 2ºC, esperamos que 6.6 milhões de km² descongelem e isso crie um 'feedback loop' que libere muito metano, o que significa que o descongelamento do permafrost e calotas polares se torne um processo de extinção que se auto acelere.
Os oceanos já estão borbulhando com Metano e o que é mais assustador é que nós sabemos que existem patógenos congelados no permafrost - patógenos como Anthrax.

Doenças

Conforme a Terra aquece, animais serão forçados a migrar em massa. Isso significa que animais transportando doenças tropicais (como Malária) passarão a conviver entre nós. Para se ter uma idéia de quão isso é assustador, doenças como 'Camel Flu' (MERS) tem uma taxa de mortalidade de 36%.
E os hospitais não estão preparados para os desafios da mudança climática
Report do World at Risk. Eles listaram dezenas de doenças que os experts sugerem possuir o potencial de causar epidemias que podem escalar fora de controle, entre elas o Ebola, Zika Virus e Dengue. Uma pandemia pode infectar o mundo em horas e matar milhões pois NENHUM país está totalmente preparado. 100 Anos atrás a Gripe Espanhola infectou 1/3 da população e matou 50 milhões de pessoas.
Atualmente, a poluição do ar está tão alta que a China e India ultrapassam os gráficos. Sem uma máscara, você ficará doente.

Erosão do Solo Superficial

Nós estamos ficando sem solo arável (Fonte) e até 2055, nós não teremos mais nada.
Este é o aviso do autor de "Surviving the 21st Century", Julian Cribb para uma conferência internacional do solo em Queenstown, NZ em 15/12/16.
"10kg de Solo Arável, 800L de água, 1.3L de Diesel, 0.3g de Pesticidas e 3.5kg de CO2 - Isso é o necessário para entregar uma refeição, apenas para uma pessoa" - Cribb diz.
É necessário 2000 anos para se formar 5cm de solo arável e se você acha que isso não te afetará, espere até que comida se torne a commodity mais rara da Terra. Se você acha que já viu a barbaridade humana, espere até que estes mesmos humanos estejam famintos e desesperados por comida. Isso não significa milhões de pessoas famintas, sginificará bilhões de pessoas sem comida. Incluíndo você.

Escassez de Água Doce

A India tem 5 anos para solucionar a crise hídrica, a África do Sul tem a pior seca em 1000 anos, Zâmbia tem 2mi de pessoas à beira da inanição graças à seca.
De acordo com o report das Nações Unidas, em 10 anos, 4 bilhões de pessoas serão atingidas pela falta de água doce, das quais 2 bilhões estarão severamente em falta.

O evento "Blue Ocean"

Um evento Blue Ocean significa que grandes quantidades de luz solar não serão mais refletidas de volta ao espaço. Ao invés disso, o calor será absorvido pelo Ártico. Enquanto o Oceano Ártico possui gelo, a maior parte da luz solar é refletida e o "centro de frio" permanece perto do Pólo Norte.
Isso não apenas significa que o calor adicional terá que ser absorvido pelo Ártico, mas também que os padrões de vento irão mudar radicalmente, ainda mais do que já estão mudando hoje. O que causa com que outros 'pontos de virada' sejam atingidos antes do esperado. É por isso que o evento 'Blue Ocean' é muito importante e possivelmente será atingido abruptamente em 2022. (Fonte).

O feedback loop da camada de gelo

Quando falamos do crescimento do nível do mar, está se tornando cada vez mais difícil prever uma vez não estamos apenas aquecendo o ar, o calor está ficando preso nos oceanos também, o que significa que as camadas de gelo no círculo do ártico está derretendo por cima e por baixo - Ou seja, estão derretendo MUITO mais rápido do que estimamos até nas nossas estimativas mais radicais. (Vídeo).
Se você está preocupado com os refugiados da América Central/Latina ou África, você pode começar a pensar nas dezenas de milhões de pessoas que começarão a escapar continente a dentro das inundações.
Isso TRIPLICA as nossas estimativas anteriores.

Evento Wet Bulb

Mudança Climática causará ondas húmidas de calor, que matarão até pessoas saudáveis.

Ondas de calor extremas que matam pessoas saudávels em horas atingirão partes do subcontinente indiano a menos que as emissões globais de carbono sejam drasticamente cortadas rapidamente. Mesmo foras destes hotspots, 3/4 da população de 1.7bi - particularmente agricultores no Ganges e vales Hindus - serão expostos a um nível de humidade classificado como "Perigo Extremo" até o final do século.
A nova análise avalia que o impacto do clima na combinação mortal de calor e humidade, classificado como a temperatura "Wet Bulb" (WBT). Quando a humidade chega em 35ºC, o corpo humano não consegue mais se regular através do suor e até pessoas saudáveis sentadas na sombra, morrerão em até 6 horas. Já existem partes do mundo em que a humidade atinge 32ºC a 33ªC.

Acidificação do Oceano

Acidificação do Oceano tornará a mudança climática pior ainda

Os oceanos estão absorvendo uma grande parcela do CO2 emitido na atmosfera. Na realidade, oceanos são o maior absorvente de CO2 do mundo, muito maior do que as capacidades de absorção da floresta amazônica. Mas quanto mais CO2 os oceanos absorvem, mais ácidos eles ficam em uma escala relativa pois uma parte do carbono reage com a àgua para formar ácido carbônico.
Se a acidificação diminuir as emissões marinhas de enxofre, isso poderá causar um aumento na quantidade de luz solar atingindo a superfície da Terra, acelerando o aquecimento - o que é exatamente o que o estudo do Nature Climate Change prevê. Pesquisadores estimam que o pH do oceano irá diminuir em 0.4pH até o final desse século se as emissões de carbono não pararem, ou em 0.15pH CASO o aumento pare em 2ºC. (Fonte)
Já está acontecendo uma extinção em massa nos oceanos.

Porque prevenção do desmatamento é mais importante que replantá-las.

Há tanto CO2 na atmosfera que plantar novas árvore já não pode mais nos salvar.

Cientistas estimam que precisamos plantar 1 trilhão de árvores para mitigar o Aquecimento Global. SEM PERDER NENHUMA ÁRVORE já que uma árvore queimando libera todo o CO2 de volta.
A Amazônia está perdendo 3 campos de futebol por minuto graças à queimadas - Mapa Interativo. No momento, estamos perdendo 13-15mi de hectares de árvores por ano na América do Sul, África e Oeste Asiático que estão sendo convertidos para agricultura. (Fonte)
Então se assumirmos que plantemos 1mi de árvores a cada passo que você dê, então 20 passos serão 20mi de árvores, correto? 1 trilhão de árvores é o equivalente a 2.5x mais do que a distância em que você está até a Estação Espacial Internacional, isso sem contar toda a poluição liberada para plantar as sementes, toda a logística de preparo do solo arável e o descarte de lixo. Uma ação para resolver um problema, afeta diversos outros que também contribuem para o aquecimento.

Migrações

Se prepare para centenas de milhões de refugiados do clima - MIT.

Até 2050 haverão 1.5bi de migrantes. Sim, em 30 anos. O que aumenta drasticamente o potencial de conflitos e violência. Um estudo pelo Pentágono confirma que haverão guerras causadas por problemas relacionados a refugiados do clima.
Apenas um exemplo rápido, a Índia poderá bloquear o rio Indus, matando centenas de milhões de paquistaneses. (Fonte). Ambos países que possuem armas de destruição em massa. Nos próximos 30 anos haverá também um crescimento do fascismo e campos de concentração, o que já acontece nos EUA com mexicanos e na China com os Uighurs.

Os super-ricos

Os ricos sabem que é tarde de mais e que serão os únicos que sobreviverão. (Artigo). Eles já estão costruindo bunkers e comprando passaportes neozelandeses para se refugiarem quando der merda e é por isso que eles estão ficando exponencialmente mais ricos. Por exemplo, Canada, Noruega e Brasil irão 'floodar' o mundo com petróleo para obter lucro máximo (Artigo do NYT "Flood of Oil is Coming").
Se qualquer coisa acontecer, os super-ricos irão apenas comprar passaportes por $1M+ e fugir enquanto migrantes serão colocados em campos de concentração, os ricos estão planejando nos deixar para trás.

Porque o atual sistema econômico está quebrado

O sistema econômico está completamente quebrado e não só nos EUA comot ambém na Europa, Austrália, América do Sul e Ásia. Eu estive pesquisando este assunto por anos e fico 'embasbacado' quão ruim realmente está.
Os ultra-ricos possuem $32 trilhões, sem contar assets mobiliários, ouro, iates e cavalos de corrida, em contas offshore.
Visualização da diferença entre $50,000, $1mi e $1bi. A média de income nos EUA é de $32,000/ano. Supondo que cada degrau em uma escada representa $100,000, então metade da população americana ainda está no começo ou apenas no 1º degrau, são quase 200 milhões de pessoas que não conseguem nem subir um degrau nesse sistema. Os lares conjuntos de 80% estão no quinto degrau da escada enquanto um bilionário...um bilionário está 10.000 degraus acima da escada, o que é o equivalente à 5 prédios do tamanho do Empire State. Lá de cima, eles não conseguem distinguir a diferença dentre um milionário e um sem-teto nem se eles quisessem. E Jeff Bezos? Ele está na metade do caminho até a Estação Espacial, o equivalente a 24 Everests em cima do outro.
Se você tivesse um trabalho que pagasse $2.000/HORA e você trabalhasse 40 horas por semana, sem férias e de alguma forma economizasse todo esse dinheiro, você teria que trabalhar mais de 25.000 anos para chegar na mesma fortuna de Jeff Bezos.
Outras menções notáveis:

Por que ninguém fala do colapso?

Por que ninguém fala do colapso? Porque um mundo sem esperança é um mundo de caos, imagine 7 bilhões de pessoas percebendo que eles não tem 200, 100, 50 anos restantes mas sim apenas 20 ou 30.
Além disso, os ricos estão tentando promover éticas de trabalho em que você não tenha tempo para ler, assistir ou estudar sobre nada do que foi dito acima. Nós estamos ficando cada vez mais isolados um dos outros por causa de tecnologias como Facebook ou Tinder e pra completar, os políticos estão tentando desestabilizar o mundo que conhecemos, para criar confusão e conflito entre nós. Dividir e Conquistar. Por que você acha que a Rússia está por trás do Brexit, do movimento Black Lives Matter e do crescimento do fascismo na Europa?
A Rússia influenciou as eleições americanas, criando centenas de grupos de Facebook Pro-Trump, pagou também para rodar propagandas patrióticas "MAGA" no Facebook.
Por que você acha que há tantos protestos rolando ao redor do mundo ultimamente? Aqui estão os maiores protestos acontecendo agora.
LUTE!
Para mais: /collapse
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2019.12.21 14:11 Z3r0D4Y_ Como o politicamente incorreto impulsiona figuras públicas

https://www.nexojornal.com.bexpresso/2019/12/20/Como-o-politicamente-incorreto-impulsiona-figuras-p%C3%BAblicas?utm_medium=Social&utm_campaign=Echobox&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR2mLWhTqi1JEhC_gXqI1Y_8qkvDe4WwsDullF3wGv1UCscrqQid47zcEjA#Echobox=1576889467

Autor de pesquisa sobre o tema, Michael Rosenblum, da Universidade da Califórnia, diz que incorreção verbal dá vantagens a políticos, que vêm recorrendo a expedientes cada vez mais agressivos

Ao discursar do parlatório do Palácio do Planalto para o público que se concentrava na Praça dos Três Poderes, em Brasília, durante a cerimônia de posse como presidente, Jair Bolsonaro declarou que o “povo” brasileiro começava ali a se “libertar” do politicamente correto.

O tema tem sido tratado como bandeira do presidente e abordado com frequência ao longo de seu primeiro ano de governo. Em agosto, durante a Festa do Peão de Barretos, ele defendeu os rodeios e as vaquejadas dizendo que, “para nós, não existe o politicamente correto”.

Um mês depois, voltou ao assunto, ao participar da 74ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nos Estados Unidos. No discurso de abertura do evento, disse: “O politicamente correto passou a dominar o debate público para expulsar a racionalidade e substituí-la pela manipulação, pela repetição de clichês e pelas palavras de ordem”.

