Heterossexualidade

Dúvidas sobre você e a sua heterossexualidade contemporânea.

2020.10.26 04:19 nenhumobrigado Dúvidas sobre você e a sua heterossexualidade contemporânea.

Eu vejo que muitos hábitos e preferências sexuais dos héteros de hoje em dia não podem ser mais considerados naturais, instintivos, primitivos ou biologicamente propositados. Muito da atração que um homem sente por mulheres hoje em dia está mais atrelada à ideia da feminilidade, à figura feminina, do que à mulher em si.

Eu só digo isso porque, bem, vocês nos odeiam, então me seria conveniente que fizessem um exercício de contemplação a respeito da própria hipocrisia. É, pois é, difícil ser submetido a isso vivendo em uma bolha formada por 90% das pessoas do mundo ou do seu país que defendem os mesmos interesses que os seus. Dificilmente você vai ser confrontado a respeito da atração que sente por um pedaço de papel que exibe uma mulher em proporções, textura e cheiro artificiais, às vezes dependendo da iluminação direcionada e efeitos de computador que o fotógrafo usou. Modelos que às vezes formam volume nos seios implantando silicone e despertando a excitação sexual de vocês através desse material, vejam só, artificial. Num mundo em que sentir atração pelo mesmo sexo é anormal, eu me pergunto se ter o desejo voltado para criaturas acopladas com produtos industriais não seria ainda mais bizarro. Mas é o que eu vejo no meio de vocês o tempo todo.

Não, não para por aí. Se se estimular sexualmente a partir de um pedaço de papel já é questionável, imagine fazer isso através de pixels na tela de um computador. Longe de ser uma experiência espontânea. Você dita o ritmo que quer, escolhe pessoas que nem estão presentes ali, pula o trecho do vídeo, põe em câmera lenta, aumenta ou diminui a qualidade conforme a sua internet, ajusta o brilho da sua tela, tudo isso encarado com a maior naturalidade. Então você desperdiça o esperma, às vezes cultivando o fetiche de que o pau do outro cara, na boca dela, é o seu (ou sei lá como vocês lidam com uma presença masculina que não a sua em um vídeo pornô) e você tem em mente salpicar o rosto dela com aquele líquido de aspecto visual, olfativo, gustativo e cuja textura é desagradável, ainda que o propósito natural dele fosse ser depositado na vagina (sem uma fucking camada de látex intermediando o contato). Então, hahaha. É mesmo muito conveniente que seja jorrado ali. Mais pra você do que pra ela. Melhor ainda quando desce pela garganta dela (nossa!), aquele era o destino certinho que ele deveria percorrer. Super proveitoso ter esse fetiche. E você pensa na garganta dela mesmo sem poder vê-la. Será que esses órgãos internos do sistema digestório o atraem também?

Fica mais curioso ainda quando você inclui o hábito humano de remover pelos que cresceram naturalmente em seus corpos, e foram, mais uma vez, propositados pela natureza. Há de se considerar que estamos muito distantes do que uma vez fomos. Qual seria a naturalidade de conviver com homens barbeados e dar preferência a eles? Sabemos que foi passada uma lâmina ali. Há quanto tempo essas existem e desde quando se tornaram eficazes, precisas e foram distribuídas em larga escala? Como explicar um cara que não abre mão de uma mulher que se submete ao desagrado cotidiano de passar lâminas em seus pelos pubianos? Que há de errado com aquela que prefere homens que frequentam o cabelereiro a cada dois meses? E se ela faz questão de que o cara iniba seus odores naturais, passando desodorante sempre que os mesmos começam a transparecer? Parece que ela se apega àquele aromatizante e faz questão de ter ele por perto mesmo ao fazer sexo. Mas nunca paramos para nos questionar sobre isso.

Vai mais longe. Algumas preferem homens tatuados, como se aquelas marcas de tinta escura na pele dele fizessem uma boa representação da figura masculina. Outras, os carecas, mesmo que custe ele passar a máquina na cabeça mensalmente. Há aquelas que juram que o parceiro fica mais atraente de boné (ou de máscara). Para muitas, fez toda a diferença que seu namorado espinhento passasse sabonete anti-acne. Ele pode não ser como era pra ser de verdade, mas os cosméticos prevalecem. Imagine então, como cabelo dela estaria embaraçado, não fosse pelo condicionador que aplica todos os dias? Imagine, então, como ter um cabelo tingido de rosa não tem nada a ver com a espécie humana? Será que custou a aplicação desses produtos para que você notasse ela? Bem, ao menos é fácil presumir que dificilmente seu interesse estaria voltado para homens das cavernas. E você começa a sentir atração por ele mesmo quando ele está completamente vestido.

Então a pessoa é barbeada, cabelo cortado, cheiro artificial, veste tecidos de cores que nem tentam imitar a pela humana, usa aparelho dentário, fez clareamento dental, escova os dentes com produtos químicos várias vezes por dia, e mesmo sob todas essas camadas de superficialidade, continuam se atraindo e se consideram os normais. Até porque toda essa maquiagem faz a maior diferença. Nem vou estender meu tempo discorrendo sobre como alguns contemporâneos desenvolvem afeição por personagens fictícios e "garotas" de anime. Tudo a ver com a intenção da natureza ao moldar o cérebro humano. Mas abro um adendo aqui para a maior esquisitice que eu já vi: se excitar com o intermédio da leitura de contos eróticos. Letras. Na. Tela. De. Um. Computador. Te. Deixam. Duro.

Mas tá tudo bem. Porque vocês são os acertos da natureza. Moralmente superiores. Compatíveis. A manutenção do verdadeiro projeto original de Deus para a humanidade. E se reproduzem, que mérito! (Mesmo que, ao se gabar disso, seja presumível que você não se reproduziria nem se quisesse). E eu os odeio. Mas não me sinto culpado, porque esse ódio não vem de mim. É só um reflexo. Obrigado por não me deixarem em paz quando eu pedi com resignação. Deu muito certo.
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2020.10.08 00:11 Suave-na-nave O Brasil desandou depois dessa edição do BBB. Marcelo Dourado, um mito esquecido. Um dos últimos resquícios de heterossexualidade e de masculinidade que foi transmitido pela Globosta.

O Brasil desandou depois dessa edição do BBB. Marcelo Dourado, um mito esquecido. Um dos últimos resquícios de heterossexualidade e de masculinidade que foi transmitido pela Globosta. submitted by Suave-na-nave to brasilivre [link] [comments]


2020.10.01 13:28 SLAPPVISHKK Qual rouba melhor sua heterossexualidade?

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2020.08.29 06:00 blakesboots Não aguento mais me questionar

No meio dessa quarentena, como se n bastassem todos os problemas, meu cérebro resolveu inventar coisa e me fazer questionar minha sexualidade. Eu me identifiquei como bi quando me descobri, mesmo nunca demonstrando muito interesse em caras conforme ia crescendo. Eu li sobre heterossexualidade compulsória e muito fez sentido pra mim, mas eu não consigo bater o martelo se eu de fato sou lésbica ou se eu só tenho uma preferência. Mesmo eu tentando decidir um ou outro a pergunta n sai da minha cabeça e eu sinto que eu fico super off e distante pq agr todo cara que aparece na minha TL meu cérebro quer quase “me testar” de eu gosto ou não, sendo que normalmente eu nem daria bola. Hoje tava até tudo bem, eu tinha tido minhas idas e vindas de dúvida, mas nem tinha pensado muito sobre. Só q Ai minha namorada foi fazer uma piada zoando que ela ia se descobrir hétero e sei lá parece que voltou toda essa zoada pra minha cabeça e francamente eu to exausta
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2020.08.29 00:32 anon_jvitor Amizade com homem é um saco e com mulher é inviável

Tô aqui quase chegando nos meus 30 anos e começo a perceber algumas coisas sobre amizades. Sempre fui um homem que só tinha amigas. Amizades entre pessoas de sexo oposto heterossexuais sempre têm alguma coisa de sexual. Já recebi elogios de amigas, já elogiei, já tive amigas que me deram indiretas, enfim. Mas apesar disso considero que são amizades verdadeiras. O problema é que com um namoro de longo tempo, parece que a amizade com mulheres se torna um problema. Tenho tido muitas discussões com a minha namorada por questões de ciúmes. Aos poucos, sem querer, estou me afastando das minhas amigas. Algumas amigas minhas também entram em relacionamentos e acabam ficando mais distantes comigo, acho que por medo de gerar ciúmes no parceiro. Fazer amizade com homens é um saco. Não dá para falar de sentimentos com um amigo do mesmo sexo, que eles fazem piada. Os caras vem falar de futebol e de um monte de coisas que não me interessam. Simplesmente não dá para manter um assunto. Fora a merda que é ter que ficar o tempo todo reforçando a minha heterossexualidade. Outro dia eu estava com o meu orientador em uma viagem, um cara quase 20 anos anos velho que eu, casado, com filhos. Aí ficamos em um quarto que só tinha uma cama de casal. Eu perguntei inocentemente se nós íamos dormir naquela cama, e ele respondeu: "não!!! dois homens na mesma cama??? Tá doido???". Eu fiquei sem entender a situação. Como assim ele tem medo de virar gay só por dividir a cama comigo? Ele é casado com uma mulher, eu tenho namorada, e ele tem medo de virar gay por dormir na mesma cama??? Me poupe! Enfim, não consigo fazer amizade com homens por causa dessas coisas, acho que o jeito é entender que eu não posso mais ser como o jovem solteiro que vivia cercado de amigas, e que eu também não posso ser amigo dos homens, e que a vida é, de fato, solitária para um homem hétero que a vida toda manteve amizade somente com mulheres.
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2020.06.30 00:08 manyxr pode heterossexualidade no grupo

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2020.04.05 05:17 PunhoSupremoDeAsura Se eu fosse gay acho que poderia ser feliz.

A heterossexualidade se tornou um fardo pra mim recentemente. Bem isso começou com um evento no Twitter chamado PintoAwards onde homens mandavam fotos e vídeos do pênis para mulheres e gays avaliarem e dar notas com base em vários critérios. Eu entrei nessa brincadeira e mandei pra várias pessoas e as avaliações que recebi de mulheres no geral não foram muito boas inclusive teve uma que me deu 1/10. Meu pênis tem 12 cm sei que é uma merda e que receberia notas baixas. O problema foi com a avaliação dos gays. Todas as avaliações que recebi foram super positivas elogiando várias características sem se importarem muito com o tamanho. Teve uns caras que piraram falando que queria dar pra mim me pedindo wpp pra mandar mais vídeos. Mas eu sou hétero não consigo sentir nenhum pingo de atração por homem. E tenho 0 possibilidade de transar com uma mulher. Eu não aguento mais ficar sem sexo. E infelizmente me tornar gay ou ter um pênis adequado ao gosto feminino são duas coisas impossíveis de conseguir.
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2020.01.26 23:11 Todorok520G Orochi loli atingi minha heterossexualidade

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2020.01.05 21:20 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Quinquagésima Oitava Semana

Uma das perguntas mais comuns que fazem quando alguém transiciona socialmente de gênero versa sobre mudanças na sexualidade. Ora, se já estamos rompendo com a cisnormatividade obrigatória, o mínimo que a sociedade espera que façamos é consentir com a heterossexualidade compulsória. Questionaram-me diversas vezes sobre como ficaria o meu relacionamento com a minha esposa agora que eu me assumia como mulher. Talvez, ela tenha sofrido ainda mais com essa indagação do que eu, afinal tinham tantas outras coisas com as quais me interrogar. Contudo, essa contraparte da história é dela para contar. Restringirei-me, pois, a dissertar a seguir sobre como a transição afetou a minha sexualidade.
De certo apenas que desde que me entendo por gente sinto atração apenas por mulheres. Não me lembro de em nenhum momento ao longo de minha vida de sequer achar algum homem bonitinho. Claro que meu cérebro poderia estar confundindo as coisas. Custei muito para perceber que as sensações de gostar de uma garota e querer ser ela poderiam estar emaranhadas. Similarmente, o meu asco por homens poderia ser apenas um reflexo da repulsão que sentia pelo meu corpo. O que a transição com a hormonização correta e a autoaceitação poderiam fazer com essas certezas? Como eu passaria a ver os homens e as mulheres e como seria vista em retorno? Eram questões que me inquietavam. Ainda mais com os diversos relatos sobre mudanças bruscas na sexualidade. Um certo medo do desconhecido se apossou de mim.
A curiosidade, no entanto, deixou esse momento da transição ao menos interessante. Passei a olhar para mulheres e homens com olhos mais introspectivos tentando desemaranhar as sensações. Certas vezes, ficava-me claro: essa é uma garota que eu queria ser, já essa, uma com quem eu adoraria ficar. Com isso, percebi muitas das projeções que fiz inconscientemente sobre a minha esposa. Coisas que sugeri que ela fizesse, simplesmente porque eu gostaria de fazer, mas sentia que me eram proibidas por ser homem. Por algum motivo que ainda desconheço, piercings e tatuagens eram inerentemente femininos na minha cabeça e, por isso, incompatíveis com meu corpo masculino. Não me surpreende, pois, o importante papel que minhas aventuras pelas modificações corporais tiveram no processo de aceitação da minha transgeneridade.
Se por um lado a descoberta e aceitação da minha homossexualidade foi um processo razoavelmente natural, apesar dos receios inerentes em demonstrá-la abertamente, o processo dual foi bem mais complicado. Não posso negar que uma das coisas mais desconfortáveis no começo da minha transição social foi começar a cumprimentar homens com beijinhos. Um certo nojo me acometia toda vez. Isso sem contar, a estranheza quase beirando o constrangimento da situação quando envolvia algum colega que me conhecera pré-transição, em que nenhuma das partes sabia muito bem como proceder. Um misto de transfobia com homofobia enraizada de alguns homens que ainda não conseguiam me enxergavam como mulher. Claro, alguns amigos mais próximos simplesmente viraram instantaneamente a chavinha, mas isso foi muito mais a exceção do que a regra. Em contrapartida, alguns colegas ainda me cumprimentam com um aperto de mão distante, enquanto fazem questão de dar beijinhos em todas as outras mulheres presentes. Invalidação à parte, certas vezes agradeço esse privilégio.
À despeito desses pequenos percalços, uma certeza é que meu nojo por homem apaziguou-se conforme fazia as pazes com minhas características mais masculinas, resultado de uma hormonização errada. A hipótese estava correta. Não tinha asco por homens, apenas me odiava o suficiente para que esse ódio fosse despejado sobre meus pseudossemelhantes. Uma das partes mais engraçadas desse processo de redescoberta foram amigas me mostrando fotos de homens que achavam bonitos para tentar descobrir se me atraía por alguns. Todas falharam miseravelmente. Tesão absolutamente nulo.
Revisitar e, consequentemente, redescobrir minha sexualidade aos 35 anos foi um exercício bem interessante de aprendizado e aceitação. Muitos preconceitos tiveram que ser questionados e desmantelados. Homens não são seres intrinsecamente nojentos. Além do que não há nada que a princípio me proíba de ter um relacionamento com um. Apenas, falta-me tesão. Entendo-me atualmente como exclusivamente homoafetiva e homossexual. Contudo, se aprendi alguma coisa nesse processo é que mudanças são inerentes à natureza humana. Devemos abraçar a nossa fluidez e estarmos abertas a novas experiências.