Bolsonaro tem assim repetido o que faz o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua cruzada contra o politicamente correto. Em 2015, durante um debate presidencial, Trump, então candidato, afirmou: “Acho que o grande problema deste país tem sido o politicamente correto”.

Bolsonaro adota muitas das estratégias do presidente americano, de quem é admirador declarado, e costuma fazer discursos grosseiros e que ofendem grupos como negros, mulheres e gays.

Na sexta-feira (20), quando foi questionado sobre as investigações que apuram desvios de recursos no gabinete de seu filho Flávio Bolsonaro, na época em que o primogênito do presidente era deputado estadual no Rio de Janeiro. Bolsonaro disse que o repórter tinha uma “cara de homossexual terrível”. “Mas nem por isso te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual”, afirmou.

Na mesma entrevista, ao deixar o Palácio do Alvorada, ao ser questionado se tinha um comprovante do empréstimo de R$ 40 mil que diz ter feito a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio suspeito de comandar a “rachadinha” em seu gabinete, o presidente respondeu: “Pergunta para a tua mãe o comprovante que ela deu para o teu pai”.

Mais do que politicamente incorretas, as frases de Bolsonaro foram classificadas como “agressivas” e “sexistas” pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Segundo a entidade, a atitude do presidente pode ser lida como “assédio moral”. Pesquisa Datafolha do início de dezembro mostrou que a maioria dos entrevistados considera que o presidente tem comportamentos que não condizem com o cargo que ocupa.

Os efeitos do politicamente incorreto

Usar expressões que ofendem determinados grupos pode, porém, ter efeitos benéficos para o comunicador, segundo o artigo “Diga como é: Quando a linguagem politicamente incorreta promove a autenticidade”, assinado pelos pesquisadores Michael Rosenblum e Juliana Schroeder, da Universidade da Califórnia, e Francesca Gino, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O trabalho foi publicado em agosto no jornal de psicologia social da Associação Americana de Psicologia.

Os autores realizaram, ao todo, nove experimentos, com quase 5.000 participantes, e concluíram que políticos que adotam o discurso politicamente incorreto são vistos pelo público como mais autênticos.

O politicamente correto, na definição do artigo, é o ato de usar “linguagem ou comportamento para se mostrar sensível ao sentimento alheio, especialmente ao dos que parecem em desvantagem social”.

Alguns exemplos: dizer “pessoa do ano” em vez de “homem do ano” para mostrar sensibilidade em relação à questão de identidade de gênero ou falar “boas festas” no lugar de “feliz Natal” para evitar excluir da conversa pessoas que não são cristãs e não comemoram o Natal.

A pesquisa se concentrou nesses rótulos usados nos discursos. “Por exemplo, a opinião que ‘imigrantes ilegais estão destruindo a América’ pode ser considerada como politicamente incorreta, mas nós, em vez disso, focamos nos rótulos usados pelos grupos (por exemplo, ‘imigrantes ilegais’ é menos politicamente correto do que ‘imigrantes sem documentação’). Dessa forma, é possível reduzir o viés ideológico na nossa manipulação da linguagem politicamente correta, porque, na América contemporânea, opiniões politicamente corretas estão mais alinhadas aos liberais ou a plataformas com viés socialista”, dizem os pesquisadores.

Durante a pesquisa, os autores pediram, por exemplo, para que grupos de participantes imaginassem um discurso fictício feito por um senador sobre transgêneros e políticas de imigração, com declarações politicamente corretas e incorretas atribuídas a ele. Os participantes, então, respondiam sobre as impressões que tiveram sobre as falas.

A intenção do estudo era responder à pergunta: como o uso da linguagem política determina o que se pensa de um comunicador?

As conclusões da pesquisa

Aos olhos do público, políticos que se utilizam do politicamente incorreto são vistos, além de mais autênticos, como pessoas mais previsíveis. Isso significa que os eleitores se sentem mais confiantes sobre como o comunicador irá se comportar no futuro.

Já o comunicador que se apoia na correção política é tido como alguém mais suscetível à persuasão, ou seja, pode mudar de opinião caso seja influenciado por outra pessoa.

Mas apesar disso, os comunicadores politicamente incorretos são considerados menos afetuosos e mais frios, justamente porque muitas das expressões que usam ofendem determinados grupos.

O contrário ocorre com que usa termos politicamente corretos. Eles são vistos como mais afetuosos, tolerantes e agradáveis. Os autores lembram que o politicamente correto é mais desejável socialmente e costuma ocorrer mais na esfera pública do que na privada.

A posição política de quem ouve

Há outro aspecto importante capaz de interferir na percepção sobre o uso do politicamente correto e do incorreto por comunicadores. Ela depende da posição política e ideológica de quem ouve os discursos.

O estudo, realizado nos Estados Unidos, considera dois grupos de eleitores: os conservadores e os liberais. Segundo os autores, os liberais se mostram mais preocupados com a proteção dos sentimentos e dos direitos dos grupos que aparentam estar em desvantagem social, enquanto os conservadores podem estar mais preocupados em evitar a hipocrisia e valorizar a honestidade.

Por isso, os liberais se incomodam mais com a incorreção política. Já os conservadores, por sua vez, procuram mais a pureza nos comunicadores e a associam com a autenticidade.

Mas a percepção sobre os discursos pode ter uma reviravolta a depender de quem eles atingem, ou seja, de seus alvos. Os autores lembram que liberais podem se sentir mais simpáticos a grupos de imigrantes, por exemplos. Se os imigrantes forem alvo de discursos politicamente incorretos, os liberais irão se sentir incomodados. Mas os conservadores que se identificam com grupos religiosos e rurais reagiriam da mesma forma se fossem esses os grupos atingidos por falas politicamente incorretas.

O contrário também pode acontecer. Caso o eleitor não tenha simpatia alguma pelo grupo sobre o qual se está falando, eles podem considerar o discurso politicamente incorreto como autêntico. Por isso, a incorreção politicamente não é exclusiva de um ou outro grupo. Os efeitos da linguagem e as impressões que ela passa são, portanto, moderados pela ideologia de quem ouve o discurso.

Uma análise sobre o politicamente incorreto

O Nexo conversou por e-mail com Michael Rosenblum, pesquisador da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo, para entender as implicações do discurso politicamente incorreto na política.

Como identificar o que é politicamente incorreto?
Michael Rosenblum O que é considerado politicamente correto e incorreto depende do contexto da sociedade em questão. O que é politicamente correto nos Estados Unidos pode não ser no Brasil, e o que é politicamente correto hoje nos Estados Unidos pode não ser daqui a cinco anos. A correção política, como todas as linguagens, é algo vivo, um fluxo constante. Dito isso, uma forma simples de descobrir o que é politicamente correto ou incorreto é ver o que o grupo que está sendo rotulado (por exemplo, “imigrantes sem documentação” em vez de “ilegais”) pensam desse rótulo. Se eles o consideram ofensivo, é provavelmente politicamente incorreto. Mas se eles preferem o rótulo, provavelmente é politicamente correto.

Como diferenciar o politicamente incorreto do discurso de ódio e da demagogia?
Michael Rosenblum Discurso de ódio é um ataque legalmente contestável contra um indivíduo ou um grupo com base em certos atributos (por exemplo, gênero) que provoca ódio público contra esse grupo. Enquanto certos membros desses grupos podem achar ofensiva a linguagem politicamente incorreta, essa linguagem não necessariamente constitui um ataque ou pode ser legalmente questionável. Demagogia é uma apelo aos preconceitos na busca de poder e é caracterizada por simplificação excessiva, apelo às emoções, em especial ao medo, ataques pessoais, anti-intelectualismo e ostentação política. Enquanto a demagogia usa o preconceito como uma ferramenta para obter poder, a linguagem politicamente incorreta não requer a busca pelo poder e de fato é mais usada por outras pessoas que não os políticos, em espaços não políticos.

A incorreção política é diferenciada da demagogia e do discurso de ódio pela intenção do comunicador. Um aspecto da incorreção política envolve uma perceptível falta de sensibilidade em relação ao grupo que está sendo discutido. Essa ausência de sensibilidade pode ser intencional mas também ocorre geralmente por ignorância. Embora alguém possa ser politicamente incorreto sem intenção, como resultado da ignorância sobre os termos que são politicamente corretos, não pode ter sido um tropeço ao usar o discurso de ódio e a demagogia, tendo visto que os dois envolvem um explícito e deliberado chamado contra um “outro” identificado.

Vocês escrevem que há uma pressão para ser politicamente correto. Por quê?
Michael Rosenblum Embora nosso trabalho não explore essa questão, é justo dizer que existem múltiplas razões que expliquem por que tem havido um esforço para ser mais politicamente correto. Existe um movimento para proteger e empoderar grupos que têm sido historicamente discriminado e marginalizado, e aqueles que conduzem esses esforços frequentemente usam os rótulos que os grupos pelos quais eles lutam usam para identificar a si mesmos e para rejeitar os que eles acham ofensivos. Para os políticos, faz sentido não ofender potenciais eleitores e adotar os rótulos de sua preferência para mostrar que eles se importam com esses grupos.

O politicamente incorreto pode ser usado tanto por políticos de direita como de esquerda?
Michael Rosenblum O que encontramos no nosso estudo é que tanto liberais quanto conservadores podem ver o politicamente incorreto como autêntico, dependendo do grupo ao qual os rótulos estão sendo aplicados. Quando os liberais ouvem rótulos politicamente incorretos aplicados a grupos conservadores, eles veem o orador como mais autêntico, da mesma forma que os conservadores veem a incorreção política aplicada a grupos liberais.

Vocês citam dois grupos de eleitores: os liberais e os conservadores. O que esses grupos mais valorizam no discurso dos políticos?
Michael Rosenblum Nossos dados sugerem que a natureza do grupo que está em discussão importa mais. Se os ouvintes sentem afinidade com aquele grupo, eles tendem a ver o politicamente incorreto como mau, frio e não autêntico, e a ver o politicamente correto como bom, mas não inautêntico.


Como explicar a ascensão de tantos políticos que fazem uso do politicamente incorreto? Por que se tornou uma estratégia eficaz?
Michael Rosenblum Existem múltiplas razões pelo crescimento das discussões sobre a linguagem politicamente incorreta. Ao mesmo tempo em que cresce o movimento para proteger e empoderar grupos que têm sido historicamente discriminados e marginalizados, é possível que grupos que historicamente foram empoderados agora se sintam ameaçados pelo o que parece ser uma perda de poder. Além disso, a pressão para usar linguagem mais politicamente correta envolve tanto uma mudança consciente no uso da linguagem e uma dimensão moral implícita, com potencial julgamento daqueles que usam palavras incorretas. Isso provavelmente faz com que usar a linguagem politicamente incorreta seja uma declaração particularmente forte, como um rechaço ou repúdio ao que é percebido como um novo padrão moral que coloca grupos historicamente empoderados em julgamento. Nesse contexto, usar a linguagem politicamente incorreta pode ser potencializado como uma rejeição a uma norma social imposta e um jeito de identificar em qual lado político alguém se enquadra.
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2019.12.11 03:21 JairBolsogato "Nós nunca imaginávamos o que iria acontecer e nem nos preparamos para o que aconteceu na Venezuela"

Neste artigo, eu queria analisar minhas preparações e a natureza do apocalipse que fomos forçados a enfrentar. Não sei quanto a você, mas qualquer coisa que o tire do seu lugar, da sua cama quente, dos seus animais de estimação, dos filhos, da esposa e do resto da sua família, para mim não tem outra palavra melhor que apocalipse para descrevê-la.
Minha bolha de conforto foi destruída, meu trabalho de uma vida inteira foi jogado pela janela, minha apólice de seguro de família se foi com o vento (embora sem medicamentos para tomar e com os médicos fugindo para a Argentina e Colômbia, não teria sido muito útil mesmo).
As poucas preparações que duraram por 4 ou 5 meses são história agora. Obviamente, os preparativos funcionaram muito bem, e nós esticamos um pouco além, mas uma vez que o sistema entrou em colapso, não houve mais nada que pudéssemos fazer além de fechar o local e ir para outros locais onde pelo menos pudéssemos comprar comida.

O que aconteceu foi algo completamente diferente do que havíamos preparado.