Que esse novo ano traga mais alegrias que tristezas!
Um beijo e um queijo.
Gabi
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2019.12.12 00:11 Tinyze Não aguento mais esse sentimento ambíguo pelo meu colega de trabalho

Já são uns 10 meses desse sentimento infernal. Uma mistura de inveja, admiração, atração. Quando vejo ele eu o acho tão bonito, tão gostoso, tão perfeito que fico até mal perante a existência dele. Ao mesmo tempo, tento não ficar muito para trás e ficar sempre "um passo a frente" em termos de trabalho e relação com o chefe.
A feminilidade dele, em alguns sentidos, me encanta. Mas a sua heterossexualidade me agride, e me faz sentir ainda mais inferior, eu acho.
Eu adoro quando nossos corpos se tocam. Adoro sentir o cheiro dele. A maciez do cabelo perfeito, quando tenho a oportunidade. Porém essa merda vicia, e além de ser eticamente questionável, é uma coisa que me deixa triste também. Porque isso é o mais perto que vou chegar. No máximo, vou canalizar esse sentimento quando me masturbar. É bem frustrante.
No mais nos damos bem. Nos ajudamos fora e dentro do trabalho. Desabafamos algumas coisas, e tentamos nos aconselhar e trocar sugestões.
Hoje eu senti essa amizade ser bem tencionada, por conta de mais um sonho erótico que tive com ele. Essa relação só me agride, e não tenho maturidade nem inteligencia emocional para controlar minhas emoções aparentemente. Então sei lá, ainda bem que nossas atividades estão dando sinais de que irão se distanciar.
Sinto também que nossa amizade não é mais como era até alguns meses atrás. Não fazemos mais análises sobre o cotidiano e criamos piadas internas. Acho que hoje, vejo com mais clareza a toxicidade de algumas ações dele. Não nos comunicamos tanto fora do trabalho e nem temos tantas coisas para conversar mais como antes também. Ele anda meio puto, e eu meio sem paciência, então acho que isso ajuda a solidificar uma barreira.
Só digo que é uma bosta ser tão fudido das ideias e de autoestima, que qualquer pessoa narcisista te deixa deslumbrado. Eu nunca entendi porque as pessoas complicavam tanto as coisas, mas acho que agora vejo o quanto difícil controlar algumas coisas.
Parece que estou preso no caralho de um livro do Dostoiévski kkkkk merda
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2019.07.27 00:48 Tinyze Quando as insuficiências pessoais se tornam evidentes e impossíveis de serem gerenciadas