Acho que o que quero dizer é que, dentro de nossos meios, nos preparamos mais ou menos adequadamente, mas o que realmente aconteceu foi algo completamente diferente para o qual não tínhamos preparado.

Preparamo-nos para algumas das consequências de turbulência, agitação, tumultos e crimes. Conseguimos ficar na encolha por um tempo e nos defender silenciosamente e seriamente, sem precisar sair do nosso refúgio. Os problemas de escassez começaram lá por volta de 2013-2014. Naqueles anos, foi a última vez que lembro que poderíamos comprar grandes quantidades de farinha de trigo, farinha de milho para fazer arepas, macarrão, leite em pó e UHT, arroz, e outros mantimentos.

Um colapso econômico durante tanto tempo parecia algo totalmente fora de questão. Era totalmente imprevisível. Eu esperava uma pandemia ou um golpe de estado muito antes desse cenário faminto de zumbi.

Sabíamos que algo perturbador aconteceria mais cedo ou mais tarde. Nós poderíamos sentir isso na atmosfera ... mas nada como o que aconteceu. Nós nunca pensamos que seria impossível encontrar uma bateria, óleo de motor ou gasolina (Caramba, este era um país produtor de petróleo!) ou que as crianças seriam colocadas em perigo na porta de suas escolas. No pior dos nossos pesadelos que poderíamos ter imaginado, um de nossos gatos resgatados que realocamos com um de nossos amigos em um bairro sofreu uma morte horrenda (por favor, não peça detalhes).

Nunca poderíamos imaginar que os funcionários das empresas estatais de petróleo e eletricidade seriam ameaçados de prisão por traição se tentassem deixar o emprego para deixar o país. Porque isso é o que está acontecendo. Quando descobri isso, senti uma profunda sensação de alívio, como nunca na minha vida, por ter saído antes. O único sentimento semelhante em que consigo pensar foi quando meu último filho nasceu, e os médicos me disseram que ele estava bem e não havia motivos para se preocupar.

Sob a situação atual, sofrer acusações tão terríveis é um pesadelo completo. Mas com a renda do trabalho freelance online, conseguimos pelo menos manter a casa funcionando, sem o pequeno salário que já foi mais do que suficiente para uma boa vida. Sem ele ... nossa família teria sido condenada à morte, não importando nossas preparações.

Portanto, deixar e deixar o país (e minha família) para trás foi uma das escolhas mais difíceis em nossas vidas, mas as mais sólidas e as mais seguras a longo prazo. Evitar o risco potencial de ser (falsamente, é claro) acusado de traição e entrar em um problema confuso, já é um grande benefício. Sempre dei confiança à intuição feminina. Quando minha esposa e eu conversamos sobre como as coisas estavam indo mal e a decisão de sair antes de piorar, eu sabia que era a intuição dela falando.

Nunca imaginamos que o dinheiro seria outra mercadoria e que os preços seriam muito diferentes se você tentasse pagar com cartão de débito em vez de dinheiro. Se você pagar com cartão de débito, o preço será o dobro do valor pago em dinheiro. Isso não é surpreendente: a taxa do caixa circulante para o não circulante é profundamente distorcida. Há pessoas que VENDEM o dinheiro: você os transfere um milhão de BsF para as contas bancárias deles, eles oferecem 500 ou 600.000 em dinheiro. E isso é o suficiente para duas dúzias de ovos e um pouco de queijo.

Em retrospecto, o que poderíamos ter feito para nos preparar para a situação atual? Vejamos.

Sim, eu sei como isso soa. Mas eu não ligo para algumas coisas que eu sei que esses FDPs podem fazer, como um cara sendo baleado a 30 metros da pessoa que me contou a história de um criminoso em uma motocicleta, e eu e minha família quase sendo parados na estrada deserta às 20h no meio do nada, com um tronco no meio do caminho (eu só pisei fundo no acelerador e passamos por cima).

Não há como estocar massas e outros produtos secos por um período tão longo sem comprar outra casa ou construir um segundo andar, acrescentando cerca de 60 ou 70 metros quadrados à casa. E mesmo assim teria sido arriscado: alguém assistindo no momento errado e estaríamos em apuros, acusados ​​de “acumular” e blá-blá-blá (insira aqui sua desculpa “socialista” favorita por roubar propriedade privada). Nossos bens teriam sido apreendidos, os 10% vendidos em público para "os pobres" pelos jornais do governo e os 90% roubados por quem saberá.

Se suprir de proteínas com nossa situação atual nesse bairro é muito mais difícil. Não há muito espaço. Coelhos e outros roedores estão fora de questão, já que as moscas que seus cocô atraem aqui nos trópicos são um problema e economicamente inviável. Os produtos de limpeza e alimentos são muito caros e, como você deve supor, escassos. As pessoas nos chalés já estarão muito melhor preparadas do que nós, moradores de cidades nerds e viciados em café.

Sob esse prisma, parece que as melhores escolhas seriam se mudar para uma cabana na floresta, não acha? Mas não é tão fácil.

Nossas leis não aprovam a educação em casa; Dirigir uma hora do chalé para a escola todos os dias está fora de questão, porque é quase impossível conseguir peças e consumíveis para automóveis ou muito caros.

O crime está ficando cada vez mais terrível. Uma cabana com colheitas e gado é um alvo fácil para pessoas famintas que são preguiçosas e ignorantes demais para se preparar (quando podem). Conseguir algo como uma espingarda de defesa só traria mais problemas. Os bandidos vêem isso como uma atração grande demais para resistir. Como armas e munições são escassas, elas são um verdadeiro tesouro. Eles sabem onde você está, estão organizados e têm os contatos adequados para poder colocá-lo em uma posição muito difícil.

Seria muito pior derrubar alguém tentando invadir sua própria casa, pois eles nunca roubam sozinhos. As leis de auto-defesa doméstica não se aplicam, a menos que o falecido tenha sido um criminoso "inconveniente", e se for esse o caso, é provável que muitos de seus amigos sejam parecidos. Uma segunda visita, talvez com bandidos mais preparados, porque eles sabem que você será capaz de fazer o que for necessário e não dará mole pra ninguém.

Ou pior, os policiais e juízes processarão o proprietário da residência porque ele é uma 'ameaça para o governo'. Roubarão as coisas da casa dizendo que são possível 'produtos de um crime' e o proprietário não poderá provar o contrário de dentro da prisão. Conheço várias pessoas que tiveram que pagar mensalmente à milícia guerrilheira os produtos que eles preferiam vender com prejuízo.

Tendo filhos para cuidar e cuidar, a opção do lobo solitário não é realmente uma opção. Se o esconderijo dele não estiver suficientemente longe ou bem escondido, mais cedo ou mais tarde alguém o descobrirá. A melhor opção é unir-se a outras famílias, cada uma em sua cabana, e construir uma rede de comunicações suficientemente confiável e com bom backup, caso algumas matilhas tentem atacar. Eu sei que isso seria muito mais fácil para o povo dos EUA, pois o acesso a todos os tipos de ferramentas de defesa deles é muito melhor.
Por J G Martinez D
https://www.theorganicprepper.com/never-imagined-happened-venezuela/
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2019.12.01 23:04 JairBolsogato Nós nunca imaginávamos o que iria acontecer e nem nos preparamos para o que aconteceu na Venezuela

Neste artigo, eu queria analisar minhas preparações e a natureza do apocalipse que fomos forçados a enfrentar. Não sei quanto a você, mas qualquer coisa que o tire do seu lugar, da sua cama quente, dos seus animais de estimação, dos filhos, da esposa e do resto da sua família, para mim não tem outra palavra melhor que apocalipse para descrevê-la.
Minha bolha de conforto foi destruída, meu trabalho de uma vida inteira foi jogado pela janela, minha apólice de seguro de família se foi com o vento (embora sem medicamentos para tomar e com os médicos fugindo para a Argentina e Colômbia, não teria sido muito útil mesmo).
As poucas preparações que duraram por 4 ou 5 meses são história agora. Obviamente, os preparativos funcionaram muito bem, e nós esticamos um pouco além, mas uma vez que o sistema entrou em colapso, não houve mais nada que pudéssemos fazer além de fechar o local e ir para outros locais onde pelo menos pudéssemos comprar comida.

O que aconteceu foi algo completamente diferente do que havíamos preparado.

Acho que o que quero dizer é que, dentro de nossos meios, nos preparamos mais ou menos adequadamente, mas o que realmente aconteceu foi algo completamente diferente para o qual não tínhamos preparado.

Preparamo-nos para algumas das consequências de turbulência, agitação, tumultos e crimes. Conseguimos ficar na encolha por um tempo e nos defender silenciosamente e seriamente, sem precisar sair do nosso refúgio. Os problemas de escassez começaram lá por volta de 2013-2014. Naqueles anos, foi a última vez que lembro que poderíamos comprar grandes quantidades de farinha de trigo, farinha de milho para fazer arepas, macarrão, leite em pó e UHT, arroz, e outros mantimentos.

Um colapso econômico durante tanto tempo parecia algo totalmente fora de questão. Era totalmente imprevisível. Eu esperava uma pandemia ou um golpe de estado muito antes desse cenário faminto de zumbi.

Sabíamos que algo perturbador aconteceria mais cedo ou mais tarde. Nós poderíamos sentir isso na atmosfera ... mas nada como o que aconteceu. Nós nunca pensamos que seria impossível encontrar uma bateria, óleo de motor ou gasolina (Caramba, este era um país produtor de petróleo!) ou que as crianças seriam colocadas em perigo na porta de suas escolas. No pior dos nossos pesadelos que poderíamos ter imaginado, um de nossos gatos resgatados que realocamos com um de nossos amigos em um bairro sofreu uma morte horrenda (por favor, não peça detalhes).

Nunca poderíamos imaginar que os funcionários das empresas estatais de petróleo e eletricidade seriam ameaçados de prisão por traição se tentassem deixar o emprego para deixar o país. Porque isso é o que está acontecendo. Quando descobri isso, senti uma profunda sensação de alívio, como nunca na minha vida, por ter saído antes. O único sentimento semelhante em que consigo pensar foi quando meu último filho nasceu, e os médicos me disseram que ele estava bem e não havia motivos para se preocupar.

Sob a situação atual, sofrer acusações tão terríveis é um pesadelo completo. Mas com a renda do trabalho freelance online, conseguimos pelo menos manter a casa funcionando, sem o pequeno salário que já foi mais do que suficiente para uma boa vida. Sem ele ... nossa família teria sido condenada à morte, não importando nossas preparações.

Portanto, deixar e deixar o país (e minha família) para trás foi uma das escolhas mais difíceis em nossas vidas, mas as mais sólidas e as mais seguras a longo prazo. Evitar o risco potencial de ser (falsamente, é claro) acusado de traição e entrar em um problema confuso, já é um grande benefício. Sempre dei confiança à intuição feminina. Quando minha esposa e eu conversamos sobre como as coisas estavam indo mal e a decisão de sair antes de piorar, eu sabia que era a intuição dela falando.

Nunca imaginamos que o dinheiro seria outra mercadoria e que os preços seriam muito diferentes se você tentasse pagar com cartão de débito em vez de dinheiro. Se você pagar com cartão de débito, o preço será o dobro do valor pago em dinheiro. Isso não é surpreendente: a taxa do caixa circulante para o não circulante é profundamente distorcida. Há pessoas que VENDEM o dinheiro: você os transfere um milhão de BsF para as contas bancárias deles, eles oferecem 500 ou 600.000 em dinheiro. E isso é o suficiente para duas dúzias de ovos e um pouco de queijo.

Em retrospecto, o que poderíamos ter feito para nos preparar para a situação atual? Vejamos.

Sim, eu sei como isso soa. Mas eu não ligo para algumas coisas que eu sei que esses FDPs podem fazer, como um cara sendo baleado a 30 metros da pessoa que me contou a história de um criminoso em uma motocicleta, e eu e minha família quase sendo parados na estrada deserta às 20h no meio do nada, com um tronco no meio do caminho (eu só pisei fundo no acelerador e passamos por cima).

Não há como estocar massas e outros produtos secos por um período tão longo sem comprar outra casa ou construir um segundo andar, acrescentando cerca de 60 ou 70 metros quadrados à casa. E mesmo assim teria sido arriscado: alguém assistindo no momento errado e estaríamos em apuros, acusados ​​de “acumular” e blá-blá-blá (insira aqui sua desculpa “socialista” favorita por roubar propriedade privada). Nossos bens teriam sido apreendidos, os 10% vendidos em público para "os pobres" pelos jornais do governo e os 90% roubados por quem saberá.

Se suprir de proteínas com nossa situação atual nesse bairro é muito mais difícil. Não há muito espaço. Coelhos e outros roedores estão fora de questão, já que as moscas que seus cocô atraem aqui nos trópicos são um problema e economicamente inviável. Os produtos de limpeza e alimentos são muito caros e, como você deve supor, escassos. As pessoas nos chalés já estarão muito melhor preparadas do que nós, moradores de cidades nerds e viciados em café.

Sob esse prisma, parece que as melhores escolhas seriam se mudar para uma cabana na floresta, não acha? Mas não é tão fácil.

Nossas leis não aprovam a educação em casa; Dirigir uma hora do chalé para a escola todos os dias está fora de questão, porque é quase impossível conseguir peças e consumíveis para automóveis ou muito caros.

O crime está ficando cada vez mais terrível. Uma cabana com colheitas e gado é um alvo fácil para pessoas famintas que são preguiçosas e ignorantes demais para se preparar (quando podem). Conseguir algo como uma espingarda de defesa só traria mais problemas. Os bandidos vêem isso como uma atração grande demais para resistir. Como armas e munições são escassas, elas são um verdadeiro tesouro. Eles sabem onde você está, estão organizados e têm os contatos adequados para poder colocá-lo em uma posição muito difícil.

Seria muito pior derrubar alguém tentando invadir sua própria casa, pois eles nunca roubam sozinhos. As leis de auto-defesa doméstica não se aplicam, a menos que o falecido tenha sido um criminoso "inconveniente", e se for esse o caso, é provável que muitos de seus amigos sejam parecidos. Uma segunda visita, talvez com bandidos mais preparados, porque eles sabem que você será capaz de fazer o que for necessário e não dará mole pra ninguém.

Ou pior, os policiais e juízes processarão o proprietário da residência porque ele é uma 'ameaça para o governo'. Roubarão as coisas da casa dizendo que são possível 'produtos de um crime' e o proprietário não poderá provar o contrário de dentro da prisão. Conheço várias pessoas que tiveram que pagar mensalmente à milícia guerrilheira os produtos que eles preferiam vender com prejuízo.

Tendo filhos para cuidar e cuidar, a opção do lobo solitário não é realmente uma opção. Se o esconderijo dele não estiver suficientemente longe ou bem escondido, mais cedo ou mais tarde alguém o descobrirá. A melhor opção é unir-se a outras famílias, cada uma em sua cabana, e construir uma rede de comunicações suficientemente confiável e com bom backup, caso algumas matilhas tentem atacar. Eu sei que isso seria muito mais fácil para o povo dos EUA, pois o acesso a todos os tipos de ferramentas de defesa deles é muito melhor.
Por J G Martinez D
https://www.theorganicprepper.com/never-imagined-happened-venezuela/
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2019.10.23 21:42 Brunoekyte Como Calcular o Orçamento para campanhas de marketing digital

Como Calcular o Orçamento para campanhas de marketing digital
Aplicar o orçamento ideal no marketing digital é o ponto de partida para aumentar o retorno do investimento. Neste conteúdo você aprenderá uma fórmula simples e inteligente para calcular um orçamento para campanhas online. Com o tempo e experiência, sua equipe poderá ajustar esta fórmula com base na evolução dos seus números reais.
Para facilitar este trabalho será disponibilizada a seguir uma Calculadora de Orçamento para Campanhas de Marketing Digital.

Quanto uma empresa deve investir em marketing

Diferentes literaturas abordam o assunto, mas não existe um consenso. Além disso, o mundo se transformou com a era digital e novos parâmetros são estabelecidos com frequência.
Segundo a Gartner, uma das mais importantes empresas de pesquisa e consultoria do mundo, em pesquisa realizada com mais de 600 grandes empresas em 2018, o investimento médio em marketing era de 11,2% do faturamento. (Fonte: ITForum365)
Usando a experiência prática com centenas de empresas e milhares de campanhas, é possível estimar um orçamento competitivo na era digital, sendo:
  • Negócios com 100% de venda online: de 15% a 20% do faturamento.
  • Negócios com venda física e online: de 5% a 15% do faturamento.
  • Negócios com 100% de venda física: de 4% a 12% do faturamento.
Esta estimativa deve ser reduzida em negócios com markup (índice aplicado sobre o custo do produto/serviço para a formação do preço de venda) inferior a 50%, pois quanto menor a margem, é necessário ser mais eficaz no retorno do investimento em marketing.
O investimento total em marketing soma os custos com:
  • Mão de obra (equipe e terceiros): 10% a 30%.
  • Tecnologia (ferramentas): 15% a 35%.
  • Mídia (anúncios e influenciadores): 50 a 60%.
É necessário investir em mídia, como Google Ads e Facebook Ads, tendo em mente o faturamento alvo do negócio, de forma equilibrada e paciente. É pouco provável investir hoje e colher amanhã.
Exemplo: a empresa fatura 7 milhões ao mês e deseja elevar para 10 milhões no prazo de 1 ano. O cálculo do orçamento deve ser sobre a meta (10 milhões). Durante este período de 1 ano, o investimento em mídia deve ir aumentando gradativamente, até que em torno de 6 meses, antes do prazo de alcançar a nova meta, já estará investindo um valor proporcional a ela.

Como calcular o orçamento por campanha

As variáveis ideias para calcular o orçamento de cada campanha são:
Como nem sempre é viável obter estas informações, vamos usar variáveis mais simples para criar uma fórmula que sugere um orçamento inicial. Com o tempo, os números reais vão surgir, e a partir disso poderá usá-los para aprimorar a fórmula.
a. Tamanho do público-alvo.
Quantas pessoas são seus consumidores potenciais? Faça sua própria estimativa ou use o Facebook Ads para criar um público e simular.
b. Cobertura de alcance.
Qual percentual do público é viável alcançar com o melhor custo-benefício? Nossa sugestão é 25%, porque mais do que isso se torna caro. Porém, quando um público apresenta um retorno muito positivo isso pode indicar a possibilidade de aumentar a cobertura.
c. Frequência de impacto.
Quantas vezes uma pessoa vai receber a mesma publicação? A repetição é importante no processo de persuasão. Sugerimos projetar alcançar 3 vezes cada pessoa com a mesma publicação.
d. Custo médio alcance.
Qual o custo no marketing digital para mostrar seu anúncio para uma pessoa? Depende do tipo de negócio, maturidade digital e canais de marketing. Trabalhamos com uma base histórica formada por milhões de acessos para permitir uma estimativa inicial. Cada R$1.000 em mídias digitais patrocinadas alcança em torno de 80 mil pessoas com 3 impressões por anúncio.
Resumo da estimativa simples:

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Então o custo médio por pessoa alcançada com 3 impressões é R$ 1.000 / 80 mil pessoas = R$ 0,0125.
e. Anúncios e canais de marketing
Quantos anúncios serão criados e quais canais de marketing serão utilizados? Vamos considerar a criação de 4 publicações em uma campanha, utilizando 2 canais de alcance, por exemplo Google e Facebook.
f. Fórmula
Os padrões variáveis que sugerimos são:
  • Público-alvo: 200.000 (simulação).
  • Cobertura: 25%.
  • Custo médio por pessoa alcançada com 3 impressões: R$ 0,0125.
  • Publicações: 4 (simulação).
  • Canais: 2 (simulação).
Simulando para um público segmentado de 200.000 pessoas, com 4 publicações em 2 canais:

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Lembrando que este raciocínio é um ponto de partida, pois existem outras variações que podem tornar as campanhas mais caras, como a concorrência nos leilões, produtos com alto valor agregado que exijam muitas exposições ou pouca relevância da marca que exija maior insistência.
Enfim, use o orçamento que tiver e brigue para conseguir mais, mostrando que o resultado é proporcional ao investimento.

Quem decide o orçamento na prática

Em muitos casos o orçamento não é definido de acordo com a sugestão da área de marketing, mas imposto pela liderança da empresa, baseado em três fatores:
  • Quanto a empresa pode investir.
  • Quanto a empresa já costuma investir.
  • Quanto a empresa confia no resultado do marketing digital.

O que fazer quando o orçamento real é menor que o calculado

Neste caso o segredo é priorizar canais de marketing mais relevantes e reduzir a quantidade de publicações.
Mostre resultados e ganhe a confiança da liderança para aumentar gradativamente o orçamento de marketing digital. Lembre-se que há um espaço de tempo entre as campanhas e os resultados, portanto este crescimento gradativo é importante para nivelar o investimento em relação ao retorno, equilibrando o caixa da empresa.

Calculadora de orçamento e simulador de mídias para marketing digital

Criamos uma ferramenta para lhe ajudar a Calcular o Orçamento para Campanhas de Marketing Digital ideal e escolher as mídias. Esta solução foi projetada a partir de 10 anos de experiência em marketing digital, com base em milhões de dados reais de campanhas.
Simule agora seu Plano de Campanhas de Marketing Digital.

Conclusão

O marketing digital só funciona com investimento. Orçamento baixo trará pouco resultado. Por outro lado, se for acima do necessário vai comprometer o ROI (retorno do investimento). O aumento do orçamento deve ser gradativo, porque há um tempo entre alcançar mais e vender mais.
Utilize a fórmula para Calcular o Orçamento para Campanhas de Marketing Digital inicial. Se o orçamento disponível for menor, reduza o escopo das campanhas.
Já pensou em utilizar um software para planejar campanhas, transformá-las em tarefas com um clique e controlar a produção em um fluxo criado exclusivamente para o marketing digital? Conheça o eKyte em www.ekyte.com
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2019.10.16 14:23 ebookrevenda É possível ganhar dinheiro trabalhando na internet? Qual é a melhor forma?

É possível ganhar dinheiro trabalhando na internet? Qual é a melhor forma?

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Sim é totalmente possível ganhar dinheiro trabalhando na internet a partir de sua casa nas horas livres, hoje temos milhões de pessoas que trabalham na internet a partir de casa e que tem renda superiores a muitas pessoas que estão o dia todo trabalhando em uma empresa atendendo pessoas cara a cara, se fizer uma breve pesquisa sobre trabalhos online você vai encontrar dezenas de trabalhos os quais você pode exercer.
Resumidamente para quem está procurando por um trabalho e ainda não tem muita experiência o que eu indicaria é algum trabalho de afiliado ou seja se afiliar a algum produto e divulgar esse produto com isso você vai ganhar comissões pela venda desse produto, geralmente esse trabalho não gera muito serviço para você e o seu único objetivo é divulgar, toda a parte de gerenciamento e outras mais são de responsabilidade dos produtores do produto.
hoje existem uma diversidade de produtos com sistemas de afiliados ou revenda, podemos se encontrar materiais digitais como, apostilas, livros, softwares, aplicativos, entre outros e também podemos encontrar produtos físicos como relógios, bijuterias, óculos, e uma outra grande variedade de produtos os produtores precisam de pessoas para divulgá-los.

Como você pode iniciar seu trabalho para ganhar experiência

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Como você pode ver Existem várias possibilidades, porém sempre que alguém me pergunta sobre Como iniciar um trabalho na internet eu gosto de indicar sistemas de revenda Como por exemplo o do site REVENDA SOFTWARE PCG Se trata de um software de Publicidade o qual muitas pessoas na internet precisam para divulgar seus produtos serviços ou trabalhos online, esse software tem um sistema de revenda e você pode se afiliar a ele Assim você pode revender esse software e a cada pessoa que o adquirir você vai ganhar 50% de comissão no valor da venda, como você pode ver a comissão é bem alta, isso para os desenvolvedores é bom pois atrai mais revendedores os quais vão estar divulgando o software e ambos os lados vão ganhar com isso.
Garantia de resultados: ninguém em sã consciência vai te garantir que você vai conseguir realizar vendas online, Isso depende da sua dedicação que vai exercer no trabalho, então só cabe a você se dedicar, não faça a pergunta: “você me garante que vou ganhar dinheiro?”. Pergunte a você mesmo: “Eu vou me dedicar ao trabalho?” essa pergunta você responde a você mesmo e caso seja positiva certamente você vai ter sucesso.