Essa deve ser a quarta vez que começo a escrever esse desabafo. Porém, sempre paro na metade ou escrevo tudo o que precisava “vomitar” e apago, tamanha a vergonha de perceber a habilidade que meu subconsciente tem de jogar contra mim mesmo. Porém, tamanha a aflição que isso me causou hoje, resolvi ir até o fim.
Eu sempre fui o tipo de pessoa mais introspectiva, que veste a máscara do “nerd”, com um pouco de dificuldade em termos de socialização, sem amigos (no máximo colegas), e que nunca sentiu a famigerada paixão por outra pessoa.
Comecei a sair dessa zona de conforto há dois anos atrás, principalmente por conta da minha sexualidade, por necessidades sociais, medo de ficar velho e solitário, entre outras carências. Apesar de fazer coisas que nunca imaginei que faria e conhecer pessoas que nunca achei que conheceria, sempre volto para essa redoma de solitude, de uma forma ou de outra. Apesar de serem claras as faltas que essa realidade evidencia na minha vida, parece que essa é minha origem e o único lugar em que me sinto realmente quem sou.
Não foi diferente no meu local de trabalho. Durante o meu estágio, depois de me formar, e agora, após quase dois anos trabalhando nessa empresa, minhas atividades sempre foram bem “solitárias”, focadas em problemas específicos que me proporcionaram oportunidades de crescimento e mudanças... Pelo menos esse era o ambiente, até poucos meses atrás.
Como fui ganhando novas responsabilidades, foi necessário que uma pessoa fosse contratada para me auxiliar. E assim foi feito. Apesar de demorar pegar o jeito, o menino contratado está dando conta do trabalho. E quando não está realizando atividades em outros setores ou me auxiliando, está junto de mim. Desde o dia em que começou a trabalhar, fomos ganhando intimidade, passamos a compartilhar pensamentos e opiniões sobre o mundo e sobre os outros (algo me faz sentir extremamente vulnerável), trocar experiências e conhecimentos.
Sinto uma liberdade para falar sobre quase todo assunto com ele. Falamos de roupa, moda, depilação, trabalho, sonhos, problemas familiares – e dele com a namorada - com muita naturalidade e, eu imagino, de maneira confortável para ambos. Olhamos um ao outro usando o celular e mandando mensagens pelo Whatsapp. Chegou ao ponto de me chamar para dividir um apartamento, mas para manter o distanciamento entre vida particular e trabalho, recusei inventando uma desculpa qualquer.
Se eu tivesse que elencar a coisa que mais me confortável quando perto dele, seria a ausência do arquétipo do menino com a heteronormativiade tóxica (Apenas perto de mim, conforme já reparei). Aliado esse apreço, também sinto uma atração física descomunal por ele. Apesar de ele estar relativamente longe do que as pessoas julgam como o padrão de beleza ideal, eu acho realmente difícil acreditar da capacidade da natureza em gerar um ser completamente simétrico, desenhado pelas mãos de um ser superior ou algo do tipo, como ele é.
Situações em que nossas pernas se encostam, em que os nossos corpos ficam tão próximos que sinto o seu cheiro doce, que nossas mãos se tocam quando ele me leva um copo de café, ou quando ele pede para sentir algo na sua mão se tornaram algo muito bom para mim. E apesar de existir culpa por estar cruzando algum limite ético e profissional, ela não diminui a atração e prazer nesses atos.
Neste ponto já me sinto extremamente envergonhado de mim mesmo, pois apesar de tentar me afastar desse arquétipo, meus relatos e sentimentos aqui expostos não são nada mais nem menos que o típico gay que sente atração por um hétero. Sempre achei isso a coisa mais degradante que podemos fazer, porque em última instancia, estamos desejando alguém que na realidade não entende o que você sente e até te despreza.
Uma situação, porém, mostra como sou um ser faltante em diversos aspectos. Após algumas semanas trabalhando na empresa, ele começou a falar com uma menina, que logo teve que sair pois precisará se mudar de estado. Percebi que ele começou a ficar mais discreto quando mandava mensagem e logo entendi que era para ela, e sempre desconversava. Não tinha o número adicionado e apagava a conversa. Obviamente por conta dos ciúmes por parte da namorada. Hoje, no dia em que ela está se mudando de fato, percebi que ele respondia um “textão” no final da tarde. Isso deixou ele bem pensativo, e me deixou com um sentimento horrível no estômago.
Em uma análise rápida penso que isso não é nada mais do que ciúmes. Inveja de algo que eu nunca vou poder sequer chegar perto. Desejo ou interesse que nunca serei capaz de experimentar.
Penso também que a heterossexualidade dele me agride de alguma forma nesse aspecto. Assim como me senti agredido pela sua beleza quando o vi, o fato de fazer algo digno de louros – pegar a menina que todos acham linda – e estabelecer sua imagem de poder e masculinidade me diminui no meu local de trabalho.
Ou também me sinto mal por ele não compartilhar isso comigo. Talvez até ofendido, por ele menosprezar o respeito e cumplicidade estabelecidos. Ou mesmo mal pela namorada dele, a qual tive a oportunidade de conhecer e conversar.
De qualquer forma, sendo só a alternativa mais simples, ou todas, ou nenhuma delas, essa situação evidencia o ser faltante que sou. A necessidade em possuir um vínculo de amizade sincero e natural, o complexo de inferioridade, o desejo sexual reprimido, a necessidade instintiva de romantizar tudo... Enfim.
Talvez deva perguntar naturalmente sobre esse fato para ele, com um amigo faria. Talvez deva criar um distanciamento e “enxotar” do meu ambiente cada vez mais. Talvez deva guardar esse fato e jogar na cara para forçar um distanciamento. Talvez não deva fazer nada e continuar sentindo esse incômodo e agonia.
Essa situação é extremamente desconfortável e paralisante, pois além de estar sofrendo por algo que só existe na minha cabeça, coloco minha única chance na vida, meu desempenho e a minha carreira, muito próximos de irem para o ralo, por conta de "necessidades" que sempre estiveram fora do ambiente de trabalho. Se eu der mais “pinta” do que já dou, a equipe homofobica não irá hesitar em destruir minhas chances na empresa.
A vida era mais simples quando eu só precisava jogar Skyrim e estudar.
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2019.06.25 16:20 williambotter Como foi criada a heterossexualidade como a conhecemos hoje

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2019.03.18 04:14 andrehp Curiosidades LGBT

O planeta Mercúrio é um dos emblemas do movimento transgênero. Isso se dá por dois motivos: o símbolo do planeta é uma união do símbolo masculino e feminino. Fora isso, a divindade Mercúrio, na mitologia romana, era pai de Hermafrodito, que tinha órgãos sexuais dos dois sexos; Todas as culturas humanas foram marcadas por relacionamentos homoafetivos. O grau de aceitação variou de acordo com a cultura e período histórico; Nos Estados Unidos da América, estima-se que 1 milhão de crianças são sendo criadas por gays e lésbicas; Não há um estudo conclusivo sobre a causa da homossexualidade, heterossexualidade ou bissexualidade; Os estatísticos lançam uma estimativa de que 5% do total da humanidade seja composto por pessoas de orientação homossexual; Muitos animais manifestam comportamento homossexual. Algumas delas, como os chimpanzés anões, são bissexuais; Em alguns países onde o islamismo fundamentalista é mais presente, a punição para a homossexualidade é a morte (Irã e a Nigéria, por exemplo); Na cultura celta e grega, o comportamento “afeminado” que, hoje, é visto como um comportamento homossexual, eram tomados como evidência da masculinidade de um homem. Ou seja: os padrões se invertem na história; Um em cada três gays optam por não realizar o coito anal; Quanto mais conservadora é a região, maior é o índice de suicídios de gays; O uso de drogas entre a comunidade LGBT é 50% maior; Se um gêmeo é homossexual, o seu irmão tem cerca de 50% de chance de também ser homossexual. O fato de não ser 100% mostra que a origem da predileção não é somente genética, como influenciada por fatores ambientais; Eis alguns países que legalizaram a união civil homoafetiva: Noruega, Holanda, Suécia, Argentina, Canadá, Espanha e Portugal; Os transexuais compõe 1% da população da América; A terminologia LGBT (ou GLBT, LGBTQ, etc.) se originou na década de 90; Nos campos de concentração nazistas, os homens homossexuais eram obrigados a utilizar um triângulo rosa para identificá-los; 40% das pessoas da comunidade LGBT relatam viver em ambientes preconceituosos; O primeiro casal de gays registrado pela história são dois servos egípcios (Khnumhotep e Niankhkhnum – não tente pronunciar); O feminismo lésbico se dividiu do feminismo em diversas etapas da história do feminismo. Na década de 70, Betty Friedman, proeminente teórica do movimento feminista, disse que não queria que as lésbicas lançassem questões de sexualidade nas plataformas de ativismo feminista da época. Por conta disso, ocorreu uma dessas separações; No ano de 1973, a Associação Americana de Psiquiatria tirou a homossexualidade da lista de transtornos mentais;
Fonte: https://fantastico.top/curiosidades-gays-lgbts/
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2018.03.22 17:45 bitweebly Discussão: para acreditar de forma sincera que sexualidade é escolhida, é um requisito ser homossexual

Estava lendo essa entrevista do Feliciano e a carga de raciocínios inválidos é incrível: https://oglobo.globo.com/brasil/marco-feliciano-diz-que-direitos-das-mulheres-atingem-familia-7889259
Estava pensando como é que um ser humano que até consegue chegar à idade que ele chegou sem morrer afogado em um copo d'água consegue produzir um nível de raciocínio tão pobre. Alguma explicação deve existir pois ele está vivo. Só consegui desenvolver a lógica como a seguir, e peço críticas sinceras quanto ao argumento (tentem abstrair a carga emocional dos termos, eu assumo que classificar alguém como heterossexual/homossexual é válido, não é ofensivo, e tem teor prático argumentativo e não elimina a existência de um espectro contínuo entre os extremos).
Premissa: Para pessoas como ele (Feliciano), o principal problema do homossexualismo é que um homossexual influencia as pessoas a serem homossexuais (parto daqui pois foi isso que ele disse, mas é uma premissa). Vou partir do princípio que ele realmente acredita nisso, assim como outras pessoas também.
Só existe (i.e. só consigo imaginar) UM motivo para alguém chegar a essa conclusão de forma sincera: ele é homossexual e aprendeu desde pequeno que ser homossexual é errado, e por isso foi forçado a fingir que é heterossexual. O efeito disso é que outros homossexuais ativos fazem-no lembrar dos verdadeiros instintos (pois no fundo ele é assim). Do ponto de vista dele, ser heterossexual é uma escolha, ele aprendeu que ser homossexual é errado, ser heterossexual é o certo e portanto ele ativamente escolhe atuar neste papel. Logicamente, os instintos dele continuam sendo homossexuais pois, como sabemos, ser homossexual não é uma escolha. A partir daí ele extrapola que todos os seres humanos também são como ele (incluindo todos que se dizem heterossexuais), o que para algumas coisas faz sentido mas não para todas. Desta visão segue que todos os heterossexuais escolhem ser heterossexuais ao invés de o serem por natureza (e reciprocamente, os homossexuais escolhem ser homossexuais ao invés de escolherem ser heterossexuais como ele). Como a escolha dos homossexuais o faz reviver os reais instintos (que não são escolhidos), aliado ao fato aprendido de que ser homossexual é errado, isso magoa ele e gera toda a força que sustenta a luta que ele (e pessoas como ele) fazem contra homossexuais. Do ponto de vista dele, todos os homossexuais deveriam agir como ele e assim deveriam escolherem ser heterossexuais. Dai para frente segue torrente de outras consequencias desta ideia.
Ser homossexual é o único motivo que explica por que pessoas como ele têm tanta certeza de que ser homossexual é uma escolha:
1) é o que ele aprendeu a fazer, é o que ele faz e ele não sabe o que significa ser heterossexual por natureza;
2) aceitar o contrário significaria aceitar que então ele realmente é homossexual por natureza e isso conflita com tudo que ele aprendeu na vida (que ser homossexual é errado, contraa religião, influencia os outros etc.). ele jamais vai conseguir aceitar isso, portanto "não escolher" (i.e. ser como é) não é uma opção, e portanto a única coisa que existe é a escolha que cada um faz.
Conclusão deles: sexualidade se escolhe.
Todo o resto das ações que seguem são devaneios advindos desta lógica, que simplesmente não consegue incluir no raciocínio o simples fato de que nem todos os heterossexuais são heterossexuais por escolha como ele, a maioria simplesmente é por natureza.
Um ponto importante que reforça o raciocínio diz respeito a uma capacidade que os heterossexuais tem naturalmente que é saber que a natureza do seu heterossexualismo não é escolhida (e essas pessoal naturalmente extrapolam disso o contrario, que a maioria das pessoas não tem opção, e vive uma vida, no mínimo, "deixa os homosexuais para lá"). Eu posso até tentar fingir ser homossexual, mas sei que realmente ser homossexual eu não consigo, é algo muito fundado na natureza biológica. É uma noção instintiva, difícil de explicar, e portanto não se consegue ensinar nem transmitir, é algo aprendido por si só. E quem tem essa noção para si, sabe que então existem pessoas homossexuais que são exatamente da mesma forma, isto é, podem até fingir ser o que os outros mandarem, mas isso não muda o que realmente sentem.
Com efeito, isso explica o comportamento dos Felicianos: ser exposto a sensações que aprendeu serem erradas gera raiva e ressentimento, que só tem uma saída: lutar contra os outros para justificar a luta interna. Não vou nem afirmar que todos que se dizem homossexuais e fingem ser heterossexuais são assim pois bissexualismo também existe. O que importa aqui é a capacidade de uma pessoa em compreender a possibilidade de existir homossexuais que são assim por natureza e que não podem fazer nada contra isso (praticamente todos). Um heterossexual a frente de um homossexual não sente raiva, pois não temo motivo para isso. Para pessoas com empatia, sentem pena pelo que homossexuais sofrem e se juntam para defendê-los, mas a grande maioria simplesmente não sente nada. Um heterossexual que anda na rua e ve um homossexual é equivalente a uma pessoa com cabelo escuro andando na rua e vendo um loiro (i.e. "e eu com isso??"). Para se importar com outro, a pessoa deve gerar ALGUM tipo de reação, ninguém "normal" se ofende por motivo zero.
Um heterossexual sabe que exigir que um homossexual vire heterossexual é equivalente a exigir que um negro vire branco, e portanto é um raciocínio infantil, estúpido e completamente sem fundamento. Exigir que um chinês "seja" francês é um outro exemplo de equivalente estapafurdice, é como falar non-sense. Mas estas pessoas REALMENTE acreditam nisso. A bestialidade deste argumento "exigir que um homossexual vire heterossexual" é tão TÃO fora da realidade que só sobra o raciocínio acima.
Outra forma de reforçar o raciocínio é tentar invalidá-lo pelo raciocínio oposto. Uma das conclusões do argumento é que apenas quem é homossexual pode eventualmente acreditar que se pode escolher a sexualidade. O contra-argumento seria "nada impede algum heterossexual de chegar a essa conclusão também, e ai o argumento fica furado". O problema é que a força social que dita "homosexualismo é errado" é um fator fundamental para que existam homossexuais que se obrigam a fingirem ser heterossexuais o que é um passo fundamental para concluir que sexualidade é escolhida. E isto é registrado em toda a história da humanidade, apenas recentemente os homossexuais conseguiram de fato algum direito social e sequer sobreviver após afirmarem a sua homossexualidade (mesmo hoje eles tem pouco mais que isso, quando tem). Mas não existe nada na sociedade que leve um heterossexual a escolher fingir ser homossexual, essa força não existe. E, por causa disso, não existem pessoas que são heterossexuais que entendam que a sua heterossexualidade é uma escolha. A escolha existe de forma consciente apenas no sentido homossexualismo -> heterossexualismo, e nunca no sentido inverso.
Um pequeno senão: Não afirmo de forma alguma que não existem heterossexuais que aprenderam a odiar homossexuais, especialmente no âmbito religioso. O ponto crucial é que o RACIOCÍNIO SINCERO como coloquei só é possível por pessoas que não são heterossexuais. Seguir ordens, até ratos aprendem, normalmente por medo.
TL/DR: O entendimento de que um homossexual força os outros a serem homossexuais só é possivel em alguém que já tem tendência natural homossexual (ou bissexual, no mínimo). Para alguém que é heterossexual por natureza, a ideia de que um homossexual o levaria a ser homossexual é completamente estranha, infantil, idiota e sem fundamento, e portanto não é um raciocínio que consegue defender de forma sincera.
Queria que alguém me dissesse os pontos lógicos inválidos da ideia...
Update em 23/3/2018: Aparentemente esta ideia é antiga e já conhecida. Eu fiz apenas um exercício lógico, mas existem muitos estudos que apontam para a mesma conclusão: https://super.abril.com.bcomportamento/homofobia-e-coisa-de-viado/
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2018.01.20 02:46 Eyeofart Intensidade.