Dá para ter resultados rápidos?

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Em praticamente nenhum trabalho que você vai exercer na internet você vai ter resultados do dia para noite, Como disse antes você precisa se dedicar, em grande parte dos trabalhos divulgar algo, apresentar o produto as pessoas e isso pode demandar algum tempo. Mas isso não é uma Regra geral e Talvez você encontre algo em que você possa ganhar sim do dia para noite.
Para que você tenha uma ideia melhor vamos entender como funciona uma divulgação na internet, primeiro você vai ter um produto, se usarmos o caso que eu citei antes do software REVENDA SOFTWARE PCG você vai ter um link para divulgar, você pode divulgar esse link de diversas formas, por exemplo em redes sociais, sites de classificados grátis, criar blog para divulgar o seu link, Instagram, Facebook, grupos de discussão, é uma outra diversidade de locais onde você pode divulgar. Quando você fizer esses anúncios no início de seu trabalho você terá poucos anúncios na internet o que não vai te gerar muito resultado, porém com o passar dos Dias a cada dia mais você terá mais textos espalhados pela internet e aí sim os resultados vão começar a aparecer, a cada dia que se passar você vai ter mais resultados caso Se dedique diariamente.
Mais uma vez venha pergunta que fizemos anteriormente, Pergunte a você mesmo: “Eu vou me dedicar ao trabalho?” Pois como você viu tudo Depende de sua dedicação e não adianta entrar em nenhum sistema que seja caso você não vá se dedicar a ele não adianta sair entrando em centenas de sistemas caso não vai ter dedicação a nenhum,
Tenha também em mente que quanto mais você ganha mais os donos do sistema também ganham e a única intenção que eles têm é que você goste do sistema e ganhe cada vez mais, assim eles também ganham com a revenda do produto. não fique esperando ou perdendo tempo Conheço algum sistema e participe assim você vai ganhar experiência e saber de fato como tudo funciona e certamente ganhar algum dinheiro online.

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Eu espero que de alguma forma tenha te ajudado com essa resposta, e que você possa obter algum benefício da mesma ou alguma informação que seja de sua necessidade, espero também que tenha sucesso em seus negócios online caso decida iniciar nesse Ramo, certamente se dedicando não vai se decepcionar.
Se possível agradeço um voto positivo e se Compartilhar esse material, abraços, muito sucesso e até uma próxima oportunidade.



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2019.10.07 15:56 ebookrevenda Como começar a vender pela internet sem investimento inicial ?

Como começar a vender pela internet sem investimento inicial ?

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Uma excelente forma de vender pela internet sem ter que fazer investimentos iniciais é usar de técnicas para obter tráfego orgânico, existem algumas dicas e métodos online para se fazer isso, resumidamente se trata de espalhar conteúdo pela internet em redes sociais, sites de classificados, blogs, e outros a fim de conseguir visitas vindas desses conteúdos para seu site.
Eu particularmente gosto de usar sites de classificados, você pode montar uma lista de sites com muitos sites e ir anunciando em cada 1 desses sites, isso geralmente faz com que o título de seu anúncio apareça Nos sites de busca como o Google e outros, assim quando alguém for fazer uma busca por exemplo no Google e digitar algum título semelhante ao título que você está anunciando certamente o seu anúncio vai aparecer para essa pessoa e ela vai acabar visitando o seu site.
Não adianta ficar escrevendo textos sem qualidade, passa algo que de fato leve um visitante até seu site, Geralmente se tratando de site de classificados não se escreve texto muito grande, escreva poucas linhas porém que deixem o seu visitante com curiosidade o suficiente para visitar o seu site.

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Essa é uma das formas mais baratas de se fazer marketing, você precisa simplesmente ter uma lista de sites onde você pode anunciar e fazer anúncio em todos os sites gratuitamente na maioria dos casos, e com certeza você vai obter resultados vindo dessa técnica.
Além dos resultados orgânicos que logicamente você vai obter dos anúncios que fizer, você também tem resultados vindo diretamente dos sites de classificados, tenha em mente que os proprietários desses sites estão os divulgando para levar visitas até os seus anunciantes então com certeza você vai ganhar visitas também nesses sites Por estar fazendo anúncios nele.
O bom do tráfego orgânico é que se você usar boas técnicas você cada dia mais vai aumentar a sua quantidade de visitantes até seu site, em sinistro como uma avalanche onde uma bola de neve a cada vez mais vai crescendo Pois a cada um que você faz mais visitas você vai ter, então se você construir bom anúncios sempre manter a dedicação é esse tipo de divulgação, Sempre buscar novas fontes para anunciar, novos sites, Você sempre terá novas visitas do seu site e com isso a cada dia mais esse número vai aumentando

Como automatizar esse processo

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A grande dificuldade de se anunciar em sites de classificados grátis é que você tem que preencher todos os campos do site como título, descrição, endereço, telefone, etc e depois postar o seu anúncio e fazer isso em muitos sites Geralmente dá um pouco de trabalho, ainda mais levar em conta que talvez você não tem uma lista de sites onde todos os sites estejam funcionando, para isso foi criado um software de automação você pode usar esse programa assim fica bem mais fácil fazer os anúncios nesses sites, logicamente se você quiser usar o software terá que fazer um investimento, mas se optar por não usar você pode usar a mesma técnica sem problema algum porém logicamente vai ter um pouco mais de trabalho.
O programa se chama esse (PCG Programa Classificados Grátis) Esse programa é um agregador de sites classificados grátis, cadastrado no programa em uma lista com mais de 200 sites onde você pode fazer anúncios gratuitamente, o programa que funciona da seguinte forma: você preenche o anúncio uma única vez no programa e Salva esse aluno depois é só ir clicando nos sites que estão cadastrados no programa o programa Vai abrir o site e vai preencher automaticamente todos os campos do site você somente vai confirmar o anúncio E caso queira incluir uma imagem no seu anúncio, isso evita toda a dificuldade de ter que ficar preenchendo os campos de cada site manualmente o que faz você anunciar muito mais rápido, em média sem usar o programa você conseguiria anunciar em uns 30 sites, já usando o programa que automatiza o preenchimento você com certeza vai conseguir anunciar em mais de 200 sites por dia.
Vale a pena usar o programa Ou pelo menos visitar o site para conhecer como ele funciona certamente você vai ganhar tempo, tempo esse que você pode usar em outros meios de divulgação.

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Com toda certeza, e sem dúvida alguma você pode sim fazer vendas pela internet sem investimento inicial, você por exemplo não precisaria comprar um site registrar domínio e coisas do tipo, você poderia usar um simples blog que é grátis e criar um blog para apresentar o seu produto não precisando assim gastar com site, logicamente que tenha um site a sua conversão certamente será maior pois isso é algo mais profissional, mas não quis seja necessário.
Observe também o produto que você vai vender pois alguns produtos logicamente são mais fáceis de se vender do que outros, e no final e se pode fazer a diferença entre você continuar o seu negócio ou não, pois em muitos dos casos a primeira impressão é a que fica, e se você vender de cara um produto complexo talvez perca as esperanças de fazer vendas online.
Qualquer produto ou serviço que você vai vender vai exigir de você Dedicação diária, mesmo que essa dedicação seja por um curto tempo do seu dia, se você não se dedicar certamente não vai atingir seus objetivos, o tráfego orgânico é algo semelhante a isso, Se dedique todos os dias faça postagens todos os dias em alguns dias você vai ver os resultados batendo na sua porta. Vender pela internet é a mesma coisa, Se dedique todos os dias tire uma ou duas horas para fazer postagens, escolha um bom produto para vender, e logo você vai ver os resultados.
Eu espero ter respondido adequadamente a sua pergunta e espero também que você consiga iniciar as suas vendas com investimento zero ou pelo menos com o mínimo investimento possível, desejo de coração que consiga atingir seus objetivos, agradeço se tiver um lado positivo ;) abraços até mais.


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2019.08.19 17:09 Luizbep Atualização de desenvolvimento #10 e P&R

Atualização de desenvolvimento #10 e P&R

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Aqui está um vídeo incrível do OG420 descrevendo o SCUM antes da atualização do Maneater!!

======================== 08/09/2019 ========================

Há uma boa razão por trás disso. Você se lembra do meu Aloe Vera que estava no veterinário na última atualização? Não tenho certeza do que isso tem a ver, mas ele é um sujeito furtivo, então você nunca sabe.

DE QUALQUER JEITO deixe entrar em algumas coisas interessantes que estamos trabalhando para você!

======================== CIDADES ========================


  • Não há muito o que dizer aqui, aproveite as imagens!!

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Para mais imagens, clique aqui.

======================== VEÍCULOS ========================


  • Eu prometo a você que este trator estará no jogo e me certificarei de que você pode fazer coisas incríveis com ele.

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  • E uma moto suja para que você possa fazer saltos extravagantes Não faço ideia se você será capaz de fazer saltos extravagantes.

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  • Aqui você pode ver, deixaremos sua imaginação fazer o trabalho.

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================ DESCANSO PARA O MALVADO =================


  • Animações de sentar e deitar estão sendo feitas, com isso você pode descansar para ganhar resistência e saúde mais rápido!

Esta sou eu na atualização de hoje

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======================== ANTENA ========================


  • Este será um novo local, e você pode verificar a réplica da da vida real aqui.

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==================== AEROPORTO... OU É? ====================


  • Um olhar para um dos nossos novos locais, isso também foi replicado a partir de um local real. Descubra qual deles!

https://preview.redd.it/dibztnm91fh31.jpg?width=1920&format=pjpg&auto=webp&s=950d65c62af0257cf19244cd7a63ac0b82a2ac59

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Para mais imagens, clique aqui.

====================== VIDA SUBMARINA ======================


  • Estamos fazendo algumas mudanças na nossa interface para você ter uma visão melhor de seus esforços submarinos, e quanto tempo você consegue manter a respiração!

\"Esta barra azul é importante, não deixe ela ficar vermelha. Caso ela fique vermelha, pegue um pouco de ar, senão, você morrerá.\"

=================== PERGUNTAS E RESPOSTAS ===================


Whooo minha parte favorita, e deixe-me dizer a vocês, temos algumas joias desta vez!

P.: Que tal você parar de desperdiçar seu tempo com atualizações tolas * nada * e voltar ao trabalho. Sim, todos nós temos vidas, mas também temos empregos ... para ganhar dinheiro. Que tal você ganhar o seu e consertar seu jogo de lixo?
R.: Mas estas atualizações são meu trabalho. :(

P.: Devs, podemos obter uma alternância entre as unidades métricas e padrão de medida, por favor? Embora eu possa apreciar o sistema métrico, toda vez que vejo a palavra "quilo", não consigo deixar de pensar em uma grande pilha de cocaína.
R.: Anotei e enviei para a equipe! Boa ideia!

P.: Por favor, adicione mais itens para jogador solo!
Eu odeio pvp neste jogo, como um jogador solo, você simplesmente não tem chance em pvp porque você geralmente tem que vencer um grupo de 5 homens ou, no meu caso, um grupo de 15 homens.
R.: Não se preocupe, estamos planejando adicionar muito mais coisas de PVE / SP em breve!

P.: Devs do SCUM tem o humor da franquia Saints Row, mas pelo menos no SCUM eles nos deixam desligar o censor quando queremos correr com nosso coquetel de salsicha ao vento.
R.: Go commando or go home!

P.: Isso pode ser jogado com um controle
R.: Nenhum suporte oficial ... ainda. Mas enquanto isso você pode checar este tópico no reddit. Isso pode te ajudar!

P.: Sim, e o cachorro come meu dever de casa, patético como sempre... Última vez, sabonete. "Frack" você desta vez. Patético.
R.: Cara, você deve levar o seu cachorro ao veterinário, só para ter certeza de que ele está bem.

P.: ugh desculpe eu odeio ter que levar animais para o veterinário
R.: O mesmo. Mas o cara acima realmente precisa fazer isso.

P.: Nenhuma atualização, ok, voltarei em um mês para ver se algum conteúdo foi adicionado, jogando o NMS agora.
R.: Ouvi que o NMS recebeu algumas atualizações legais, espero que você esteja se divertindo!

P.: Eu não me importaria de ver alguma atualização WiP, já faz um tempo.
R.: Obrigada!

P.: CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? CONTEÚDO? (e mais alguns)
R.: Ok ok tudo bem, vamos lá:
Na publicação, arte e comunicação, o conteúdo é a informação e as experiências que são direcionadas para um usuário final ou público-alvo. [1] O conteúdo é "algo que deve ser expresso através de algum meio, como fala, escrita ou qualquer uma das várias artes". [2] O conteúdo pode ser distribuído por diversos meios, incluindo a Internet, cinema, televisão, rádio, smartphones, CDs de áudio, livros, e-books, revistas e eventos ao vivo, como palestras, conferências e performances de palco.

======================== FIM ========================

E é isso por hoje! Também uma atualização rápida, sem patch esta semana por causa de um motivo legítimo. A razão é que as datas importam, então verifique qual é!

Tenha um ótimo descanso do dia e aproveite o sol se puder!

Sippy "Vou sentir falta de Tena e Ivona esta semana toda porque eles estão na Gamescom" J Sipmaster
______________________________________________________________________
Atenção: Várias imagens tiveram da publicação original tiveram que ser removidas pois o reddit tem um limite de 20 imagens por post. Para ver o post completo - em inglês - acesse este link.
submitted by Luizbep to scumbrasil [link] [comments]


2019.07.19 00:36 lfsiv Como torturar números para confirmar uma narrativa. Estudo de caso: "Fora da ‘bolha’, aprovação de Tabata Amaral passa de 30% para 61% após voto pró-reforma" - Política - Estadão

Link para matéria no outline
Trechos da matéria:
É o que mostra um estudo da consultoria Ideia Big Data. De acordo com o levantamento, 30% das pessoas que conheciam Tabata Amaral em junho aprovavam sua atuação em Brasília. Este porcentual passou para 61% em julho. A pesquisa neste mês foi feita entre os dias 14 e 17 - após, portanto, a votação em 1º turno da reforma na Câmara.
O levantamento também mostrou que a porcentagem de pessoas que dizem ser "nem favoráveis, nem desfavoráveis" ao mandato de Tabata diminuiu de 55% para 19%. Avaliações desfavoráveis passaram de 15% para 20%. A porcentagem de pessoas que desconhecem a deputada passou de 97% para 81%. Os que dizem "conhecer bem" a parlamentar eram 1% e agora são 6%. Já quem afirma que "conhece de ouvir falar" são 13% - eram 2% em junho.
O levantamento do Ideia Big Data, como mostrou antes o blog do Lauro Jardim no jornal O Globo, ouviu 2.010 entrevistados tanto em junho quanto em julho, nas cinco regiões do País e a margem de erro apontada é de 2,15%.

Comentários:
(1) Pessoas que desconhecem ou apenas ouviram falar dela são 81 + 13 = 94%. Conhecem bem = 6%
(2a) Dos 6% de pessoas que conhecem bem, 61% dizem que aprovam o trabalho. Ou seja, 3,66% do total aprovam o trabalho dela. Margem de erro é 2,15%. Entre 5,81 e 1,51% .
(2b) Ou 13 + 6 =19% das pessoas a conhecem de alguma forma e 61% dizem que aprovam o trabalho. 11,59% de aprovação com margem de erro 2,15%. Aprovação entre 13,74 e 9,44%.
(3) Foram feitas duas pesquisa de ambito nacional para saber o que achavam da Tabata Amaral. Por que? Foram analisados outros deputados federais (seria uma pesquisa ampla e cara)? Senão, pq só ela? Quanto custou essa pesquisa? Quem pagou? Qual tipo de pesquisa (internet, telefonema, na rua,...)? Qual metodologia (correlacionaram com dados do censo do IBGE... ou fizeram uma conta de padaria)?
*Tentei achar algo sobre essa pesquisa e não consegui. Não é uma pesquisa registrada no TSE pq não está associada a eleição. A consultoria tem site, mas não achei muita coisa lá sobre isso. Achei entretanto isso aqui. Pesquisa por telefone, sem explicitar metodologia. No site BR18 não há referencia a Tabata Amaral antes de 11/7, portanto não foram apresentadas as pesquisas de Junho.

Conclusão:
Escolheram dois números para colocar no título da matéria de forma que transpareça a ideia de que votar a favor da reforma tenha sido algo bom para ela. Aprovação foi de 30% para 61%. Na realidade ninguem conheçe ela (inclusive acho surpreendente os 6%). Aprovação no melhor caso (2b) é insignificante. No pior caso (2a) é ridicula.

É bastante improvável que essa pesquisa tenha sido realizada com metodologia adequada para que o resultado tenha algum significado além do anedótico. Teria sido gasto muito dinheiro pra fazer direito. Quem pagou por isso? Pq foi feita? Não faz sentido uma pesquisa para obter a aprovação de uma deputada qualquer, sem motivo aparente. O motivo só existiu após ela ter votado a favor da reforma (e contra o partido). Então pq fizeram a primeira pesquisa? As pessoas que encomendaram as duas pesquisa sabiam como ela ia votar? Estranho.

Existe a possíbilidade até de que não tenha havido pesquisa nenhuma e essa seja apenas uma estratégia de reforçar a narrativa de que votar a favor da reforma é popular. O fato de existir uma parceria da consultoria com o Estadão, reforça essa ideia (pelo viés editorial do jornal). Mas eu não acredito nisso... Afinal, vocês realmente acham que alguem faria isso? Ir na internet e contar mentiras?
submitted by lfsiv to brasil [link] [comments]


2019.07.09 07:35 altovaliriano Game of Thrones, conheça Tony Robbins

Link: https://bit.ly/2XCtiqe
Autora: @sadydoyle (Fundadora do blog Tiger Beatdown, autora de “Trainwreck" e “Dead Blondes & Bad Mothers")
Eu tenho que admitir: a enorme popularidade de Game of Thrones me pegou de surpresa. Quando li pela primeira vez a série Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin, eu sinceramente não conseguia entender como ela conseguiu legiões de fãs. Como muitos escritores de “fantasia sombria” dos anos 80 e 90, Martin procurou preencher o gênero literário com uma dose de “realismo” - principalmente enfiando mais sangue, sexo e anti-heróis. E como escritor, Martin não é grande coisa: seu estilo blood-and-thunder \literatura popular fantástica]) e empolado semi-medievalismo são geralmente mais risíveis do que arrepiantes.
Isso não é apenas meu esnobismo de gênero literário falando. Se você quer ler um enorme épico de fantasia que envolva sexo esquisito e torturas horríveis, escritores como Clive Barker e China Miéville forneceram exemplos com mais estilo e imaginação. Ainda assim, especialmente desde o advento da blockbuster série de TV Game of Thrones (que voltou ao ar na HBO esta semana), é o trabalho de Martin que captou o zeitgeist. E depois de assistir a abertura da quinta temporada, acho que finalmente entendo o porquê.
"Acredito que os homens de talento têm um papel a desempenhar", explica o eunuco Lord Varys na noite de domingo. “Qualquer tolo com um pouco de sorte pode nascer em meio ao poder. Mas conquistá-lo por si mesmo? Isso requer esforço."
A linguagem aqui é mais ou menos indistinguível de um congresso de Tony Robbins. E isso não é acidental. Todos os personagens de Game of Thrones vivem em um ambiente de competição brutal, amoral e incessante, onde qualquer um pode e trairá qualquer outra pessoa, onde valores e ideais são inúteis porque impedem a pessoa de cultivar uma ambição propriamente sociopata, e onde a atenção e a simpatia do público é encorajada a ficar com os sociopatas mais eficazes, que andam em trajes bacanas, planejando obter mais poder e/ou reclamando que eles não têm o suficiente, enquanto massas vastas e anônimas sofrem e passam fome em um anonimato imundo e acessório.
Fantasia? Diabos: este é o Estados Unidos corporativo usando braguilhas.
Não surpreende que Westeros tenha mais em comum com a realidade capitalista atual do que com os reinos medievais ou renascentistas que Martin alega usar como referência: a fantasia, em última instância, atrai o leitor por causa de suas semelhanças com nosso mundo, não por suas diferenças. O capitalismo global é o problema que define o tempo de Martin, assim como a Primeira Guerra Mundial foi a crise definidora de J. R. R. Tolkien.
(Aliás, o status de Martin como um escritor comercial íntegro provavelmente o ajude a assumir a persona de impiedoso. Se ele só tivesse a intenção de contar uma história em vez de fazer fortuna, a série teria terminado há, no mínimo, quatro livros atrás.)
O que é mais surpreendente é quão facilmente os públicos aceitam a tese (ou desculpa) de Martin de que toda a crueldade e egoísmo em Westeros são apenas um reflexo da “verdadeira” natureza da humanidade e quão sem crítica projetamos nossas próprias ambições em seus personagens.
Considere o mais recente merchandise dos fãs de Westeros. Esta semana, a editora de auto-ajuda Infinite Ideas vai lançar "Game of Thrones nos negócios: Estratégia, Moralidade e Lições de Liderança do programa de televisão mais falado do mundo" \Game of Thrones on Business]). Recheado de lições atemporais como "Network, Network, Network: dicas sobre como trabalhar suas conexões por Petyr Baelish e Lorde Varys" e "Lidere para Vencer: Tywin Lannister mostra que torpeza compensa", este pequeno manual contém tudo que você precisa saber para tocar seu negócio como um sociopata assassino. Ei, "se a misericórdia e a paz não funcionarem para você, por que não apostar no outro extremo?"
E depois há o fluxo constante de artigos de revistas de negócios prontos para ajudá-lo a cavoucar os Sete Reinos para obter dicas sobre como se manter firme no trabalho. Com títulos como " 8 Lições Empresariais em Game of Thrones " e "Cada Casa em 'Game of Thrones' Imaginada como uma Corporação Global", esses artigos são clickbait, tudo bem, mas eles também são um lembrete de que a competição implacável, manipulação brutal das vulnerabilidades de outras pessoas e a crença de que há apenas um lugar para estar - o topo - são os valores tanto da realidade capitalista quanto da fantasia de Martin.
Martin sustentou que seu mundo de fantasia é apenas um reflexo das realidades históricas e, como tal, ele não pode ser acusado de sensacionalismo. Quando Dave Itzkoff, do New York Times, perguntou a Martin por que ele apresentava violência sexual em uma frequência entorpecedora, Martin respondeu: “O estupro e a violência sexual têm sido parte de toda guerra já travada, desde os antigos sumérios até nossos dias atuais. . . . Omiti-los de uma narrativa centrada na guerra e no poder teria sido fundamentalmente falso e desonesto". (Dado o ódio de Martin por elementos “falsos” da trama, imagino que mortíferos zumbis de gelo e bruxas sensuais tenham sido parte de toda guerra já travada também. E você se perguntava por que demoramos tanto para sair do Vietnã!)
Mas o que Martin criou é um mundo no qual a brutalidade não é apenas generalizada, mas também justificável. E David Benioff, co-criador e showrunner da série de TV, mais do que seguiu com o modelo.
De acordo com a lógica de Westeros, todo mundo é um monstro e provavelmente um monstro pior do que você imagina; portanto, cometer alguns atos monstruosos aqui e ali é algo que você “tem” que fazer, para seguir e sobreviver. O que são algumas mentiras, algumas traições, algumas crueldades, quando há um cara lá fora que mantém uma granja de sexo com suas próprias filhas?
Game of Thrones, ao que parece, reproduziu magistralmente o estiloso truque central do capitalismo - que é nos convencer de que não há alternativa melhor. Você tem que brigar até chegar ao topo, por qualquer meio necessário, porque o cara ao lado está fazendo o mesmo. Se você não acabar acima dele, você necessariamente acabará abaixo dele, e só Deus sabe o que ele fará com você quando ele vencer.
Eu passei a respeitar o poder da saga de Martin - ainda que minhas opiniões sobre seu valor artístico tenham permanecido negativas (um exemplo: “The cravenly ones will sit behind their walls waiting to see how the wind rises and who is likely to triumph” - e isso é um diálogo) - simplesmente porque conheço muitas pessoas que se conectam com ela. Em particular, conheço muitas mulheres inteligentes que se identificam com as personagens femininas do série, que vêem a revolucionária e cheia de dragões Daenerys Targaryen ou a vingativa e andrógina Arya Stark como seus avatares na tentativas de obter sucesso num reino de Zuckerbergs e Spiegels.
Mas os requisitos de tal sucesso, dificilmente, são ideais: a brutalidade deve ser internalizada, e o jogo deve ser jogado como ele é.
Em seu cerne, Game of Thrones é menos uma explicação da mentalidade capitalista do que uma justificativa para ela. A afronta de George R. R. Martin não é ao bom gosto, nem mesmo à gramática ("The cravenly ones"? Ele quis dizer "cowardly"? Veja bem, a forma adjetiva de "craven" é craven. Ele está tentando soar mais medieval?). Não, a verdadeira afronta é à imaginação - um estranho déficit, se você pensar bem, para um escritor de fantasia.
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2019.06.29 04:17 Azaronius Vegana que eu gosto (2)