Ah, eu sei, eu sei que aos olhos dos outros, isso irá soar repulsivo, devasso e pecaminoso.
Eu não sei o que fazer, eu não tenho a certeza de minha heterossexualidade, e não consigo parar de pensar no universo feminino, na figura feminina.
A delicadeza feminina sempre me instigou, de algum modo, mas esse 'interesse' nunca foi tão nítido, mas ultimamente...
Não paro de pensar nos corpos de diferentes mulheres/moças, silhuetas, nádegas, seios, vaginas em formato quase que frutífero. Meus desejos obscuros têm me destruído, praticamente.
Gostaria de observaenxergar com calma, essa intensidade que tenho sentido em relação ao mesmo sexo.
Entretanto, desejaria viver uma vida sem rotulações.
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2017.07.31 18:31 cantwedronethatguy Afinal, qual é o mistério da heterossexualidade?

Proponho uma discussão sensata e honesta.
Todos podem expor a sua visão sobre o assunto e por favor, não usem o botão downvote como 'não concordo com a opinião do coleguinha'.
Meu ponto: Tem mais a ver com algum distúrbio, assim como já é comprovado que ninguém nasce gay e é na infância que nosso caráter, moral e blah-blah-blah é formado. É aí também que acontece essa transição. Por exemplo: Já tem estudos que comprovam que um cara que não tem um pai presente tem mais chances de ter depressão, agressividade. Distúrbios psicológicos em geral...
Por que a heterossexualidade é diferente disso? Um distúrbio psicológico NÃO É uma DOENÇA, pois, na medicina, são consideradas doenças as alterações da saúde que tem uma causa determinada, com a ocorrência de alterações físicas detectáveis. O termo transtornos, por outro lado, é reservado para designar agrupamentos de sinais e sintomas associados a alterações de funcionamento sem origem conhecida.
Agora vou deixar um contra-ponto que li no Reddit
Boa segunda-feira!
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2017.06.12 17:41 kilerppk BBC aborda como a heterossexualidade foi criada

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2016.07.06 08:32 dacspike Os "Feminismos"

Olá pessoal, vi alguns tópicos sobre feminismo, e percebo que invariavelmente as discussões esquentam por eu achar que pessoas estão falando de coisas diferentes. Segue meu texto:
A definição do dicionário de Feminismo é
  1. doutrina que preconiza o aprimoramento e a ampliação do papel e dos direitos das mulheres na sociedade.
  2. movimento que milita neste sentido.
  3. teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos.
Como o dicionário é descritivo e não prescritivo, ele registra como pessoas usam a palavra, e não proíbe que a palavra ganhe novas definições.
O movimento chamado Feminismo pode ser dividido em 3 ondas: A primeira, da virada do século XIX pro XX, das sufragistas, que queriam o direito de voto, propriedade privada e autonomia em contratos. A segunda onda, dos anos 60, foi sobre igualdade no mercado de trabalho, liberdade sexual e reprodutiva. Já a terceira onda, iniciada nos anos 90, é a mais difícil de definir, já que tem várias correntes. Atualmente, uma corrente dominante é a do feminismo interseccional. Volto nele mais tarde.
Outra coisa a qual se dá o nome de Feminismo é a chamada teoria Feminista, de autoras como Simone de Beauvoir, Judith Butler, Andrea Dworkin e Germaine Greer. Envolve conceitos como a Teoria de Gênero, resumida na frase de Beauvoir "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher", que diz que homem e mulher são construções sociais e não naturais (contrariando evidência científica 1234); Patriarcado, que diz que a sociedade foi organizada por homens e os beneficia injustamente; Heteronormatividade, que diz que heterossexualidade não é normal e sim imposta pela sociedade; entre outros.
O Feminismo interseccional, melhor exemplificado na frase da feminista Bell Hooks: “Nós temos constantemente que criticar a cultura patriarcal imperialista supremacista branca porque ela é normalizada pela mídia de massa e transformada em não-problemática.” é a corrente dominante atualmente. Essa corrente do Feminismo diz que homens brancos heteros cis dominam a sociedade através do patriarcado, e uma vez que não há diferenças biológicas entre homens e mulheres, qualquer desigualdade ou problema que seja desvantajoso a mulheres é necessariamente preconceito/opressão.
O fato de TUDO ISSO junto poder ser chamado de feminismo é, na minha opinião, o que causa essa desconexão entre feministas e anti-feministas. A maioria das feministas (que são as sabem do feminismo apenas superficialmente) acreditam que feminismo é a luta por igualdade. Elas vêem algo como a diferença de salários entre homens e mulheres (que simplesmente é média simples de todos os salários de todos so homens e mulheres, e discriminação faz um efeito negligível), ou que hajam mais homens no congresso (mesmo com mulheres sendo mais da metade dos eleitores e tendo escolhido colocá-los lá, poucas mulheres se candidatam) ou a quantidade de estupros no Brasil (um dos países mais violentos do mundo) e imediatamente acham que isso é culpa do patriarcado. Qualquer oposição ao feminismo vai parecer como oposição aos direitos das mulheres, como se anti-feministas quisessem tirar os direitos que as 2 primeiras ondas do feminismo conseguiram.
Muitas dessas pessoas nunca leram teoria feminista mesmo. As que leram, que são as que mais tem voz, como Jessica Valenti, Anita Sarkeesian e incontáveis outras nas redes sociais, essas sim são as radicais, já que teoria feminista contém pérolas como a frase de Sally Miller Gearhart: “A proporção de homens deve ser reduzida e mantida a aproximadamente 10% da humanidade.”, de Andrea Dworkin: "Relação sexual é a expressão formal, pura e estéril do desprezo dos homens pelas mulheres." e de Beauvoir: "Enquanto a família e o mito da família e o mito da maternidade e do instinto materno não forem destruídos, as mulheres ainda serão oprimidas.". Embora sejam minoria (creio) são as que tem as maiores plataformas e vozes e são as líderes do movimento de fato. São estas que se preocupam em exigir que mulheres recebam mais que homens, mandar prender quem discorda delas, falar que Aquecimento Global é machista, renomear furacões, censurar palavras, livros, penteados, cartazes, revistas em quadrinhos, camisas, pornografia, video games, formas de sentar, pôsteres de filme e palestras de feministas consideradas hereges. Quando as feministas moderadas se deparam com estes absurdos, elas têm 2 opções: Dizer que nem todas feministas são assim, ou dizer que essas não são feministas de verdade.
Enquanto isso, os anti-feministas só vêem esses abusos mencionados, percebem que existem diversas situações em que mulheres são beneficiadas (homens são 91,4% das vítimas de homicídio, mais de 80% dos sem-teto, penas de prisão 63% maiores que de mulheres pelos mesmos crimes, 5 anos a mais de trabalho, 8 anos a menos de vida, o câncer de próstata atinge metade dos homens e o de mama só 12% das mulheres, mas o câncer de mama recebe 4 vezes a verba, quase o dobro de homens se suicida com relação a mulheres, têm chance maior de abandonar a escola mais cedo, são 96% das mortes de acidentes de trabalho, têm tendência maior a serem diagnosticados com TDAH, primariamente por causa do sistema de ensino voltado exclusivamente para meninas, homens não têm delegacia própria, proteção legal contra violência doméstica mesmo quando são a maioria das mortes fatais e mulheres iniciam 70% dos casos de violência doméstica, homens são acusados de serem estupradores em potencial, são ensinados que masculinidade é tóxica, etc.). Eles vêem feminismo como sendo um movimento anti-homem.
Eu acho que seria mais vantajoso as mulheres feministas não radicais abandonarem o termo feminismo em troca do igualitarismo, como sugere a feminista Christina Hoff Sommers (playlist recomendadíssima). Desta forma, continuam a luta contra desigualdades mas se distanciariam da loucura e não ficariam brigando à toa defendendo uma coisa enquanto seus opositores atacam outra.
EDIT: Estou disposto a mudar de opinião, se discordarem de algum ponto ou acharem que falei algo incorreto, fiquem a vontade para refutar. Gosto de ouvir todos os lados.
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2015.09.18 20:00 CousinBazilio Vocês conhecem o Olavo? Ou: Da vida sexual no cangaço. Ou: o melhor prosador desses tempos.