Dentre os primatas, somos a espécie com o maior cérebro, com o maior volume craniano, em relação à massa corporal. Um gorila macho adulto pode atingir uma massa corporal equivalente a quase três machos humanos de compleição mediana, de uns 70 kg; seu cérebro, no entanto, é quase três vezes menor que o nosso - 1.200 centímetros cúbicos nossos contra os 470 do gorila.
O que teria nos dotado de um cérebro de porte único e muito superior aos de nossos primos mais próximos, os primatas? O que teria nos tornado em verdadeiros Kids Bengala encefálicos?
Estudos recentes - ao fim da postagem colocarei o link para eles - apontam para um caminho inequívoco : o que possibilitou o desenvolvimento de nossos cérebros ao nível em que hoje se encontram foi uma combinação entre a criação de técnicas de processamento dos alimentos (corte e cozimento) e a introdução de alimentos mais proteicos e calóricos em nossa dieta, no caso, a carne.
O gorila e outros de nossos aparentados têm dieta essencialmente herbívora, alimentam-se de folhas - cruas, aos montes, em grandes pedaços e quantidades. Não é a maneira mais eficiente do mundo de se obter energia e matéria-prima para o organismo.
Um gorila chega a passar de oito a dez horas do dia a mastigar e a engolir grandes folhas; depois, já com bucho cheio, mais três, quatro horas para digerir e processar tudo aquilo - a celulose é uma substância rígida, de difícil mastigação, digestão e absorção pelo organismo. Todas as custosas e poucas proteínas e energia assim obtidas são direcionadas para o básico da sobrevivência do gorila, sua atividade muscular, construção e funcionamento. Não sobram energia nem matéria o suficiente para um incremento do cérebro do bicho. E ainda que sobrassem, ao gorila não sobraria tempo para explorar um cérebro maior, para exercitar a máquina.
Com o desenvolvimento das ferramentas de corte, o ser humano passou a dividir o alimento em menores porções, o que facilitou a mastigação, diminuindo o tempo despendido nesta atividade; com o cozimento dos alimentos, eles passam por várias transformações químicas, que os deixam não só mais tenros, mas também mais acessíveis ao nosso equipamento enzimático, eles se tornam mais fáceis de serem digeridos, absorvidos por nossas células e, enfim, convertidos em energia, diminuindo, além do tempo da mastigação, também o de processamento; finalmente, com a introdução da carne à sua dieta, o ser humano juntou, aos menores tempos de mastigação, digestão etc, um alimento com teores proteico e calórico muito superiores aos dos vegetais.
Somados os três eventos, temos : um tempo absurdamente menor gasto com mastigação, digestão e absorção e uma quantidade de proteínas e de energia dantes inimagináveis.
Com mais proteínas, nosso cérebro pode melhor se construir, ganhar estrutura, massa, volume - sim, ou você acha que o nosso cérebro é feito do quê, caro vegetariano/vegano, de brócolis? Com mais energia, a nova máquina pode ser posta a funcionar a todo o vapor - nosso cérebro é um sumidouro de energia, chega a tomar para si, quando estamos em repouso, 20% de toda a produção do organismo. Com o tempo que nos sobrou, pois não precisávamos mais ficar a ruminar toneladas de folhas, nos pusemos a brincar com ele, a criar novas ferramentas e a desenvolver mais intrincadas relações sociais - o segredo da hegemonia humana no planeta não vem de nossa pouca força física, vem da habilidade de nos organizarmos em grandes bandos.
As relações sociais exigem o exaustivo e coordenado trabalho de milhões de neurônios. Têm ideia da complexidade cerebral exigida para vivermos em sociedade? Da beleza da imensa quantidade de conexões sinápticas necessárias para contarmos uma simples e inofensiva mentirinha social e cotidiana a bem da política da boa vizinhança? Que outro animal elabora mentiras? A mentira é a base da sociedade humana. Não nos suportaríamos sem ela, desfaríamos o bando, e, sozinhos, fisicamente ridículos que somos, seríamos trucidados por outros animais.
Se você, vegetariano/vegano, tem hoje uma caralhada de amigos em suas redes sociais, agradeça ao seu cérebro hábil que lhe permite coordenar estas relações, seu cérebro construído à base de carne.
Não tivéssemos desenvolvido técnicas de processamento de alimentos nem adicionado a carne à nossa dieta, possivelmente ainda teríamos o cérebro muito similar em tamanho ao dos outros primatas, ou, ao menos, de nossos ancestrais já humanos, o Australopitecus, o Homo erectus etc, e viveríamos ainda de forma muito parecida à deles. Provavelmente, nem a escrita teríamos desenvolvido.
E talvez fôssemos mais felizes assim, mas esta não é a questão. A questão nunca é a felicidade - também um conceito meramente humano, criado pelo nosso cérebro bem dotado. A questão aqui é que toda a civilização, toda a história da humanidade, todos os seus avanços (e retrocessos), todas as suas conquistas científicas e tecnológicas que moldaram nossa maneira de hoje viver (que remodelaram o planeta), que nos garantem um maior conforto, uma maior expectativa de vida e, sobretudo, uma esmagadora supremacia sobre toda e qualquer outra forma de vida conhecida, só foram possíveis graças ao turbinamento, à otimização de nossos cérebros. E esta otimização só foi possível a partir da introdução da carne na dieta humana.
Temos dentes próprios para cortar e perfurar a carne, os incisivos e os caninos. Temos sucos digestórios repletos de enzimas para digerir a carne, a pepsina e outras proteases. Até o tamanho de nosso intestino é adequado ao correto tempo de trânsito da carne dentro de nós.
Se toda a humanidade, a partir de hoje, adotasse o vegetarianismo/veganismo, em alguns milhares de anos, perderíamos muito de nosso volume cerebral enquanto espécie. Em poucos milhares de anos, nossos cérebros seriam devolvidos ao nível - se com muita sorte - de um Homo habilis. Em poucos milhares de anos, estaríamos de volta ao registro pictórico nas paredes das cavernas. Em poucos milhares de anos, estaríamos de volta aos sons guturais : Ah! Ah! Uh! Uh!
Encerro, ou quase, a postagem com as falas de um pesquisador e de um poeta, atividades humanas só possíveis devido aos nossos diferenciados cérebros carnívoros.
Primeiro, o pesquisador, Manuel Domínguez-Rodrigo, da Universidade de Madrid : “Eu sei que isso soará horrível para os vegetarianos, mas a carne nos tornou humanos”;
Por fim, o poeta, o poetinha Vinicius de Moraes :
"Não comerei da alface a verde pétala Nem da cenoura as hóstias desbotadas Deixarei as pastagens às manadas E a quem mais aprouver fazer dieta.
Cajus hei de chupar, mangas-espadas Talvez pouco elegantes para um poeta Mas pêras e maçãs, deixo-as ao esteta Que acredita no cromo das saladas.
Não nasci ruminante como os bois Nem como os coelhos, roedor; nasci Omnívoro; dêem-me feijão com arroz
E um bife, e um queijo forte, e parati E eu morrerei, feliz, do coração De ter vivido sem comer em vão."
Abaixo, da esquerda para a direita, um cérebro humano e um cérebro vegetariano/vegano
📷
link prometido no início da postagem, para maiores referências :
https://www.beefpoint.com.bconsumo-de-carne-levou-ao-desenvolvimento-do-cerebro-humano-mostram-pesquisas/
cenas dos próximos capítulos : não é somente nosso cérebro, nossa massa encefálica, que é o maior entre os primatas; os nossos paus, os nossos caralhos, também são, proporcionalmente, os maiores entre a macacada. O gorila é todo fortão, todo saradão, mas tem uma pingolinha de anjo barroco, parece um desses caras de academia. O motivo de nossas rolas serem as mais avantajadas entres os primatas? Também o consumo de carne, porém, um tipo muito específico de carne. Mas isto será assunto de uma próxima postagem, a Vegana Que Eu Gosto (3), que encerrará esta ignominiosa trilogia.
submitted by Azaronius to u/Azaronius [link] [comments]


2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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2019.03.17 23:30 desabafo123 Como a dependência emocional afetou meu relacionamento