Olavo Pascucci?
DA VIDA SEXUAL NO CANGAÇO
Mocetões: esta manhã, enquanto eu perscrutava, com olhar de proctologista, as fotos do cu da arqueira ianque Hope Solo (parênteses: ¡viva o desporto feminino!, ou algum dos senhores acharia graça em fotos do lorto do goleiro Cássio, do Curíntia, que reputo, talvez, quase tão feio quanto seus cornos?) — enquanto eu perscrutava as tais fotos, dis-je, deparei-me com uma dessas notícias que, quase tanto quanto comentário de leitor em site de jornal, dão a medida justa de nossa miséria. Segundo me informa o site da Veja, está no prelo, obra dum juiz aposentado, uma biografia do delinqüente Lampião onde se sustenta que o famoso Rei do Cangaço apreciava mesmo era uma trosoba hirta e cheia de espinhos (à maneira das cactáceas de sua caatinga natal) a magoar-lhe furiosamente os entrefolhos, mais do que já estaria magoado pelos restalhos duma dieta a base de bodes e carcarás.
Mais: a notícia dá conta de que uma popular resolveu entrar em juízo para impedir a publicação da obra, movida talvez por essa tendência que viceja entre nós de tratar bandido como prócer, e de achar que obra nenhuma pode tirar os próceres de seus pedestais.
Ora, muito bem. Duas cousas me estarrecem nessa patacoada: (1) que alguém, não sendo descendente direto do bandido, ou mesmo sendo-o, foda-se, tenha legitimidade ativa para propor uma ação dessas (e reparem que nem chego a discutir o mérito da causa); e (2) que qualquer um (e creio-me insuspeito de fazer apologia de bandido) possa questionar a heterossexualidade dum sujeito que tinha pica e estômago para comer a Maria Bonita. Ora, caralhos ma fodam, comer a Marina Ruy Barbosa ou a Emma Watson qualquer um come — até viado, sem demasiadas demonstrações de nojo. O verdadeiro teste de masculinidade, a verdadeira audição para o papel de Groo, o Errante, está no encarar uma fêmea do quilate justamente da Maria Bonita ou da Miriam Leitão.
Aliás, há uma terceira cousa a embasbacar-me nesse episódio: que haja, no Brasil, público para ler (nem falemos de autores para escrever) uma obra de 300 páginas sobre a vida sexual dum bandido feio pra caralho com uma fêmea idem e outras duas dezenas de machos com os mesmos predicados. Seria de perder o sono imaginar que o Dr. Pedro de Morais, autor da obra, even as we speak, pode estar tratando do licenciamento da versão cinematográfica (em breve num cinema perto de você).
Ah, sim, antes que eu me esqueça: cada povo tem a Bonnie and Clyde que merece.
*
Quem sabe:
O BONEQUINHO VIU HOUSE OF CARDS... E TOCOU TREZE PUNHETAS
O leitor que me acompanha há uma década sabe que eu sou um cavalheiro de gostos refinados, capaz de embevecer-me até às lágrimas tanto com a audição da Vigília Noturna de Sergei Rachmaninoff como com a redescoberta, no XHamster, da cena clássica em que o cu escuro e sujo da srta. Jenny Cole é perfurado com precisão cirúrgica em Debbie does Dallas (1978). Muito pelo ecletismo de meus interesses artísticos — que, como se vê, abarcam da pornografia à música erudita —, mas outro tanto, estou certo disso, por um desejo recôndito de que eu lhes arrebente selvagemente os entrefolhos, muito jornalista costuma assediar-me esperando pronunciamentos meus sobre o que quer que esteja trending now (eles falam assim, revirando os olhinhos), da telenovela ao analingus.
O leitor atento também terá reparado que eu raramente condescendo em deixar publicarem os meus juízos estéticos nos pasquins que, aqui no Brasil, fazem as vezes de imprensa. Credite-se muito do meu silêncio à natural modéstia com que me pauto sempre que o assunto em tela não são as dimensões da minha trosoba. No entanto, os chefes de redação me ajudariam muito a ajudá-los se, em lugar do Fernando Rodrigues, mandassem entrevistar-me a Fernanda Rodrigues, que, desde os tempos de Malhação, tem muito melhor sintaxe, vocabulário, concatenação de idéias, peitos, peida e xavasca do que o seu quase-homônimo.
Isso não obstante, hoje me vejo forçado a abandonar as sublimes leituras a que me vinha dedicando para compartilhar convosco, para ensinança do público e escarmento da crítica, uma epifania estética que me acometeu no último fim de semana. Andava eu em estado do mais completo emputecimento, ocasionado pelos singulares ataques de pelanca em que se desfaziam uns filhos viados de um vizinho enrustido, que comemoravam gol de time estrangeiro na final da Copa dos Campeões Europeus (o que, o leitor há de convir comigo, é comportamento de quem espera ter os intestinos ambos preenchidos por uma bruta trosoba preta para daqui a, no máximo, quinze minutos). Inspirado talvez em Borges — que optou por escancarar sua superioridade intelectual proferindo palestra sobre a imortalidade na hora precisa em que a Argentina disputava sua partida inaugural na Copa do Mundo de 1978 —, deliberei eu tornar patente o meu interesse por cousas mais excelsas assistindo a um filme de sacanagem na televisão. Como (a queixa é recorrente) minha senhora cortou a minha assinatura do Sexy Hot já há quase dez anos, tive de contentar-me com o sucedâneo mais à mão (a esquerda, que a direita se entretinha em labores outros), e assim terminei assistindo, de cabo a rabo, à série americana House of Cards.
Autores piores que eu já se terão pronunciado sobre o enredo e sua verossimilhança, sobre a perspicácia e exatidão com que a série retrata a profunda malaise (disseram assim, com o dorso da mão na cintura) da civitas americana diante de um sistema político cada vez mais corrompido pelo poder nefasto do dinheiro, mormente de Citizens United v. Federal Elections Committee para cá, e pela conseqüente incapacidade do referido sistema de extrair dos eleitos os anjos melhores de sua natureza (como são piores que eu, seguramente não citaram nem a jurisprudência, nem o fecho do primeiro discurso de posse de Abraão Lincoln).