A ideia do meu post é compartilhar como meu relacionamento se desenvolveu e algumas situações que marcaram ele. Não é a intenção necessariamente obter aconselhamento de “o que devo fazer? ”, apesar de que estes serão bem-vindos assim como relato de vocês sobre situações semelhantes. O post é longo pois descreve alguns aspectos que considero importante na compreensão de como a dependência e carência emocional, neste caso unilateral, podem dominar uma relação. A conta é throwaway.
Tenho 27 anos e quase que “sempre namorei”, é assim que os que me conhecem me descrevem. Desde os 18 anos tive 4 namoradas que duraram de 1 a 3 anos. A cerca de 3 anos atrás tive meu maior período solteiro, 1 ano e alguns meses e fui genuinamente feliz nesta fase ainda que no fundo estava afim de encontrar aquela pessoa.
Eu tinha então 25 anos e em uma das muitas noites saindo com os amigos conheci ela, com então 18 anos. Percebi que era alguém que tinha vontade de sair mais vezes, e assim fizemos. Um encontro, depois outro, um final de semana juntos, conheceu meus amigos, inclui ela no meu grupo de amigos, conheceu minha família. Avançando alguns meses e descrevendo nosso namoro em velocidade cruzeiro: Nos víamos quarta à noite e no final de semana (de sexta à noite até domingo à noite), quando ela dormia em casa e passávamos 48h juntos.
O tempo que passávamos juntos presencialmente era praticamente perfeito, fazíamos muitas atividades juntos. Eu sempre procurava algo diferente para fazer, fosse algum passeio, alguma atividade, algum barzinho ou balada nova (adorávamos sair beber juntos, curtir, dançar, se pegar, voltar pra casa meio bêbado e continuar se pegando até dormir), e bastante viagens para o interior ou litoral, sempre ficando em algum hotel ou pousada aproveitando o dia e terminando com jantar romântico, fizemos cerca de 10 destas. Sexo muito bom e fazíamos muito.
Uma dinâmica diferente, porém, acontecia quando estávamos separados, cada um em sua casa. Ela se tornava emotiva, carente e por vezes isso parecia deixa-la ansiosa e ter atitudes grosseiras. Procurava razão nos detalhes para justificar que eu “não amava ela”, “não a tratava como prioridade” e era uma pessoa fria. Essa situação se agravou conforme passava os meses de relacionamento.
As razões que justificavam eu “não amar ela” eram por exemplo: demorar para ver e responder mensagem de whatsapp, esquecer de dar bom dia ou boa noite (o que acontecia se eu tinha uma manhã corrida ou dormia sem querer por estar cansado), eu não aceitar ter que reportar para ela diariamente com quais pessoas da empresa fui almoçar ou precisamente que horas havia saído do trabalho (dizia para ela que estava sendo controladora e possessiva, ela que o mínimo que espera de um namorado é que ele de satisfação).
Era comum, cerca de quase toda semana ela vir discutir por alguma situação desse tipo, dizer que passou o dia chorando, pensava em mim o dia todo e que eu estava nem aí. “Sinto como se eu não tivesse um namorado” ela dizia. Eu realmente havia estado nem aí só porque ela mandou uma mensagem bastante grosseira porque eu dei “bom dia” as 10:30 ao invés de as 9h. Eu pensava que era só um enorme drama por nada e não deixava isso abalar meu dia de trabalho, ela, no entanto passava o dia chorando e me ligava a noite dizendo como que eu poderia amá-la e simplesmente não se importar em quão mal ela estava.
Nossa rotina talvez venha a ser bastante relevante neste contexto. Eu trabalho de 10h a 12h por dia, meu trabalho é dinâmico e inclui reuniões diárias, internas e externas, relacionamento profissional com diversas pessoas e empresas. Moro sozinho fazem 2 anos e sou totalmente independente financeiramente sendo responsável pelo controle de gastos, alocação de investimentos e aperfeiçoamento profissional de forma a vir ganhar mais no futuro. Tenho um grupo de amigos próximos que nos encontramos toda semana. Por não morar mais com meus pais, costumo visita-los uma noite por semana. Também gosto de ter um pouco de tempo sozinho, fazendo outras atividades não produtivas. Ainda assim, se eu observar a semana como um bloco de várias horas, eliminar as horas que estou dormindo e no trabalho, eu passava 75% do tempo com ela, ajeitando nos 25% restantes todas estas outras atividades.
Ela faz faculdade de manhã e vai na academia a tarde, apenas isso. Sobre a faculdade vale ressaltar que quando a conheci no final de 2017 ela fazia um curso, em 2018 resolveu mudar para outro e em 2019 decidiu que faria outro, em uma área e faculdade diferente desta vez. No período de férias ela só vai na academia.
Ela não tinha amigos. Zero. Quando a conheci ela estava junto com uma amiga e pareciam bastante próximas. Em cerca de um mês ela se afastou desta amiga e desde então nunca ouvi dizer algo como “vou visitar fulana”, “fulana me convidou para jantar”, “vou no aniversário de fulano” etc. Não sei o nome de nenhum amigo dela porque nunca ouvi falar da existência de algum.
Até mesmo da família dela se afastou, eles eram uma equipe de esporte juntos e participavam de alguns campeonatos. Logo que nos conhecemos ela abiu mão de ir na próxima etapa e tiveram que a substituí-la. Ela inclusive não me dizia sobre alguns eventos que a família dela nos convidava, algum tempo depois eles começaram a me chamar diretamente e justificativa dela para não querer ir era que “o final de semana era nosso tempo de ficar juntos”.
Diante destas situações e mesmo envolvido no relacionamento percebia que algumas coisas não estavam certas. Minha atitude era motivá-la a sair, conhecer novas pessoas, buscar novos hobbies, buscar desenvolvimento acadêmico/profissional para no futuro ter um estágio legal, etc. Esta minha postura foi inclusive mal percebida. Segundo ela, enquanto ela estava lutando pelo casal, para ficar mais juntos, eu estava lutando para que ela achasse distrações e nos afastasse, e ainda, que a ausência de ciúmes da minha parte fazia parecer que eu não a amava.
A essa altura é possível se perguntar porque eu aguentava isso. O que acontecia é que eu dava pouca importância as crises e carências exageradas, me distraindo com as outras responsabilidades da vida. Ao mesmo tempo eu dava bastante importância ao tempo que passávamos juntos no final de semana, que era de bastante proximidade e atividades legais. Achava também que eu mantendo essa postura de não entregar atenção quando vinha com crises e grosserias, e incentivá-la para assumir novas responsabilidades na vida a situação tenderia a melhorar. Mas aconteceu justamente o contrário, e com o avançar da relação ela buscava justificativas ainda mais estranhas para dizer que eu “não amava ela”.
1 ano e meio de relação e ela pede para conversar, vem até minha casa e diz que quer terminar. As justificativas como pode imaginar são “eu nunca senti que você me ama”, “me sinto sozinha durante a semana e você parece não se importar”, “nunca ganhei flores ou presentes fora de época”, “você não posta fotos nossas ou declarações de amor públicas” e por fim “não posso mais perder tempo com alguém que não me ama, preciso estar com alguém que me ama de verdade”.
2 semanas depois estava postando fotos com outro cara. Declarações de “como sou feliz de conhecer alguém que me ame de verdade” e postando um buque de flores que havia ganhado dele.
Procurou inclusive uma amiga minha que eu apresentei a ela para dizer como estava feliz no novo namoro, como ele era perfeito e dava toda a atenção que eu não dava. Que ele assume ela (assumir no contexto dela é postar coisas em rede social). Que não sabia como aguentou tanto tempo se dedicando para uma pessoa que não a tratava como prioridade. Que o fato de eu não correr atrás dela após o término simbolizada a minha ausência de sentimento.
Já passou uns meses e estou bem resolvido com essa situação, sigo a vida normalmente. No entanto passei um bom tempo intrigado com o que aconteceu, pesquisando e refletindo. Hoje levo comigo a conclusão que o que ela experimentou não foi amor de verdade, certamente não um amor maduro e que direciona ambos para o crescimento pessoal e conjunto. Eu apenas supria a dependência e carência emocional dela.
Com o tempo ela precisou de doses ainda maiores de atenção para se sentir satisfeita e preencher o vazio que ela mesma criou, e na iminência de prejudicar outros aspectos da minha vida eu restringia a apenas o que eu citei, trocas de mensagens diárias e finais de semana incríveis, respeitando minha individualidade nos momentos que eu precisava. Bastou então surgir outra pessoa despejando atenção para fazer mais sentido sob o ponto de vista dela transferir o foco de atenção e carência para alguém que “a ama de verdade”.
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2018.11.18 19:27 johntelles Os médicos pedem mais Estado

O Brasil é um país desigual. Ao mesmo tempo em que temos megalópoles punjantes e modernas como São Paulo, temos cidades paradas no tempo e sem acesso às mais primárias das necessidades, como eletricidade e saneamento básico. A medicina brasileira, assim como o próprio Brasil, também é desigual. O SUS, tido como modelo por muitos países do mundo, é avançado em muitos aspectos mas não consegue penetrar de forma adequada em diversos rincões do país. Ao mesmo tempo em que já vi um sapateiro do interior do RS ter acesso pelo SUS ao mesmo tratamento oncológico que Jimmy Carter (Keytruda - medicação de última geração e super cara), já vi moradores da periferia e do interior não terem acesso ao sistema por falta de médicos e de implementos básicos.
Como resolver a questão de acesso ao SUS?
SOLUÇÕES DE CURTO PRAZO.
Programa mais médicos: Algo, ao meu ver, vital neste momento. É uma medida temporária, tapa-buraco mesmo, que é impossível de ser mantida a longo prazo, mas que deveria ser mantida até que tivéssemos outras alternativas à mão. É verdade que os profissionais médicos do programa (principalmente os formados fora do pais) têm as suas limitações, mas no momento de crise é preciso de assistência médica. Frente a isso, a exigência do Revalida deveria ser abonada a aqueles que fazem parte do programa até que pudéssemos substituir eles por médicos formados no Brasil.
Exigência de que médicos recém-formados fossem obrigados a trabalhar por alguns anos na atenção básica: Não me oporia a isso, mesmo sendo diretamente afetado por esta medida. A exigência de 1 ou 2 anos de trabalho com atendimento primário poderia ser até mesmo benéfica para a medicina brasileira. Seis anos é um tempo de formação médica muito curto. Os países europeus e os EUA/Canadá - tidos como as potências da medicina mundial - exigem tempo mínimo de formação muito maior até que o médico obtenha autonomia completa. A meu ver, poderíamos manter os 6 anos de graduação porém exigir que os médicos recém-formados trabalhassem 1 ou 2 anos na atenção primária antes de poder praticar livremente, algo como os "junior doctors" ingleses. Outra opção para melhorar a formação dos médicos seria tornar obrigatória a residência médica antes de obter liberdade de praticar a medicina de forma independente (como já ocorre nos EUA).
Único problema do item acima é o serviço militar. Todo médico homem é obrigado a servir no exército como médico (mesmo quem já foi dispensado antes). Não me incomodaria de ir para algum rincão do Brasil atuar na saúde básica, mas não gostaria de depois ser obrigado a cumprir mais um ano como médico do exército.
Flexibilização dos contratos médicos: existem muitos médicos que gostariam de trabalhar 20h no posto de saúde da cidade mas não podem porque a cidade só oferece contratos de 40h. Os contratos de 40h existem praticamente que o médico só trabalhe com aquilo, e muitos médicos não querem largar os seus pacientes particulares. Muita cidade do interior tem um monte de médicos particulares e a ESF vazia por causa disso. A prefeitura poderia simplesmente criar o concurso para 2 vagas de médico 20h - um para atender de manhã e outro de tarde. Por que não fazem isso? Sei lá, mas concursos de 20h para médicos são raros.
SOLUÇÕES DE LONGO PRAZO A "carreira médica de Estado": algo pedido pelos médicos brasileiros há muito tempo. Seria uma carreira parecida com a dos funcionarios do exército brasileiro, banco do Brasil e judiciário. Algo do tipo: faz concurso para médico do Estado, é aprovado e enviado para algum lugar carente do Brasil (onde ninguém quer ir). Ao longo do tempo, o médico seria promovido e realocado a lugares mais atraentes.
Melhoria da infraestrutura brasileira: também é algo vital. Não estamos no século XIX. Não dá pra resolver tudo com um médico e um estetoscópio. Entendo que isso vai demorar uns 50 anos para melhorar, então não cabe nesta conversa por enquanto.
*Agora, gostaria de explicar alguns dos fatores que levam os médicos a evitar trabalhar no interior: *
Primeiro mito: Médicos ganham valores estratosféricos.
Não me levem a mal, médicos ganham bem, a média de rendimentos pelo que vejo das pessoas que conheço gira entre 10.000 e 13.000 reais para 40 horas.
Entretanto, uma coisa que vêm deixando os médicos (principalmente os jovens) extremamente putos é que eles tem um tempo de formação super longo para no fim das contas ganhar tanto quanto um oficial de justiça, um técnico jurídico do TJ/TRF, ou um aspone qualquer. A carreira de um médico é basicamente essa: - passar em um vestibular super concorrido (muitas vezes aguardam anos para entrar na faculdade) - depois fazer 6 anos de faculdade integral (sendo que 2 desses 6 anos são de estágio prático não remunerado) - depois fazer de 2 a 5 anos de residência médica para se especializar (trabalhando no atendimento à população SUS 60 horas por semana nominalmente, mas na verdade mais pra 80+ horas) ganhando 3000 reais por mês - os homens ainda são obrigados a passar 1 ano como médicos do exército no fim do mundo
Um cardiologista homem precisa de no mínimo 10 anos de formação e mais 1 ano de exército antes de poder COMEÇAR a trabalhar como cardiologista, ganhando tanto quanto um polical rodoviário.
Segundo mito: "Prefeitura do interior anuncia salário de 20.000 para médicos e nenhum candidato se inscreve."
Esses valores estratosféricos - do tipo 20.000 para cima - que vocês vêem no jornal/internet são totalmente irreais e é uma minoria pequena dos médicos que ganham (ainda mais no interior do Brasil). É prática super comum prefeituras do interiorzão do Brasil anunciarem salários enormes e não pagar eles depois. Aliás, uma coisa que não falta em contratos médicos de prefeituras do interior é mutreta. Uma das razões de médicos não irem para o interior é por medo destas más práticas e da falta de estabilidade do trabalho. Se uma prefeitura anuncia uma vaga de 20.000 reais e não tem candidatos, com certeza tem mutreta no meio.
(Prefeitura não paga e médicos abandonam postos de serviço em Tamandaré)[https://paranaportal.uol.com.bopiniao/sintonia-fina/prefeitura-nao-paga-e-medicos-abandonam-postos-de-servico-em-tamandare/]
(Prefeitura demite 20 médicos por telefone, e UPA de Neves fica sem atendimentos de urgência e emergência)[https://bhaz.com.b2018/10/01/medicos-demitidos-upa-neves/]
(Prefeitura não paga médicos há 3 meses e sofre judicialização)[http://blogcarlossantos.com.bprefeitura-nao-paga-medicos-ha-3-meses-e-sofre-judicializacao/]
Aliás, algo comum com o início do programa Mais Médicos foram prefeituras que demitiram os médicos que já atuavam e substituíram por médicos do MM (verba federal).
(Prefeituras substituem médicos por profissionais do programa do governo)[https://m.oglobo.globo.com/brasil/prefeituras-substituem-medicos-por-profissionais-do-programa-do-governo-9755526?versao=amp].
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