Pois muito bem: com a experiência que acumulei nesta minha passagem por este vale de lágrimas e sumos vaginais, descreio da eficácia dessa conversa-mole para aquilo que interessa, que é garantir ao opinador pernóstico o acesso franco às xavascas da audiência. De modo que o leitor formado em Ciência Política me escusará se, ao analisar a obra, me limito a esmiuçar os seus méritos estritamente onanísticos. E, neste particular, ouso dizer que a obra em questão é o que de melhor se produziu, fora da indústria especializada, desde pelo menos O Nome da Rosa (mormente a cena em que aparece o cu da Valentina Vargas).
O leitor que franze o sobrolho e cofia os pêlos do cavanhaque enquanto enche o cachimbo de tabaco com sabor de baunilha fará bem se, em lugar de questionar o meu juízo ilustrado, prestar a atenção devida a cinco vagabundas fodibilíssimas que tornam a série um deleite para os olhos e uma maratona para o jonjolo do expectador heterossexual.
(1) Comecemos por minha favorita: a srta. Kate Mara — até aqui uma celebridade relativa que interpretara a filha gostosa de um dos perobos em Brokeback Mountain, além de uma cheerleader fancha em Nip/Tuck — desempenha com louvor o papel de Zoe Barnes, uma jornalista vagabunda que usa a xavasca para conquistar fontes, notícias e a ascensão funcional. O onanista leitor se deleitará, como eu me deleitei, com a naturalidade com que a mocinha afeta inocência (usando rabo-de-cavalo, roendo as unhas, vestindo-se de adolescente em suéter e jeans no ambiente de trabalho) para com isso garantir o acesso à trosoba senil de patrões, âncoras e deputados. A série infelizmente não o documenta de maneira exaustiva, mas fica claro ao observador atento que a mocinha dá cu, se não com gosto, ao menos com naturalidade e profissionalismo. Atenção à cena em que ela arreganha o furingo para o deputado tirar fotos. (Nota aos editores da Folha: se quiserdes que eu abrilhante o vosso pasquim com meus palpites ocasionais, é favor tentar convencer a srta. Patricia Campos Melo a usar os mesmos expedientes com a minha excelsa pessoa.)
(2) A segunda menção não faz exatamente o meu gênero, diga-se de cara — prefiro prexecas mais jovenzinhas, menos maltratadas pelo uso —, mas tem sido tão festejada nos círculos onanistas que não poderia deixar de ser mencionada. A srª. Robin Wright interpretou Claire Underwood, a consorte do protagonista deputado (e portanto filho da puta). Não vislumbro ali peitos ou peida capazes de justificar mais do que oito punhetas, mas os aficionados assinalam que a megera tem um je ne sais quoi que é garantia de que ali se fode bem (ou, por outra, que é garantia de que ela fode bem, ao menos no que respeita ao aspecto puramente mecânico da foda). Há de ser verdade, embora a insistência da augusta senhora em dar sovas de buceta num seu amante fotógrafo (e portanto homossexual) esteja aí a indicar que tamanha energia represada tem sido dissipada irresponsavelmente em trepadas perfeitamente insatisfatórias. Em defesa da personagem, admito que as muitas insinuações (algumas bastante óbvias) de que o relacionamento da srª. Underwood com o tribuno do povo consiste basicamente em ela seviciá-lo horrivelmente com uma cintaralha preta e com veias (isso ficou evidente, creio, na cena do ménage com o guarda-costas) ao menos demonstram ser ela dotada de um mínimo de espírito cívico. É mais do que se pode dizer de toda a classe política brasileira.
(3) Christina Gallagher (interpretada por Kirsten Connolly) é assessora parlamentar de um deputado alcoólatra, toxicômano, putanheiro e careca. Suas funções consistem, portanto, em limpar-lhe o vômito pendente do queixo, administrar-lhe supositórios de cocaína, tirá-lo da cadeia quando é pego cheirando ou freqüentando primas e, ocasionalmente, incutir-lhe um mínimo de amor-próprio aos gritos de "seja macho, porra". Frustrada com a incompetência política e a inapetência viril do patrão, acaba indo buscar pastagens mais verdes junto à primeira trosoba do mundo livre. Fode pouco, e é pena. Pela carinha de devassidão contida, bem poderia proporcionar-nos ao menos um par de espanholas finalizadas com o pearl necklace regulamentar.
(4 e 5) A puta e a evangélica ou, por outra, Rachel Posner (Rachel Brosnahan) e Lisa Williams (Kate Lyn Sheil). Recomendo ao amigo leitor passar ao largo dos episódios em que a primeira de nossas heroínas exerce a prostituição por quaisquer três vinténs nas ruas e hotéis do Distrito de Colúmbia e atende pelo alias de Sapphire. A coisa começa a melhorar quando, desintoxicada e de cara lavada, a putinha vai-se exilar na Virgínia profunda e lá conhece a evangélica fudeca, de violão em punho para cantar que yes, we gather by the river, the beautiful, the beautiful river. Com a prexeca em chamas pela prática da abstinência, a mocinha entrega-se gostosamente ao amor fancho, que aparentemente não é pecado (aliás, atenção, sapatas do nosso Brasil: o que as senhoritas fazem, com o ar de quem pratica enormes transgressões, é absolutamente irrelevante do ponto de vista religioso, tanto assim que não há uma única referência ao tribadismo ou ao chupar bucetas nas proibições em numerus clausus do Levítico e Deuteronômio — ao contrário da pederastia, que é abominação). O ponto alto da série é a cena em que a putinha enfia quatro dedos da mão, até a terceira falange, na xavasca da crente, e a fode com tamanha maestria e vigor que o espectador ilustrado não pode deixar de fazer a associação livre com as Fucking Machines do site homônimo.
Segundo nos garante a crônica policial, a série causou furor em Brasília, onde os homens públicos se sentem perfeitamente redimidos com a demonstração tão gráfica de que são todos carmelitas descalças diante do que se pratica em democracias mais evoluídas do que a nossa. Dizem até que a série é a favorita da presidente Dilma Rousseff. Tendo em vista, no entanto, a sofisticação intelectual de nossa primeira mandatária — comparável à daquele seu antecessor-general que entrou para a Academia Brasileira de Letras porque um dia sentou pelado num monte de farinha e fez um O com o cu —, tenho cá a suspeita de que ela aprecia a série pelos mesmos motivos que eu.
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